domingo, 12 de julho de 2015

Lição 3 O milagre da cura da mão mirrada.

Lição 3 O milagre da cura da mão mirrada.
19 de julho de 2015.

Texto Áureo.
Hebreus 4.16
“Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno”.

Verdade Prática.
O mais importante para Jesus não é a execução correta de um ritual, mas sim a resposta espontânea ao clamor da necessidade humana.

Objetivos da Lição.
- Explicar como Jesus combateu os ensinamentos errôneos acerca do sábado;
- Mostrar como Jesus transformou a vida de um homem da mão mirrada;
- Ensinar que milagres são possíveis e que precisamos acreditar em coisas novas.

Glossário.
Decálogo: Os dez mandamentos;
Incrustado: Grudado fortemente;
Reintegrar: Tornar a integrar; voltar a ter direito.

Leituras complementares.
Segunda       Sl 137.5, 6
Terça              1Jo 1.9
Quarta           Rm 4.17
Quinta           Rm 6.9
Sexta             Mt 22.39
Sábado          Êx 20.7-11

Textos de Referência.
Mateus 12.9-13
9 E, partindo dali, chegou à sinagoga deles.
10 E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados?
11 E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará?
12 Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por consequência, lícito fazer bem nos sábados.
13 Então disse àquele homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra.

Hinos Sugeridos.
300, 476, 545

Motivo de Oração.
Ore para ter uma perfeita compreensão da Palavra de deus.

Esboço da Lição.
Introdução
1. Compreendendo o sétimo dia.
2. Alcançando milagres.
3. Eis que tudo se fez novo.
Conclusão.

Introdução.
Jesus entrou numa sinagoga e lá avistou um homem que tinha uma das mãos mirrada. Para aquele homem, o milagre foi o melhor presente de sua vida, mas, para os líderes religioso, Jesus havia violado a Lei (Mt 12.10).

1. Compreendendo o sétimo dia.
O grande assunto que aparece com proeminência nesta passagem é o dia de sábado. Os fariseus haviam feito muitos acréscimos ao que as escrituras ensinavam a respeito do assunto e sobrecarregaram o verdadeiro caráter desse dia com as tradições humanas (Mc 2.27; 3.4).

1.1. Entendendo a lei do sábado.
A lei do sábado proibia todo trabalho nesse dia e os judeus ortodoxos tomavam tão a sério essa lei que preferiam morrer, literalmente, a que desobedecê-la. O historiador Flávio Josefo relatou que, na época da rebelião de Judas Macabeu, alguns judeus se refugiaram nas cavernas do deserto. Antíoco mandou uma legião de homens para atacá-los. Era um sábado e esses judeus insurgentes morreram sem um só gesto de desafio ou defesa porque lutar teria significado quebrar o sábado (Êx 35.1, 2).

Explique para os alunos que, segundo a tradição judaica, havia trinta e nove atividades que não podiam ser realizados no sábado. Esclareça para eles que Moisés havia proibido o trabalho no sábado, mas não deu detalhes específicos acerca de que ou como (Êx 20.10). Leia com eles as seguintes passagens, que mostram que não era permitido acender uma fogueira para cozinhar, apanhar lenha, carregar fardos nem realizar negócios (Êx 35.3; Nm 15.32; Jr 17.21; Ne 10.31; 13.15, 19). Esclareça para eles que a tradição judaica desenvolveu por conta própria os detalhes acerca da Lei. Assim, em vez de descanso, o sábado se tornou um fardo que escravizava religiosamente toda a nação.

1.2. A verdade em pratos limpos.
Embora tenha confrontado o pensamento dos fariseus, Jesus não aboliu a lei do sábado (Mt 12.11, 12). Em suas refutações, Ele a liberou das interpretações incorreta, trazendo-lhe purificação de adições inventadas por eles. Não era intenção de jesus arrancar do decálogo o quarto mandamento. Ele apenas o desnudou das miseráveis tradições pelas quais os fariseus haviam incrustado o dia, transformando-o em uma carga insuportável, em vez de bênção. Jesus deixou o quarto mandamento exatamente onde encontrou, isto é, como parte integrante da eterna Lei de Deus, da qual não se pode retirar nem sequer um til, a qual jamais passará (Mt 24.25).

Aplique essa lição aos dias atuais e ensine para os alunos que devemos considerar suspeita qualquer lei religiosa contrária à misericórdia e a o cuidado com a natureza. Mostre-lhe que Deus quer encontrar em nossas vidas misericórdia e não sacrifícios religiosos; que não somos diferentes desses fariseus e que muitas vezes pecamos no excesso de santidade quando deveríamos amar mais ao nosso próximo (Mt 12.7). Comente com eles que os fariseus se esforçavam para obedecer às leis do sábado, pensando estar servindo a Deus e que nós também não estamos isentos desse zelo excessivo. Que isso ocorre pela adição daquilo que Deus nunca exigiu que fizéssemos (Mt 22.29).

1.3. O dia do descanso do Senhor.
Jesus apresentou aos fariseus o verdadeiro princípio pelo qual o sábado veio a existir: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc 2.27). Nestas palavras de Jesus, há uma fonte de profunda sabedoria. Deus estabeleceu o dia de descanso em favor de em favor de Adão no paraíso; e renovou-o para Israel no monte Sinai (Êx 20.7-11). Esse dia não existe por causa de Israel. Ele foi estabelecido em favor de toda a humanidade, visando o benefício e a felicidade do homem. Visava o bem de seu corpo, de sua mente e de sua alma. Foi dado ao homem como uma bênção e uma graça, não como um fardo. Assim foi sua instituição original. A observância desse dia nunca teve a finalidade de interferir nas necessidades humanas.

Explique para os alunos que o mandamento não tinha o intuito de ser interpretado como prejudicial ao corpo do homem ou como um empecilho aos atos de misericórdia em favor do próximo (Êx 20.8). Esse era o ponto crucial que os fariseus tinham esquecido ou sepultado debaixo de suas tradições. Explique para eles que Jesus deixou claro que deixar de fazer o bem no sábado (ou em qualquer outro dia) é o mesmo que fazer o mal. Reflita com elas a seguinte mensagem deixada por Jesus: “Não existe um tempo tão sagrado que não se possa usar para ajudar o próximo” (Mt 22.39).
2. Alcançando milagres.
O sábado era o dia do descanso. Era costume dos judeus se reunirem na sinagoga para ler a Torá e se prepararem para uma nova semana. Foi exatamente nesse dia que esse homem resolveu sair de casa e ir à sinagoga. Ele estava no lugar certo e na hora certa (Mc 3.1). 

2.1. O início de uma nova história.
Durante seis dias os judeus estudavam a Torá, a qual era dividida de sete em sete capítulos. No sábado (Shabat), eles se reuniram na sinagoga para terminar a leitura semanal e, viraram a página para iniciar o próximo grupo de sete, referente à semana que se iniciaria no outro dia (domingo). O sábado marcava o fim de um ciclo e o início de outro. Foi nesse dia de transição que Jesus se dirigiu a sinagoga (Mt 12.9, 10). Embora o texto comece com uma armadilha para tentar culpar Jesus de violar o sábado, a história termina com Jesus libertando esse homem e escrevendo uma nova página em sua vida, dando fim a uma fase e iniciando outra (Mt 12.13).

Explique para os alunos que, de acordo com a tradição, qualquer coisa considerada como trabalho deveria ser executada até a sexta-feira. Até mesmo um médico não podia operar porque usar um instrumento era trabalho. Jesus estava sendo criticado por curar um enfermo, mas Ele não usou instrumento algum. Ele usou o poder de Sua Palavra (Lc 24.19).

2.2. A mão ressequida.
Há um detalhe muito interessante nesta história. Se compararmos com Mateus 12.10-13 e Marcos 3.1-6, observaremos que somente Lucas nos conta que o homem tinha seca sua mão direita. Aqui fala o médico, interessado nos detalhes do caso (Lc 6.6). A mão direita ressequida era símbolo de maldição e esse homem, segundo a Lei, deveria ser considerado imundo perante o povo. A mão direita era a mão do relacionamento, do trabalho, da comunhão e da restituição. Evitando ser discriminado, esse homem não declarou seu problema e foi premiado por sua ousada fé. Jesus o mandou estender a mão e, de maneira instantânea e milagrosa, ele foi curado apenas pelo poder da palavra de Jesus (Mt 12.13).

Informe para os alunos que a mão direita é considerada a mão principal. Comente com eles que, por ter a mão ressequida, esse homem não podia trabalhar, logo, deveria estará em grandes apuros por não ter como ganhar seu sustento (Sl 137.5, 6). Informe-os que a situação desse homem era constrangedora. Ele era considerado imundo e até da adoração estava excluído. Explique para eles que esse homem foi corajoso por entrar desse jeito na sinagoga e Jesus o abençoou, honrando sua fé.

2.3. Vem para o meio.
Essa palavra dita por Jesus parece ter exposto esse homem diante dos fariseus. Mas Jesus jamais pensou em envergonhá-lo. Seu propósito foi dar a ele a condição de reintegrar-se ao culto. Primeiro mandou que estendesse a mão e, para que isso acontecesse, o homem deveria crer naquilo que Jesus estava ordenando ser feito. Em seguida, Jesus o chamou para vir para o meio, como se lhe dissesse: “A partir de hoje, você não precisa mais se esconder, eu retirei de sua vida a maldição, agora você pode adorar como qualquer um de nós”. Hoje Jesus também chama os pecadores para que estendam a mão, exponham seus pecados e digam que área de suas vidas que está seca, atrofiada e os impossibilita de agir, para que Ele os possa curar (Mt 12.13; 1Jo 1.9).

Chame a atenção dos alunos. Instigue-os com a seguinte pergunta: no sentido espiritual, o que significa uma mão ressequida? Busque interagir com eles e torne esse momento extremamente participativo. Ouça-os com bastante atenção e depois comente com eles que a mão mirrada pode significar espiritualmente: uma vida sentimental deprimente, um relacionamento familiar infeliz, uma vida profissional sem prosperidade, a saúde debilitada, o ministério estagnado, sonhos frustrados e uma vida espiritual infrutífera na presença do Senhor. Reforce para eles que muitas outras situações podem ser comparadas ao cenário do milagre da mão mirrada.    

3. Eis que tudo se fez novo.
A proposta do evangelho é tirar a atrofia da vida de todo aquele que está inoperante em Sua casa. Jesus tem poder para restaurar as áreas que não funcionam em nossas vidas. Ele nunca hesitou em fazer milagres, basta-nos apenas crer em Sua Palavra (Mt 21.22).

3.1. De volta à vida.
Em Isaias 41.10, o Senhor diz que nos toma pela mão direita. Ter a mão direita restituída representava estar novamente inserido no contexto da sociedade e apto para exercer tanto o trabalho quanto a adoração a Deus. Com apenas uma palavra, Jesus reacendeu a chama da vida desse homem. Antes ele se escondia, agora não tinha mais motivos para fazê-lo. Enquanto a doença o limitava, a religião e o oprimia. Ao curá-lo, Jesus estava dando a ele a oportunidade de ter sua mão de volta, ter de volta a comunhão, o trabalho e as demais atividades que antes não podia realizar.

Merece ser especialmente esclarecido para os alunos que, ao devolver a este homem sua saúde, Jesus lhe devolveu automaticamente seu trabalho. Um homem sem trabalho é um homem sem honra; é em seu trabalho onde encontra a si mesmo e encontra a sua realização (Pv 6.6-9; 30.25). Uma das melhores ações que se pode fazer um ser humano por outro é dar-lhe trabalho. Ressalte para eles que, ao devolver-lhe saúde e trabalho, Jesus lhe devolveu também sua autoestima. Um homem volta a ser homem quando pode satisfazer com independência suas necessidades e as de quem está sob seu cuidado.

3.2. Imediatamente são.
Um novo ciclo começou na vida desse homem e começou pelo estabelecimento de sua saúde. O que significa o Evangelho sem milagres? Apenas um conjunto de rituais maçantes e cansativos que, em vez de mudar a nossa consciência para ver coisas grandes da parte de Deus, nos torna em seus inimigos. Para Jesus, a religião era serviço. Era o amor a Deus e o amor aos homens. O ritual não carecia de valor algum, em comparação com o amor posto em ação. Para Jesus, o mais importante de tudo não era a execução correta de um ritual até o seu mínimo detalhe, e sim a resposta espontânea ao clamor da necessidade humana.

Comunique para os alunos que estamos vivendo os últimos momentos da Igreja nesse mundo. Ressalte para eles que, do mesmo modo que esse homem vivia no anonimato, muitos de nós também precisamos dessa palavra para que nos coloquemos de pé e sejamos fortalecidos nas áreas ressecadas de nossas vidas. É necessário entender que este é um tempo de uma grande restauração e de uma virada de página em nosso viver (Rm 8.19).

3.3. Tempo de restauração.
A cura milagrosa desse homem nos fala de um tempo de restauração. Ao esclarecer sobre a lei do sábado, Jesus fez questão de curar esse homem para nos ensinar que Sua Palavra é poderosa e que a religião somente impede o homem de achegar-se a Deus. Jesus chamou o homem diante de todos, pediu para que se pusesse de pé e mandou estender sua mão. É preciso compreender urgentemente compreender que o Evangelho nos tira da vergonha do anonimato, ergue-nos da desventura e coloca em nossas mãos a força para receber a graça (LC 6.8, 10).

Merece ser especialmente ressaltado para os alunos que, na condição de imundo, esse homem deveria viver a margem da sociedade, privado de seus sonhos e de suas esperanças. Comunique a eles que a presença de Jesus naquele lugar foi o início de uma nova fase em sua vida (2Co 5.17).

Conclusão.
A lição que acabamos de estudar nos fala de um tempo de recomeço. A prova maior disso foi o milagre realizado por Jesus, que devolveu a esse homem sua vida e seus sonhos. Que possamos ter sempre em mente e crer que não existe nada para Deus que seja impossível (Lc 1.37).

Questionário.
1. Qual foi o milagre que Jesus realizou na sinagoga?
R: A cura de um homem da mão mirrada (Mt 12.13).

2. Qual o verdadeiro princípio do sábado apresentado por Jesus?
R: O sábado foi feito por causa do homem (Mc 2.27).

3. Qual a finalidade de os judeus se reunirem no sábado?
R: O objetivo era terminar a leitura semanal da Torá (Mt 12.9).

4. O que representava ter a mão direita restituída?
R: Representava estar novamente inserido no contexto da sociedade (Lc 6.6).

5. De que nos fala a cura milagrosa desse homem?
R: Fala-nos acerca de um tempo de restauração (Lc 6.8, 10).


Fonte: Revista Jovens e Adultos, professor, 3º trimestre de 2015, ano 25, Nº 96, Sinais, Milagres e Livramentos do Novo Testamento.

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. ops Baixei e percebi que ta faltando os topicos (2.2) (3) (3.1)

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    1. Graça e paz querido, obrigado pelo aviso, já reparei as falhas, muito obrigado.

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