segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Lição 12 Perseverando na Fé



Lição 12 Perseverando na Fé
17 de dezembro de 2017

TEXTO ÁUREO
(Ap 3.21)
"Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono."

VERDADE PRÁTICA
A vida cristã exige perseverança, coragem e determinação. Há uma gloriosa promessa para quem perseverar até o fim.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gl 6.9,10
Perseverando em fazer o bem
Terça - Tg 1.2-4
Quando a perseverança amadurece a nossa caminhada de fé
Quarta - Fp 3.13,14
Mantendo os olhos fixos em Cristo Jesus
Quinta - Mc 13.13
A promessa para quem perseverar até o fim
Sexta - Ap 3.11
Guardando o que tem para ninguém roubar a nossa coroa
Sábado - 2 Ts 2.16,17
Consolando o coração durante a caminhada da fé

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Timóteo 4.6-8
6 - Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo.
7 - Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
8 - Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

OBJETIVO GERAL
Mostrar que a vida cristã exige perseverança, coragem e determinação.

HINOS SUGERIDOS: 25, 320, 539 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Explicar que é preciso perseverar na fé cristã;
Mostrar o perigo da apostasia;
Compreender que em Cristo estamos seguros.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Somos gratos a Deus por nossa salvação mediante a fé em Jesus Cristo. Agora como filhos de Deus precisamos perseverar fiéis até o fim. Devemos buscar a Deus, rejeitar o pecado e resistir à apostasia que é uma transgressão irrestrita capaz de levar a pessoa a um estado de cauterização da mente, tornando-a insensível à voz do Espírito Santo, sendo portanto um caminho sem volta.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A Bíblia nos revela a salvação em Cristo e a confirmação desse bem precioso por intermédio da testificação do Espírito Santo (Rm 8.16). A consequência dessa realidade espiritual é desfrutarmos de uma imensa alegria que só os salvos podem obter enquanto peregrinam como testemunhas de Cristo nesta vida. Entretanto, convém alertar que as Escrituras mostram a possibilidade de se perder a salvação em casos de apostasia da fé em Cristo. Por isso, o crente deve perseverar na fé.

PONTO CENTRAL
Em caso de apostasia da fé em Cristo existe a possibilidade de se perder a salvação.

I - A PERSEVERANÇA BÍBLICA

1. Conceito bíblico de perseverança. Perseverar remonta a ideia de permanecer, resistir, em nosso caso, não desistir da fé cristã em tempos de tentação, aflição, angústia, provação e perseguição. Nosso desafio, mesmo vivendo tais dificuldades, é o de mantermo-nos inflexíveis e firmes na fé em Cristo, esperando pacientemente nEle em tudo. É uma capacidade divina para resistir ao dia mau (Ef 6.13).

2. Provisão divina e cooperação humana. A ideia popular de que "uma vez salvo, salvo para sempre" não tem amparo concreto nas Escrituras, pois se fosse assim, não haveria necessidade de esforço e disciplina para uma vida de santidade frente às tentações e às provações, o que atestaria contrariedade à bondade de Deus em conceder aos seres humanos o livre-arbítrio (Sl 25.12; Pv 3.31; Mc 13.22). Assim, a perseverança da vida cristã é iniciada e garantida em Cristo (Fp 1.6), com o auxílio do Espírito Santo (Jo 14.26; Lc 11.13; Rm 8.26), juntamente com a cooperação e a sujeição do crente ao senhorio de nosso Senhor (2 Pe 1.10; Tg 4.7-10).

SÍNTESE DO TÓPICO I
É preciso permanecer em Cristo até o fim.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Perseverar
"[Do gr. hupomone; do lat. perseverantia]. Constância, tenacidade. Capacitação que o crente recebe, através do Espírito Santo, para permanecer fiel até a vinda de Cristo Jesus. No grego, o termo serve para ilustrar a coragem demonstrada pelo soldado em plena batalha. Perseverança é a virtude varonil que só o filho de Deus pode ter" (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 13.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 298).

II - O PERIGO DA APOSTASIA

1. Conceituando apostasia. Apostasia (do gr. apostásis) que significa afastamento, remonta ao "abandono premeditado e consciente da fé cristã". É negar, renunciar e distorcer propositalmente o ensino das Escrituras Sagradas. A Palavra de Deus revela que o início da apostasia tem a ver com a "obediência" a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios ensinadas por homens mentirosos (1 Tm 4.1) que torcem o conteúdo do ensino bíblico, negando a pessoa ou a obra de Cristo (Jd v.4; 2 Co 11.13,14; 2 Pe 2.1). Aqui, é importante não confundirmos apostasia com o pecado acidental. Neste, o crente ainda pode alcançar graça e misericórdia de Deus - confessando-o e deixando-o (Pv 28.13; 1 Jo 2.1,2); aquela, é decisão deliberada e premeditada, sendo impossível voltar atrás (Hb 6.4-6; 10.26,27).

2. A prática da apostasia.  O Inimigo de nossas vidas, juntamente com as hostes espirituais da maldade, deseja pelejar contra nós (Ef 6.12). Entretanto, a prática do pecado é uma responsabilidade pessoal e intransferível do indivíduo (Ez 18.4,20; cf. Rm 6.23). Nesse sentido, a apostasia sempre será praticada de maneira consciente, deliberada e voluntária. Veja alguns exemplos de apostasia nas Escrituras: rejeição consciente e voluntária à obra de Cristo (Jo 13.25-27); pecado voluntário, consciente e maldoso (At 5.3-5; 8.20); ensino de doutrinas heréticas (2 Pe 2.1).

SÍNTESE DO TÓPICO II
A apostasia pode levar à perda da salvação.


SUBSÍDIO LEXICOGRÁFICO
Apostasia
"[Gr. apostasia, 'um abandono ou deserção da fé']. Embora a palavra grega seja usada apenas duas vezes no Novo Testamento (At 21.21; 2 Ts 2.3), ela é encontrada na LXX várias vezes, como em Josué 22.22, para expressar a rebelião do povo de Deus, e em 2 Crônicas 29.19 em que vasos santificados no Templo foram lançados fora" (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 161).

III - SEGUROS EM CRISTO

1. Cristo garante a salvação. Embora haja a possibilidade de o crente apostatar-se da fé, a fidelidade de Cristo nos garante a certeza de sermos conservados irrepreensíveis até sua vinda (Jd v.1; 1 Ts. 5.23,24). Podemos nos sentir seguros em Cristo, pois Ele tem poder de nos manter livres de tropeços (Jd v.24). A oração sacerdotal de Jesus revela muito dessa segurança: "dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos" (Jo 10.28).

2. A alegria da salvação. Uma das maravilhosas consequências que alcançamos quando aceitamos a Cristo é a alegria da salvação (Sl 51.12; Is 12.3; Lc 15.22-25,32). Agora não temos mais o peso da culpa e da condenação, pois somos aceitos e amados por Deus, assim, o efeito prático disso é vivermos uma vida cheia de alegria (Lc 10.20).

3. A certeza da vida eterna. O nosso fundamento na certeza da vida eterna não está firmado no mérito próprio, mas única e exclusivamente no mérito da obra salvífica de Cristo Jesus (Hb 9.27,28). Embora tenhamos o livre-arbítrio para tomar decisões, o Espírito Santo age para nos converter do caminho errático (Jo 16.8). Ainda que falhemos em alguma coisa, nosso Senhor nos "prende" por meio dos laços de amor, trazendo-nos de volta ao aprisco (Lc 15.7; cf. 1 Jo 5.13).

SÍNTESE DO TÓPICO III
Se permanecermos fiéis a Cristo estaremos seguros até o fim.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"De acordo com as Escrituras, a perseverança refere-se à operação contínua do Espírito Santo, mediante a qual a obra de Deus começou em nosso coração e será levada a bom termo (Fp 1.6). Parece que ninguém, seja qual for a sua orientação teológica, é capaz de levantar objeções à semelhante declaração" (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp. 375,376).

CONCLUSÃO
O perigo da apostasia é uma realidade, mas a certeza da vida eterna é uma dádiva tão gloriosa que suplanta esse perigo. Não há o porquê de procurar contradição quanto à relação entre a soberania de Deus e o livre-arbítrio do homem. Deus é poderoso para, em Cristo, nos guardar até o dia final a fim de que perseveremos nEle em meio às provações da vida (2 Tm 1.12).

PARA REFLETIR
A respeito de perseverando na fé, responda:

Qual é o conceito bíblico de perseverança?
Perseverar remonta a ideia de permanecer, resistir, em nosso caso, não desistir da fé cristã em tempos de tentação, aflição, angústia, provação e perseguição.

Aponte alguns meios promotores de perseverança.
Alguns meios são: cultivar a vida de oração; submeter-se ao senhorio de Cristo no enfrentamento das provações; manter o coração e a mente protegidos sob o escudo da fé para desfazer as investidas de Satanás; cultivar a humildade que livra da queda e do tropeço; em tudo dar graças pela vontade de Deus; e, por fim, cultivar a esperança, mantendo os olhos na eternidade, aguardando o nosso Salvador voltar.

O que é a apostasia?
Apostasia, do gr. apostásis, que significa afastamento, remonta ao "abandono premeditado e consciente da fé cristã".

O que garante a certeza de sermos conservados irrepreensíveis?
A fidelidade de Cristo nos garante a certeza de sermos conservados irrepreensíveis até sua vinda.

Em que está firmado a nossa certeza da vida eterna?
O nosso fundamento na certeza da vida eterna não está firmado no mérito próprio, mas única e exclusivamente no mérito da obra salvífica de Cristo Jesus.

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 72, p42.
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Adultos, professor, A Obra da Salvação – Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida, Comentarista Cleiton Ivan Pommerening, 4º trimestre 2017.


Lição 12 A EDUCAÇÃO SECULAR EM TEMPOS TRABALHOSOS



Lição 12 A EDUCAÇÃO SECULAR EM TEMPOS TRABALHOSOS
17/12/2017

Texto do dia.
(Hb 13.8)
"Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente."

Síntese.
Os milagres são eventos naturais para Deus, mas sobrenaturais para os homens.

Agenda de leitura
Segunda - Pv 9.9
Dá instrução ao sábio e ele se fará mais sábio
Terça - Cl 1.9,10
Sabedoria e inteligência espiritual
Quarta - Jo 1.1
Cristo, o Verbo e a sabedoria de Deus
Quinta - Dn 1.17-20
Daniel, jovem sábio e inteligente
Sexta - Jd 3
Batalhando pela fé
Sábado - 2 Tm 3.16
Escritura inspirada para ensinar

Objetivos
Conhecer as características da educação em tempos pós-modernos;
Refletir a respeito da contribuição do cristianismo para a história da educação e da ciência;
Falar sobre o relacionamento do cristão com a escola e a universidade.


Interação
Caro(a) professor(a), a presente aula é propícia para refletir com seus alunos acerca dos dilemas e conflitos que eles enfrentam no ambiente educacional, tanto escolas quanto universidades. Nesta lição, deixe claro que, embora pesquisas indiquem um elevado índice de cristãos que se afastam da igreja após ingressarem em cursos de nível superior (pelo menos 60%), as faculdades não são responsáveis diretas pelo desvio espiritual dos crentes. Na verdade, tal índice também é elevado entre aqueles que não ingressam na universidade. A juventude é uma fase de mudanças e de aquisição de maior liberdade. Assim, aqueles que não possuem um compromisso profundo com Cristo e não sabem como manter a fé diante dos questionamentos tão comuns no ambiente acadêmico,  normalmente hostil à religião, acabam se afastando de Deus e da igreja. Nesse estudo, enfatize a importância da educação secular, mas também a importância do discípulo de Jesus capacitar-se bíblica e apologeticamente para enfrentar os ataques que surgirão.

Orientação Pedagógica
Professor(a), considerando o ambiente desafiador das escolas e universidades da atualidade, nesta aula, instigue seus alunos a se aprofundarem em apologética cristã. Por meio dela, o crente poderá apresentar as razões da esperança cristã (1 Pe 3.15). Explique que "a palavra apologética deriva do termo grego apologia, um termo relativo à defesa de alguém no tribunal, um discurso de justificação (At 22.1; 26.1). Sempre que, como cristãos, somos confrontados a apresentar os fundamentos da nossa fé e desafiados a argumentar sobre a existência de Deus, sobre a divindade de Cristo ou ainda acerca da veracidade das Sagradas Escrituras, por exemplo, precisamos apresentar respostas satisfatórias em defesa do cristianismo" (O Cristão e a Universidade, CPAD, p. 183).

Texto bíblico
2 Timóteo 3.1-7
1 Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;
2 porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
3 sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
4 traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5 tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
6 Porque deste número são os que se introduzem pelas casas e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências,
7 que aprendem sempre e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
No final do século XX o mundo passou por profundas mudanças sociais, culturais e tecnológicas, dando início à pós-modernidade. Acompanhando o espírito desta época, a filosofia educacional das escolas e faculdades de hoje é marcada pelo relativismo, pelo naturalismo ateísta e pela doutrinação ideológica, representando, assim, enorme desafio aos estudantes cristãos.
O intuito desta lição é demonstrar que a Bíblia não aprova o anti-intelectualismo e a aversão ao estudo sistematizado. Ao mesmo tempo, veremos a necessidade de preparo bíblico e apologético do jovem cristão, para confrontar os ataques proferidos pelos inimigos da cruz.

I - EDUCAÇÃO EM TEMPOS PÓS-MODERNOS

1. Relativismo. A filosofia educacional que dita grande parte do ensino nas salas de aula de hoje fundamenta-se no relativismo, o qual nega a existência da verdade objetiva e afirma que cada pessoa pode construir a sua própria verdade. Nessa concepção, a sua verdade é a sua verdade, e a minha verdade é a minha verdade; e as crenças são, em última análise, questão de contexto social, gostos e interesses pessoais. "O que é certo para nós talvez não o seja para você" e "o que está errado em nosso contexto talvez seja aceitável ou até mesmo preferível no seu", dizem os relativistas. Ao descontruir valores e princípios imutáveis, o relativismo pedagógico promove inversão de valores e acaba com os referenciais éticos para a sociedade e consequentemente, os que se submetem a esse tipo de educação aprendem sempre, mas nunca chegam ao conhecimento da verdade (2 Tm 3.7).
Isso não é perigoso somente para a fé cristã - que têm na existência da verdade objetiva um de seus fundamentos - mas é perigoso para a sociedade em geral. Ao desconstruir valores e princípios imutáveis, o relativismo pedagógico promove inversão de valores e acaba com os referenciais éticos para a sociedade.

2. Naturalismo ateísta. Apesar de ser fruto da modernidade, período que depositou a confiança no método científico, o naturalismo ateísta predomina ainda hoje nas escolas e universidades. Ao desconsiderar antecipadamente a existência de Deus como algo possível (Rm 1.21), tal pensamento defende que o universo, a vida e o ser humano são resultantes de fatores aleatórios e acidentais, destituídos de qualquer sentido, propósito e valor intrínseco.
Esse tipo de pensamento que dita hoje as aulas da grande maioria das universidades seculares, a partir da premissa que o avanço científico fez desaparecer a necessidade de um Criador para explicar a origem do universo e da espécie humana. Essa é a razão pela qual hoje boa parte dos estudantes universitários são convidados a deixarem suas "crenças religiosas ultrapassadas" longe das salas de aulas, pois esse espaço, segundo dizem, é destinado à produção imparcial de conhecimento segundo evidências cientificas (e não baseado na fé). Essa filosofia está presente não somente nas ciências naturais, mas em todas as áreas da produção acadêmica, incluindo-se aí as ciências exatas, biológicas, humanas e sociais.

3. Doutrinação ideológica. De muitas maneiras, o ensino contemporâneo está impregnado de ideologias partidárias, antirreligiosas e até mesmo imorais. Educadores tendenciosos, em vez de ensinarem tão somente o conteúdo de suas disciplinas, buscam realizar verdadeira doutrinação ideológica dos alunos, enredando-os com filosofias e vãs sutilezas (Cl 2.8). Em outros casos, o próprio poder público tenta induzir os alunos a assimilarem noções distorcidas sobre ética, sexualidade e religião em sintonia com as ideias daqueles que ocupam o poder, mediante programas e adoção de material literário que sirvam aos seus interesses.

Pense
"Os homens se tornaram cientistas porque esperavam haver leis na natureza, porque acreditavam num legislador" (C. S. Lewis).

Ponto Importante
A filosofia educacional que dita grande parte do ensino nas salas de aula de hoje fundamenta-se no relativismo, o qual nega a existência da verdade objetiva e afirma que cada pessoa pode construir a sua própria verdade.

II - A CONTRIBUIÇÃO DO CRISTIANISMO PARA A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA

1. O valor da educação. Somente a fé cristã fornece adequadamente o pressuposto que fundamenta a necessidade da educação. A doutrina da depravação humana (Rm 3.23) explica a natureza do homem e ao mesmo tempo exige um processo pedagógico de constante instrução acerca da Lei de Deus. Nessa perspectiva, a educação não é um fim e si mesmo. Ela serve para nos proporcionar conhecimento e desenvolver habilidades e atitudes que honrem o propósito de Deus para o ser humano. Certo teólogo inglês captou essa verdade ao dizer que "o conhecimento deve, em primeiro lugar, nos conduzir à adoração a Deus, a quem nos submetemos com plena admiração" (Rm 11.33).

2. O surgimento das universidades. Em decorrência disso, a história da educação e do surgimento das primeiras universidades no Ocidente (Paris, Bolonha, Oxford, Cambridge) está intimamente ligada ao cristianismo. A própria palavra "universidade" foi concebida com a ideia de encontrar unidade na diversidade. Com base nas Escrituras, acreditava-se numa verdade fundamental, que interligava todas as áreas do pensamento humano. Como o Deus cristão é único, a fonte de todas as verdades, o currículo era unificado pois esperava-se que toda disciplina lançasse luz sobre as demais e com elas se harmonizasse.

3. Fé cristã e a ciência. Igualmente, não há como falar em ciência sem mencionar a contribuição cristã. O pensamento de que o universo obedece a um conjunto de leis fixas e que o papel do cientista é basicamente desvendar tais leis, surge da concepção cristã. Nesse sentido, C. S. Lewis escreveu: "Os homens se tornaram cientistas porque esperavam haver leis na natureza, porque acreditavam num legislador". Isso explica porque proeminentes cientistas do passado acreditavam em Deus, homens como Galileu, Kepler, Pascal, Boyle, Newton, Faraday, Babbage e Mendel. A boa ciência, portanto, não refuta a existência do Criador! Ela revela as maravilhas da criação de Deus (Rm 1.19,20).

Pense
"A Educação Cristã, tendo como base o Evangelho de Cristo, transforma radicalmente o ser humano, tornando-o útil a Deus, à sociedade e a si mesmo"
(Claudionor de Andrade).

Ponto Importante
O pensamento de que o universo obedece a um conjunto de leis fixas e que o papel do cientista é basicamente desvendar tais leis, surge da concepção cristã.

SUBSÍDIO1
"Seja qual for o motivo que enseje o abandono da fé cristã, a universidade não é culpada pelo desvio espiritual das pessoas. Muito embora os números apresentados nas pesquisas possam levar apressadamente a esta conclusão, precisamos ter o máximo de cautela antes de concluir que a academia não é lugar para cristão, pois - para além de outros fatores - a grande maioria dos estudos não traça um paralelo com o abandono da fé daqueles que não chegaram a ir para a universidade.
Em análise interessante sobre o tema, Frank Turek concluiu que o abandono da fé também é elevado entre os que não vão para a faculdade. Turek observou que após o término do ensino médio é comum que jovens cristãos pretendam dar uma pausa em seu relacionamento com a igreja, e isso acontece tanto em relação aos católicos quanto aos evangélicos, em virtude - diz ele - do ´cristianismo fácil e de entretenimento tão pregado atualmente, o qual não incentiva as pessoas a desenvolverem uma vida cristã focada na verdade, mas sim na emoção"(NASCIMENTO, Valmir. O Cristão e a Universidade. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2016, p. 26).

SUBSÍDIO2
"O professor comprometido com a orientação bíblica para a vida e o ministério assume obrigação perpétua com a integridade da verdade. Deus, como fonte suprema de toda a verdade, dotou o Universo de insinuações dessa verdade, e a operação da graça comum permite que homens falíveis e até não convertidos divulguem elementos dessa verdade. Por essa razão, os cristãos não devem arbitrariamente descartar a possibilidade de conclusões válidas que emergem de estudos empíricos do comportamento humano. O crente também compreende que a verdade é declarada mais explicitamente nas Escrituras; a coerência exige que a verdade da revelação geral seja conformada com a fornecida pela revelação especial.
Ao procurar integrar a verdade precisamos evitar duas tendências igualmente perigosas. A primeira é assumir 'nada mais que' a Escritura como guia para formar abordagem coerente para o educando. A Bíblia fala frequente e fortemente sobre o papel constrangedor do ensino para levar as pessoas à fé e maturidade espiritual, mas em grande parte é silenciosa a respeito de métodos eficazes. O perigo oposto acha-se na aceitação inquestionável dos achados científicos sem examiná-los à luz da verdade bíblica" (GANGEL, K.; HENDRICKS, H. G. (Eds.) Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 1 ed., Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p. 107).

ESTANTE DO PROFESSOR
NASCIMENTO, Valmir. O Cristão e a Universidade: Um guia para a defesa e o anúncio da cosmovisão cristã no ambiente universitário. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CONCLUSÃO
Não há, afinal, incompatibilidade entre fé cristã e intelectualidade. Assim como Daniel e seus amigos, os crentes podem sobressair no meio estudantil, inclusive no ambiente universitário, visto que somente a Palavra de Deus fornece as bases adequadas para a plena formação do ser humano.

Hora da revisão.

De acordo com a lição, o que é relativismo?
Pensamento que nega a existência da verdade objetiva e afirma que cada pessoa pode construir a sua própria verdade.

O que o naturalismo ateísta defende?
Tal pensamento defende que o universo, a vida e o ser humano são resultantes de fatores aleatórios e acidentais, destituídos de qualquer sentido, propósito e valor intrínseco.

Segundo a lição, para que serve a educação?
Ela serve para nos proporcionar conhecimento e desenvolver habilidades e atitudes que honrem o propósito de Deus para o ser humano.

As primeiras universidades estão ligadas ao cristianismo?
Sim. A história da educação e do surgimento das primeiras universidades no Ocidente (Paris, Bolonha, Oxford, Cambridge) está intimamente ligada ao cristianismo.

Segundo a lição o que significa a palavra "universidade"?
A palavra "universidade" foi concebida com a ideia de encontrar unidade na diversidade.

Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Jovens, professor, Seguidores de Cristo – Testemunhando numa Sociedade em Ruinas, Comentarista Valmir Nascimento, 4º trimestre 2017.