segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Lição 8 A ENTRADA TRIUNFAL DE JESUS EM JERUSALÉM

Lição 8 A ENTRADA TRIUNFAL DE JESUS EM JERUSALÉM
25/02/2018

Texto do dia.
(Mt 21.9)
"E as multidões, tanto as que iam adiante como as que o seguiam, clamavam, dizendo: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!"

Síntese
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém mostrou que Ele era o Messias, o Rei anunciado pelos profetas.

Agenda de leitura
SEGUNDA - Mt 21.4,5
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém foi predita pelos profetas
TERÇA - Mt 21.6
A obediência e disciplina dos discípulos
QUARTA - Mt 16.21
Jesus prediz que seria morto, e ressuscitaria ao terceiro dia
QUINTA - Zc 9.9
Zacarias prediz a entrada triunfal de Jesus em um jumentinho
SEXTA - 1 Rs 1.33
Era costume os reis terem sua mula
SÁBADO - Sl 118.25
"Bendito aquele que vem em nome do SENHOR"

Objetivos
APRESENTAR a entrada do Rei dos reis em Jerusalém;
SABER que a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém foi um ato messiânico previsto nos profetas;
EXPLICAR como Jesus foi recebido como rei messiânico em Jerusalém.

Interação
Professor(a), o método didático e participativo deve ser incentivado na Escola Dominical. No entanto, para que seja efetivo, o professor(a) necessita ter objetivos claros, distintos e atingíveis. Os objetivos propostos nas revistas servem como um modelo, porém eles deverão ser adaptados à realidade de sua classe.
Os recursos didáticos que forem necessários para a aula deverão ser providenciados antecipadamente para que não haja surpresas durante as aulas. Faça tudo de forma planejada, pois os alunos percebem quando o professor não prepara a aula e esse é um fator desmotivador. Você foi chamado para um excelente ministério, então seja dedicado. Dê o seu melhor, pois o ensino eficaz pode transformar vidas.  

Orientação Pedagógica
A respeito da atividade mencionada na última aula, prepare algumas perguntas sobre a lição e chegue alguns minutos antes da aula começar a fim de fixá-las debaixo de algumas cadeiras da sala. Inicie a aula normalmente, se os alunos perguntarem a respeito da atividade surpresa vá adiando a revelação. Nos últimos 10 minutos de aula, peça para os jovens procurarem, debaixo da cadeira, algo que está colado. Peça aos alunos "sorteados" para lerem as perguntas e, se possível respondê-las. Se o aluno não conseguir responder, transfira para outro. Agradeça as participações e ao final, se for possível, seria interessante presentear os alunos selecionados.

Texto bíblico
Mateus 21.1-11
1 E, quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, enviou, então, Jesus dois discípulos, dizendo-lhes:
2 Ide à aldeia que está defronte de vós e logo encontrareis uma jumenta presa e um jumentinho com ela; desprendei-a e trazei-mos.
3 E, se alguém vos disser alguma coisa, direis que o Senhor precisa deles; e logo os enviará.
4 Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta, que diz:
5 Dizei à filha de Sião: Eis que o teu Rei aí te vem, humilde e assentado sobre uma jumenta e sobre um jumentinho, filho de animal de carga.
6 E, indo os discípulos e fazendo como Jesus lhes ordenara,
7 trouxeram a jumenta e o jumentinho, e sobre eles puseram as suas vestes, e fizeram-no assentar em cima.
8 E muitíssima gente estendia as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho.
9 E as multidões, tanto as que iam adiante como as que o seguiam, clamavam, dizendo: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
10 E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: Quem é este?
11 E a multidão dizia: Este é Jesus, o Profeta de Nazaré da Galiléia.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Este episódio dá início ao quinto bloco narrativo do Evangelho de Mateus (Mt 21.1-11). O texto descreve a chegada de Jesus em Jerusalém, centro do poder religioso. O Mestre já havia predito, aos seus discípulos, que em Jerusalém Ele iria padecer nas mãos dos anciãos, principais sacerdotes e escribas. Jesus afirmou que seria morto, mas ao terceiro dia ressuscitaria (Mt 16.21).
O Messias entrou em Jerusalém montado em um jumentinho, de forma humilde, para que se cumprissem as Escrituras Sagradas e o povo o recebe bem, aclamando-o como enviado de Deus.

I - A ENTRADA DO REI DOS REIS EM JERUSALÉM (Mt 21.1-3)

1. A expectativa da chegada de Jesus em Jerusalém. Talvez, os discípulos estivessem animados e ansiosos em relação à chegada de Jesus na cidade de Jerusalém. Quem sabe eles não pensavam que Jesus iria assumir o poder político ou que algo sobrenatural iria acontecer? Todavia, Jesus reuniu os seus discípulos em particular para informar que em Jerusalém Ele seria perseguido e morto. Esta foi a terceira vez que Jesus predisse a sua morte e ressurreição na cidade de Jerusalém (Mt 16.21; 17.22,23; 20.18).
No capítulo 20, Mateus narra o pedido da mãe dos filhos de Zebedeu, Tiago e João, (v. 20). Ela intercede pelos seus filhos, a fim de que eles fossem colocados ao lado de Jesus quando Ele assumisse o seu Reino (v. 21). Fica claro que a expectativa era de que Jesus assumisse o poder em Jerusalém. Então, Jesus adverte aos discípulos a fim de que eles não brigassem por posição, pois os valores do seu Reino eram superiores aos dos homens, e quem quisesse ser o primeiro, deveria ser servo de todos (v. 27). Jesus lhes falava a respeito do Reino dos Céus, mas eles estavam focados nas coisas deste mundo.

2. A entrada em Jerusalém, uma fase de transição. Os discípulos ainda não haviam compreendido o real propósito da missão de Jesus, mesmo depois de Ele predizer algumas vezes a respeito de sua paixão e ressurreição. Por isso, depois da morte de Jesus os discípulos ficaram tão decepcionados e desanimados.  Segundo o Evangelho de Marcos e Lucas, dois deles resolveram deixar Jerusalém e seguir para Emaús (Lc 24.13,21).
Mateus narra a chegada de Jesus em Jerusalém de forma que lembra a entrada das comitivas dos reis de Israel e as greco-romanas. Estas entradas incluíam: marchas triunfais, honrarias militares, bem como a chegada de um rei ou soberano montado em uma mula.
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém marcaria um momento importante de transição para a sua paixão.

3. Jesus planejou sua entrada em Jerusalém. Ainda em Betfagé, no Monte das Oliveiras, Jesus dá uma ordem a dois dos seus discípulos: "Ide à aldeia que está defronte de vós e logo encontrareis uma jumenta presa e um jumentinho com ela; desprendei-a e trazei-mos" (Mt 21.2). Percebe-se que Jesus já tinha tudo planejado, diferente de alguns crentes que fazem tudo de modo improvisado.
A primeira impressão que temos, ao ler o relato de Mateus, é que Jesus conhecia o dono dos animais, pois Ele orienta os discípulos dizendo: "E, se alguém vos disser alguma coisa, direis que o Senhor precisa deles; e logo os enviará" (Mt 21.3). Mas, fazia parte do costume da época o sistema de angária, ou seja, as pessoas tinham obrigação de ceder ou alugar animais de carga para o serviço dos soberanos.

Pense
Enquanto muitos querem demonstrar que são importantes, Jesus expõe sua humildade. Jovem, em sua vida cristã, o que você tem procurado exibir?

Ponto Importante
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, montado em um jumentinho, representava o governo humilde do Messias. Tal acontecimento incomodou as autoridades religiosas.

O Salvador já havia deixado claro que Ele veio ao mundo não para ser servido, mas para servir.

II - A ENTRADA TRIUNFAL DE JESUS MONTADO EM UM JUMENTINHO, UM ATO MESSIÂNICO (Mt 21.4,5)

1. Os profetas e a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Mateus é o único evangelista sinótico que registra que o jumentinho estava preso a uma jumenta. O fato de o animal estar junto à mãe demonstrava que ele ainda não tinha sido desmamado e que nunca havia sido montado. É importante ressaltar que somente Mateus e João registram que as ações de Jesus cumprem as profecias.
O Evangelho de João 12.15,16 deixa claro que os discípulos só conseguiram relacionar a entrada de Jesus em Jerusalém, montado em um jumento, com os textos proféticos, somente depois da morte do Salvador. Mateus cita na primeira linha o texto de Isaías 62.11, e as demais são de Zacarias 9.9.

2. A humildade do Messias. Ao contrário de todas as expectativas messiânicas dos judeus, Jesus, em diferentes ocasiões, demonstrou que seu reinado seria de paz e humildade. O Comentário Bíblico Pentecostal afirma esta ideia ao asseverar que "o jumentinho é um transporte de paz e não de guerra."
A entrada de Jesus em Jerusalém, montado em um jumentinho, de certa forma, se assemelhava às comitivas reais, mas o Salvador já havia deixado claro que Ele veio ao mundo não para ser servido, mas para servir (Mt 20.28). Jesus estava propagando o Reino de Deus, cujos propósitos e valores são diferentes dos reinos deste mundo.

3. Os discípulos obedecem ás recomendações do Mestre. Os dois discípulos obedeceram rigorosamente às ordens de Jesus. Tal obediência foi importantíssima para o cumprimento das profecias e para que o planejamento que Jesus havia feito desse resultado. Sem a obediência dos liderados não existe liderança eficiente.

Pense
Os discípulos atenderam as ordens de Jesus e fizeram tudo como Ele havia solicitado. Jovem, como discípulo de Cristo, você obedece a seus líderes?

Ponto Importante
O jumento era um animal de transporte utilizado em tempo de paz. Isso nos mostra que o Reino implantado por Jesus na Terra é um Reino de paz e humildade.

III - JESUS É RECEBIDO COMO REI MESSIÂNICO (Mt 21.8-11)

1. A entrada triunfal de Jesus e sua comitiva. A entrada repentina de Jesus em Jerusalém causou um grande alvoroço na cidade, pois era algo inusitado e que atraiu um público significativo. Tal fato se assemelha à entrada de Salomão quando este foi constituído rei e desceu a Giom, utilizando a mula que pertencia o seu pai, o rei Davi (1 Rs 1.33). A ação das pessoas, de espalharem roupas pelo chão na estrada diante de Jesus, também se assemelhou a unção de Jeú quando este foi declarado rei (2 Rs 9.13).
Jesus foi recebido como um Rei, porém, como Ele  afirmou a Pilatos: "[...] O meu Reino não é deste mundo" [...] (Jo 18.36).

2. Jesus é aclamado como Rei Messiânico. Quando Jesus entrou em Jerusalém a multidão que o seguia o exaltou com partes do Salmo 118.26. Segundo o Comentário Bíblico Pentecostal, "hosana é a versão grega transliterada da expressão hebraica, 'salva-nos'" (Sl 118.25). Mateus enfatiza a ação das pessoas ao cortarem e espalharem ramos e gritarem "hosana", pois tais ações eram muito utilizadas nas festividades judaicas.
Infelizmente, a multidão que gritou "hosana", foi a mesma que também gritou: "Crucifica-o!" "Crucifica-o!" Escolheram soltar Barrabás, um salteador e homicida, e pediram a prisão e morte de Jesus. Por isso, o crente não deve se iludir com a fama e a bajulação das multidões. O importante é conhecer e viver os princípios bíblicos e procurar agradar sempre a Deus.

3. A recepção de Jesus é vista como uma ameaça pelos líderes religiosos de Jerusalém. O alvoroço das pessoas, a aclamação do povo e o reconhecimento de Jesus como uma figura messiânica, abalaram a segurança das principais autoridades religiosas de Jerusalém. Jesus passou a ser uma ameaça ainda mais perigosa. Somente Mateus registra o questionamento da multidão a respeito de quem era Jesus. A resposta foi: "Este é Jesus, o Profeta de Nazaré da Galileia" (v. 11). Em determinado período do seu ministério, Jesus atuou mais distante do principal centro religioso da sua época, mas agora Ele chega a Jerusalém e "alvoroça" a cidade com sua presença.
Lucas registra o pedido dos fariseus para que Jesus repreendesse seus discípulos: "[...] Mestre, repreende os teus discípulos [...]" (Lc 19.39).  Mas Jesus os repeliu dizendo que se eles se calassem até as pedras clamariam (Lc 19.40). Agora não haveria mais volta, Jesus daria prosseguimento a sua morte de cruz e ao sacrifício que proporcionou a nossa salvação.

Pense
Jesus conhecia os perigos da fama e do clamor das multidões. Ele demonstrou isso na narrativa da tentação. Jovem, como você lidaria com a fama e a popularidade?

Ponto Importante
A multidão que na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém clamou, "Hosana" foi a mesma que no seu julgamento clamou, "crucifica-o."

O importante é conhecer e viver os princípios bíblicos e procurar agradar sempre a Deus.

SUBSÍDIO 1
"A entrada triunfal aconteceu em um domingo. Depois de curar os dois cegos em Jericó, Jesus e os seus discípulos, acompanhados pelos peregrinos da Galileia a caminho da festa da Páscoa, haviam caminhado pela estrada de Jericó em direção a Jerusalém. Isso aconteceu em uma sexta-feira. Desde o pôr do sol da sexta-feira até o pôr do sol do sábado (o sábado judaico). Jesus e os seus discípulos descansaram, talvez na casa de Marta e Maria em Betânia.
No domingo, eles foram para Jerusalém e, no caminho, evidentemente pararam em Betfagé. Essa vila não é mencionada no Antigo Testamento, mas somente em conexão com a entrada triunfal no Novo Testamento. O Talmude fala sobre ela como estando próxima a Jerusalém. Dalman diz, com base na literatura rabínica: 'Este deve ter sido um distrito situado fora de Jerusalém (um subúrbio, mas não uma unidade independente), que começava na fronteira do santuário, isto é, antes do muro oriental de Jerusalém'. Isso pode sugerir um território que incluía o vale de Cedrom e a encosta ocidental do monte das Oliveiras.
Como de costume, Mateus cita o cumprimento de uma profecia nesse evento da vida de Cristo. A citação corresponde a Zacarias 9.9 (cf. também Is 62.11) onde está previsto que o Rei-Messias viria humildemente, montado em um jumento. [...] Josefo registra a crença popular de que o Messias iria aparecer no monte das Oliveiras" (Comentário Bíblico Beacon: Mateus a Lucas. Vol. 6. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.144-145).


SUBSÍDIO 2
"A questão mais importante é que Jesus deliberadamente se identifica como o Messias e, assim, cumpre a profecia. Até aqui não é feita menção nos Evangelhos de Jesus viajar montado num animal; com certeza Ele não precisaria ir montado num jumentinho para perfazer a distância de Betfagé aos portões da cidade, a qual poderia ter sido percorrido à pé. Dos escritores sinóticos, só Mateus nota que as ações de Jesus cumprem a profecia (Mt 21.4,5; cf. também Jo 12.14,15). Isto é característico do registro frequente de Mateus aludir o cumprimento de profecia com sua expressão introdutória: 'Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta'. A primeira parte de sua citação é de Isaías 62.11 e a segunda, de Zacarias 9.9. O monte das Oliveiras é o local da volta do Messias (veja Zc 14.4). No uso que Mateus faz de Zacarias 9.9, ele omite as palavras 'justo e Salvador', e a descrição subsequente de um Messias vitorioso, preferindo enfatizar Jesus como humilde (Mt 5.5; 12.18-21). O jumentinho é  um transporte de paz, não de guerra; o conquistador vem como pacificador humilde. [...] o fato de outro 'Filho de Davi', Salomão, ter montado a mula de Davi, seu pai, quando foi coroado na fonte de Giom no mesmo vale ao longo do qual Jesus esta agora indo montado no jumentinho (1 Rs 1.38) não teria passado despercebido pela audiência judaica de Mateus" (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.116)..

ESTANTE DO PROFESSOR
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal.  Vol. 1. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

CONCLUSÃO
Na lição de hoje, aprendemos que Jesus realizou sua missão de forma planejada a fim de cumprir com o seu propósito: observar as Escrituras. Sua entrada em Jerusalém, ao contrário de todas as expectativas, demonstra que o seu Reino não era desse mundo, por isso era um reino de paz, humildade e justiça.  

Hora da revisão.

Quais eram os nomes dos filhos da mulher que intercedeu por eles diante de Jesus para que fossem colocados ao seu lado, quando assumisse o trono?
No capítulo 20, Mateus narra o pedido da mãe dos filhos de Zebedeu, Tiago e João.

O que lembrava a cena empregada na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém?
Mateus narra a chegada de Jesus em Jerusalém de forma que lembra a entrada das comitivas dos reis de Israel e as greco-romanas.

Segundo a lição, Jesus planejou sua entrada triunfal em Jerusalém?
Sim. Jesus dá uma ordem a dois dos seus discípulos: "Ide à aldeia que está defronte de vós e logo encontrareis uma jumenta presa e um jumentinho com ela; desprendei-a e trazei-mos" (Mt 21.2). Percebe-se que Jesus já tinha tudo planejado, diferente de alguns crentes que fazem tudo de modo improvisado.

A entrada triunfal de Jesus se assemelhava a qual rei do Antigo Testamento?
Se assemelhava à entrada de Salomão quando este foi constituído rei e desceu a Giom, utilizando a mula que pertencia o seu pai, o rei Davi.

Qual foi a resposta de Jesus quando os fariseus pediram para que calasse seus discípulos?
Jesus os repeliu dizendo que se eles se calassem até as pedras clamariam (Lc 19.40).


Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Jovens, professor, Seu Reino não Terá Fim – Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus, Comentarista Natalino das Neves, 1º trimestre 2018.

Lição 8 Uma Aliança Superior

Lição 8 Uma Aliança Superior
25 de Fevereiro de 2018

TEXTO ÁUREO
(Hb 8.10)
"Porque este é  o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo."

VERDADE PRÁTICA
A Nova Aliança em tudo é superior à Antiga porque se fundamenta em promessas superiores.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Hb 8.2
Um Tabernáculo celestial fundado pelo Senhor
Terça - Hb 8.3,4
Um ministério celestial que transcende o sacerdócio terreno
Quarta - Hb 8.6
Um ministério eficaz e fundamentado em promessas superiores
Quinta - Hb 8.10
Promessas fundamentadas no Espírito
Sexta - Hb 8.11
Uma promessa de natureza individual e universal
Sábado - Hb 8.12
Uma promessa de natureza misericordiosa

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Hebreus 8.1-10

1 - Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da Majestade,
2 - ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.
3 - Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; pelo que era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer.
4 - Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei,
5 - os quais servem de exemplar e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando  já  para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que, no monte, se te mostrou.
6 - Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas.
7 - Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo.
8 - Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei um novo concerto,
9 - não segundo o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; como não permaneceram naquele meu concerto, eu para eles não atentei, diz o Senhor.
10 - Porque este  é  o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo.

OBJETIVO GERAL
Explicitar a superioridade do Novo Concerto inaugurado por Cristo.

HINOS SUGERIDOS: 183, 406, 412 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Explicar os aspectos de superioridade da Nova Aliança: sua dimensão, natureza e importância;
Salientar a superioridade da Nova Aliança em seus aspectos posicional, funcional e cultual;
Mostrar que a promessa do Novo Concerto é de natureza interior e espiritual; de natureza individual e universal; bem como de natureza relacional.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado(a) professor(a), chegamos numa seção bíblica importante da Carta de Hebreus: os capítulos 8-10. Esses capítulos narram os aspectos da Nova Aliança. Por isso, estude profundamente esses capítulos a fim de preparar-se para esta e para as próximas aulas. Assim, o assunto de destaque desta lição abarca a natureza, os aspectos e a promessa da Nova Aliança. Ore ao Senhor, para que após a exposição desses capítulos, seus alunos tenham mais convicção a respeito da dispensação que ora desfrutamos: o tempo da graça.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O capítulo oito da Carta aos Hebreus apresenta uma aliança superior; um santuário superior e também um sumo sacerdote, Cristo Jesus, com um ministério igualmente superior. O antigo santuário terreno, com seu complexo sistema de ritos, dera lugar a um novo santuário, o celestial, onde o próprio Jesus oficia como Sumo Sacerdote. Mas Ele não é apenas um Sumo Sacerdote, Ele é o sumo sacerdote-rei, que está sentado à destra do Pai para interceder pelo seu povo. A Nova Aliança tornou obsoleta a Antiga por ser de natureza espiritual, interior e de se firmar em superiores promessas.

PONTO CENTRAL
O Novo Concerto que Jesus Cristo inaugurou é superior ao Antigo.

I - UM SANTUÁRIO SUPERIOR

1. Pertencente a uma dimensão superior. Tanto o judaísmo como o cristianismo estavam familiarizados com a figura do tabernáculo de Moisés. No livro do Êxodo constam as instruções dadas por Deus a Moisés para a construção do Santuário (Êx 25.1-9). As recomendações dadas a Moisés, conforme expõe o registro sagrado, eram destinadas a construção de um santuário, onde Deus habitaria com eles (Êx 25.8). Essa era, portanto, a finalidade terrena do tabernáculo móvel e era nesse tabernáculo que tanto os sacerdotes como o sumo sacerdote exerciam seus ministérios. Todavia, foi no santuário celestial que Cristo entrou para oficiar, como Sumo Sacerdote, em nosso favor. Para o escritor aos Hebreus, esse tabernáculo é o próprio céu que é chamado de "verdadeiro Tabernáculo" por pertencer à dimensão celestial.

2. Possuidor de uma natureza superior. O santuário terreno, mesmo tendo sido construído com objetos e metais preciosos, não era o verdadeiro tabernáculo, mas apenas um modelo do verdadeiro. Na verdade, o tabernáculo terreno era um tipo que aponta para o santuário celestial: "Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou" (Hb 8.5). Ele era o lado visível de uma realidade invisível. Invisível, mas real! O santuário terreno era por natureza temporal, figura do verdadeiro santuário, que é espiritual e eterno. Foi nesse santuário que Jesus se tornou "ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo" (Hb 8.2).

3. Possuidor de uma importância superior. É possível vermos a relevância do tabernáculo celeste quando o contrastamos com o terrestre. Certo autor destaca três grandes importâncias do tabernáculo terrestre. Primeiramente o tabernáculo propiciava as condições necessárias para manter comunhão no relacionamento com Deus. No tabernáculo celestial essa condição é plenamente satisfeita. Em segundo lugar, o tabernáculo era a garantia da presença divina no meio do seu povo. Esse fato faz com que o tabernáculo se conforme em cada detalhe ao seu caráter divino, isto é, unidade e santidade. Deus requer um santuário; o Deus santo exige um povo santo (Lv 19.2). No tabernáculo celeste, habita a plenitude da divindade. Em terceiro lugar, o tabernáculo revelava a perfeição e a harmonia do caráter do Senhor vistas na sua arquitetura, tais como as gradações em metais e materiais, os graus de santidade exibidos no átrio, o lugar santo e o santo dos santos. Mas tudo isso era apenas "sombra" da perfeição e harmonia do tabernáculo celeste.

SÍNTESE DO TÓPICO I
A Nova Aliança é dotada de uma dimensão superior, de uma natureza superior e de uma importância superior à Antiga.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Prezado(a) professor(a), antes de introduzir o primeiro tópico da lição desta semana, escreva no quadro estas três expressões: dimensão superior, natureza superior e importância superior. Após fazer a exposição do primeiro TÓPICO , retorne à lousa e peça para que os alunos expliquem com as próprias palavras as expressões-chaves sobre o ministério da Nova Aliança

CONHEÇA MAIS
*Aliança
"[Do lat. alligantia, ligar a, unir-se a] Em linguagem teológica, é um acordo firmado entre Deus e a família humana, através do qual Ele promete abençoar os que lhe aceitam a vontade e guardam os seus mandamentos (Gn 17.1-21). A base das alianças é o amor divino. É um compromisso gracioso da parte de Deus, pelo qual Ele concede-nos favores imerecidos". Para conhecer mais leia "Dicionário Teológico", CPAD, p.39.

II - UM MINISTÉRIO SUPERIOR

1. No aspecto posicional. O autor mostra através de seus argumentos que Jesus, de fato, deve ser visto como verdadeiro sumo sacerdote-rei. Já foi destacado em lições anteriores que no Antigo Pacto nenhum rei exerceu de forma legítima a função de rei-sacerdote. Dois exemplos bíblicos de reis que tentaram atuar como sacerdotes, mas que foram reprovados são os de Saul e Uzias. Jesus é o único Sumo Sacerdote-Rei que cumpriu as exigências da profecia bíblica do Salmo 110.4. Por ser de uma ordem superior, a ordem de Melquisedeque, Ele não está sujeito às exigências do sistema levítico. E por ser Sumo Sacerdote da ordem de Melquisedeque também não está limitado a um tabernáculo terreno. O seu santuário, onde Ele oficiou, é divino, além de maior e melhor em dois outros aspectos.

2. No aspecto funcional. No Antigo Pacto, os sacerdotes adentravam no tabernáculo para oferecer suas ofertas e sacrifícios muitas vezes, e o sumo sacerdote uma vez no ano (Hb 8.3). Cristo, à semelhança do sistema sacerdotal arônico, também deveria ter oferta para oferecer. Contudo, há duas coisas que diferenciam o sacerdócio de Cristo com o do Antigo Pacto: Ele mesmo se deu em sacrifício (1 Co 5.7) e este, ao contrário do sacrifício levítico, não mais se repete, foi efetuado de uma vez por todas. Cristo, portanto, não está mais oferecendo sacrifício no céu de forma repetida como fazia os sacerdotes levitas. Agora, Ele intercede por todos os que o invocam.

3. No aspecto cultual. O autor escreve a partir da perspectiva de que o culto levítico continuava em pleno funcionamento. Havia ainda nos seus dias sacerdotes que ofereciam sacrifícios e ofertas de acordo com a lei (Hb 8.4). A atividade sacerdotal juntamente com as demais funções exercidas pelos sacerdotes estava estritamente relacionada ao culto. Nesse aspecto, o sacerdócio de Cristo era superior porque sua atividade cultual era em tudo superior, visto se realizar no santuário celestial.

SÍNTESE DO TÓPICO II
A Nova Aliança inaugurada por Cristo é superior à Antiga no aspecto posicional, funcional e cultual.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"O ANTIGO E O NOVO CONCERTO
Os capítulos 8-10 descrevem numerosos aspectos do antigo concerto tais como o culto, as leis e o ritual dos sacrifícios no tabernáculo; descrevem os vários cômodos e móveis desse centro de adoração do Antigo Testamento. É duplo o propósito do autor: (1) contrastar o serviço do Sumo Sacerdote no santuário terrestre, segundo o antigo concerto, com o ministério de Cristo como Sumo Sacerdote no santuário celestial segundo o novo concerto; e (2) demonstrar como esses vários aspectos do antigo concerto prenunciam ou tipificam o ministério que estabeleceu o novo concerto.
 (3) Jesus é quem instituiu o Novo Concerto ou o Novo Testamento (ambas as ideias estão contidas na palavra grega diatheke ? testamento), e seu ministério celestial é incomparavelmente superior ao dos sacerdotes terrenos do Antigo Testamento. O Novo Concerto é um acordo, promessa, última vontade e testamento, e uma declaração do propósito divino em outorgar graça e bênção àqueles que se chegam a Deus mediante a fé obediente. De modo específico, trata-se de um concerto de promessa para aqueles que, por fé, aceitam a Cristo como o Filho de Deus, recebem suas promessas e se dedicam pessoalmente a Ele e aos preceitos do novo concerto" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1910).

III - UMA PROMESSA SUPERIOR

1. De natureza interior e espiritual. Debaixo da Antiga Aliança, Deus havia chamado os israelitas para ser o seu povo (Êx 19.5,6). Essa Aliança fora escrita em tábuas de pedras, revelando assim o seu lado exterior. Nesse aspecto, a lei agia de fora para dentro (Hb 8.9). Tendo o povo de Deus falhado em cumprir as exigências legais da Antiga Aliança, Deus prometeu fazer uma Nova. Nessa Nova Aliança, a lei divina não mais seria escrita em tábuas de pedras, mas sim no coração. Não mais do lado de fora, mas do lado de dentro (Hb 8.10).

2. De natureza individual e universal. A Antiga Aliança é contrastada com a Nova também quanto ao seu alcance. Na Antiga Aliança, nem todos conheciam ao Senhor, o que estava reservado somente ao sacerdote, ao escriba e àqueles que se especializavam em minúcias da Lei. Nos dias de Jesus, era comum encontrar os "mestres da lei" que frequentemente eram consultados sobre os detalhes da Torá. Todavia, na Nova Aliança o Senhor prometeu que "todos me conhecerão" (Hb 8.11). Na Nova Aliança o conhecimento do Senhor está à disposição de todos os crentes e não apenas de uma classe privilegiada.

3. De natureza relacional. O aspecto relacional é posto em evidência na citação deste versículo: "Porque serei misericordioso para com as suas iniquidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais" (v.12). A Nova Aliança é um concerto de misericórdia, graça e perdão. Certo autor destaca que o antigo sistema separava a religião da vida. O homem podia ser reto cerimonialmente e perverso no coração, ou reto no coração e incorreto cerimonialmente. Na Nova Aliança, em vez de uma "recordação de pecados todos os anos" (Hb 10.3 - ARA), como na Antiga Aliança, Deus não mais se lembra dos pecados de seu povo (Hb 10.17).

SÍNTESE DO TÓPICO III
A promessa do Novo Concerto é de natureza interior e espiritual; de natureza individual e universal; bem como de natureza relacional.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Estabelecido o Novo Concerto em Cristo, o Antigo Concerto se tornou obsoleto (8.13). Não obstante, o Novo Concerto não invalida a totalidade das Escrituras do Antigo Testamento, mas apenas as do pacto mosaico, pelo qual a salvação era obtida mediante a obediência à Lei e ao seu sistema de sacrifícios. O Antigo Testamento não está abolido; boa parte de sua revelação aponta para Cristo [...], e por ser a inspirada Palavra de Deus, é útil para ensinar, repreender, corrigir e instruir na retidão" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1911)

CONCLUSÃO
O autor já havia mostrado a superioridade do sacerdócio de Jesus sobre o arônico e levítico quando o coloca como pertencente à ordem de Melquisedeque. Agora, ele mostra que esse sumo sacerdote possui um ministério superior porque ministra em um santuário superior e é o fiador de uma superior aliança. Por pertencerem a essa Nova Aliança, os crentes desfrutam de promessas superiores. Por isso glorificamos a Deus por essas bênçãos.

PARA REFLETIR
A respeito de Uma Aliança Superior, responda:

De acordo com o escritor aos Hebreus, onde "fica" o tabernáculo em que Jesus entrou para oficiar?
Para o escritor aos Hebreus, esse tabernáculo é o próprio céu que é chamado "verdadeiro Tabernáculo" por pertencer à dimensão celestial.

Por que Jesus deve ser visto como Sacerdote-Rei?
Porque Jesus é o único Sacerdote-Rei que cumpriu as exigências da profecia bíblica do Salmo 110.4.

Cristo continua oferecendo sacrifícios no céu? Explique.
Não, pois Ele intercede por todos os que o invocam.

Qual é a diferença da Nova Aliança, em relação à Antiga, em termos de alcance?
Na Nova Aliança o conhecimento do Senhor está à disposição de todos os crentes e não apenas de uma classe privilegiada, como ocorria na Antiga Aliança.

No aspecto relacional, qual a grande diferença entre a Nova e a Antiga Aliança?
Na Nova Aliança, em vez de uma "recordação de pecados todos os anos" (Hb 10.3 - ARA), como na Antiga Aliança, Deus não mais se lembra dos pecados de seu povo (Hb 10.17).

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 73, p40.
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA

O Tabernáculo e a Igreja
As riquezas tipológicas das divisões do tabernáculo, suas mobílias, suas cores e de sua construção.

Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto
Conheça detalhadamente o Tabernáculo, sua construção, mobília e o plano de salvação.

O Tabernáculo e suas Lições por Gunnar Vingren
Uma obra simples, porém profunda e com muita devoção, assim como eram suas pregações.



Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Adultos, professor, A Supremacia de Cristo – Fé, esperança e ânimo na Carta aos Hebreus, Comentarista José Gonçalves, 1º trimestre 2018.

Lição 8 A consagração do sacerdote.

Lição 8 A consagração do sacerdote.
25 de fevereiro de 2018

Texto Áureo
Levítico 8.12
“Depois, derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para santificá-lo”.

Verdade Aplicada
O sacerdócio de Jesus Cristo diante de Deus é a certeza de sempre sermos aceito pelo Senhor.

Objetivos da Lição
Mostrar o privilégio e a responsabilidade de Arão e seus filhos perante Deus e a nação;
Lembrar que a Igreja tem um sacerdócio santo;
Ensinar que quando fazemos conforme a vontade de Deus Sua manifestação é gloriosa.

Glossário
Ilibada: Pura, sem mancha;
Indumentária: Conjunto de roupas que uma pessoa veste;
Novilho: Boi ainda novo; bezerro.

Leituras complementares
Segunda Êx 28.1-3
Terça Êx 28.4-10
Quarta Lv 8.1-5
Quinta Lv 8.6-11
Sexta Lv 8.33-36
Sábado Lv 9.1-5

Textos de Referência.
Levítico 8.10, 12; 9.1, 23-24
10 Então Moisés tomou o azeite da unção, e ungiu o tabernáculo e tudo o que havia nele, e o santificou;
12 Depois, derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para santificá-lo.

1 E aconteceu, ao dia oitavo, que Moisés chamou a Arão, e a seus filhos, e aos anciãos de Israel,

23 Então entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; depois saíram e abençoaram o povo; e a glória do Senhor apareceu a todo o povo.
24 Porque o fogo saiu de diante do Senhor e consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo todo o povo, jubilaram e caíram sobre as suas faces.

Hinos sugeridos.
56, 139, 176

Motivo de Oração
Interceda pelos líderes que batalham para manter uma igreja perseverante.

Esboço da Lição
Introdução
1. O sumo sacerdote Arão.
2. A consagração dos filhos de Arão.
3. A glória e o fogo do Senhor.
Conclusão

Introdução
Nos sacrifícios e no sacerdócio temos uma figura do Senhor Jesus Cristo. Ele é o perfeito sacrifício e o perfeito sacerdote. Como sacerdote está diante de Deus para interceder por todos que foram alcançados pelo Seu sacrifício.

1. O sumo sacerdote Arão.
Deus em sua soberana vontade escolheu Arão e seus filhos para exercerem o ministério sacerdotal. Não foi uma escolha por mérito da família de Arão. Por Sua infinita graça, Deus separou uma família para que estivesse perante Ele para interceder pela nação de Israel. O grande privilégio de Arão e seus filhos também trouxe uma grande responsabilidade perante Deus e diante da nação.

1.1. A convocação da assembleia.
Para a realização do ato de consagração dos sacerdotes, Moisés convoca toda a congregação à porta da tenda da congregação (Lv 8.3), como o Senhor lhe ordenara. Todos eles foram lavados com água, símbolo da Palavra de Deus, e depois os vestiu. Uma simbologia perfeita do que acontece com os que hoje são chamados para o serviço do Mestre, pois são purificados pela lavagem da Palavra de Deus e vestidos com as vestes da salvação. Toda a congregação assistiu à cerimônia daqueles que estariam incumbidos do privilégio de responderem pelos interesses mais importantes perante o Senhor (Lv 8.5).

Cada parte do vestuário de Arão tinha um particular interesse para os israelitas (Lv 8.7-9). As roupas do sacerdote, que eram em número de sete (o peitoral, o éfode, o manto, a túnica bordada, a mitra, o cinto e os calções), têm o seu significado em J3esus. Como os israelitas olhavam para Arão e podiam admirar cada peça da indumentária do sacerdote, assim também podemos olhar para Jesus e ver nEle como essas vestes satisfazem as nossas necessidades espirituais. O peitoral (Êx 28.23-29) e as ombreiras (Êx 28.10-12), que tinham os nomes das tribos de Israel, eram levados para dentro do santuário toda vez que Arão oficiasse no santuário. Assim Jesus leva em Seu peito os nomes de cada um dos Seus remidos diante de Deus. Como uma tribo grande ou uma pequena ocupa o mesmo lugar no ombro e no coração do sacerdote, assim também acontece com a Igreja: todos os membros têm lugar no peito e no ombro de Jesus; pois são amados e sustentados por Ele.

1.2. A unção de Arão.
Moisés ungiu o tabernáculo e em seguida Arão (Lv 8.10, 12). Observemos que Arão foi ungido antes do sacrifício ser realizado. Um tipo do Senhor Jesus Cristo, que foi ungido no início do Seu Ministério (Lc 4.18), e antes de morrer na cruz. Todo israelita precisava de um sacerdote para poder chegar a presença de Deus, assim, em Cristo todo salvo tem a ousadia para chegar diante do Senhor. A unção sobre Arão era a aprovação e confirmação de Deus para que ele tivesse autoridade para exercer o ministério sacerdotal em favor de todos os crentes (Hb 7.21).

Arão era um homem fraco como todos os demais sacerdotes que vieram de sua linhagem (Hb 7.28). Apesar do perfeito ofício sacerdotal de Jesus, nós ainda aqui andamos, criaturas cheias de fraquezas, sujeitos a todos os tipos de tropeço e, sendo assim, necessitamos de um sacerdote que, nas alturas, diante de Deus, interceda por nós e nos mantenha em comunhão com Deus. A esfera do ministério de Arão era terrena, mas a esfera do ministério de Cristo é celestial (Hb 8.3-4).

1.3. O sacrifício por Arão.
Mesmo sendo escolhido para ser o sumo sacerdote, Arão era pecador e necessário era o sacrifício para que pudesse estar diante de Deus pela nação de Israel: “Então fez chegar o novilho da expiação do pecado; e Arão e seus filhos puseram as suas mãos sobre a cabeça do novilho da expiação do pecado.” (Lv 8.14). Sabemos que pelo pecado do sacerdote era necessário um novilho (Lv 4.4). E para começar o seu ofício, Arão precisou ter os seus pecados expiados. Toda pessoa que queira servir a Deus tem que ter a experiência da regeneração: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo.” (Tt 3.5).

Em todas as épocas Deus sempre teve grandes homens usados por Ele de modo grandioso, mas todos são pecadores e precisam da obra expiatória do Senhor Jesus. A ordenação de Arão foi feita como Deus havia mostrado a Moisés (Êx 29.1-4). Hoje a Igreja deve observar o que diz as Escrituras, sem se desviar de nenhum dos seus ensinamentos. Infelizmente, o modismo tem tomado conta de muitas igrejas e o resultado disso é o povo se afastando de Deus, e o esfriamento dominando vidas, que vão para a igreja meramente para participarem de uma reunião social.

2. A consagração dos filhos de Arão.
Arão e seus filhos separados para o sacerdócio em Israel são figuras de Cristo e Sua Igreja. A responsabilidade de Arão era superior à de seus filhos, mas os filhos de Arão também eram sacerdotes. A Igreja de Cristo é chamada de sacerdócio real (1Pe 2.9). O sacerdócio da Igreja é junto com Cristo, assim como os dos filhos de Arão era com o seu pai.

2.1. As vestes dos filhos de Arão.
Os filhos de Arão também foram vestidos (Lv 8.13), mas não eram vestes iguais a de Arão. Todos aqueles que oficiavam no templo precisavam estar vestidos com as indumentárias corretas que o serviço exigia. Chegar para servir ao Senhor no templo sem as roupas próprias para o serviço desse sacerdote. Podemos também dizer que todos que servem ao Senhor devem se portar adequadamente, isto é, com moral e ética ilibada e sem se descuidar da vida espiritual.

As vestes dos sacerdotes durante o serviço eram: a túnica, que representava o recato e o decoro, pois a finalidade era cobrir todo o corpo; o cinto, que pode representar a prontidão, verdade, caráter, disciplina, força, justiça, firmeza, fidelidade e integridade; e a tiara simboliza a proteção, a salvação. Essas qualidades devem também fazer parte da vida do cristão que, como um intercessor, sempre pode chegar perante o Senhor em favor de alguém, ou para si mesmo. Todo o cuidado deve ser dado às vestes para que não sejam manchadas com o que não tem o selo da aprovação do Senhor. Tudo que não tem a sanção divina deve ser prontamente rejeitado.

2.2. O sangue nos sacerdotes.
Após o sacrifício do animal. Arão e seus filhos estão juntos. Que bela figura de Jesus se identificando com os Seus após ter morrido e ressuscitado. Após a morte e ressurreição de Jesus, a Igreja pode ser morada de Deus, habitação do Espírito Santo. O sangue foi aplicado em Arão como também em seus filhos. O sangue que foi derramado à base do altar era imprescindível em todo o sacrifício pelo pecado (Lv 8.15). A consagração de Arão junto com seus filhos foi com o sangue do carneiro (Lv 8.23), significando que tudo que é oferecido a Deus ou útil para o serviço a Deus tem como fundamento o sangue do sacrifício.

O sangue foi colocado por Moisés sobre a ponta da orelha direita de Arão e dos seus filhos (Lv 8.23-24). O sangue no ouvido de Arão e de seus filhos significa que a Igreja ouve como Jesus ouve, e que um ouvido manchado de sangue está pronto para ouvir e deleitar-se nas comunicações divinas. O sangue sobre o polegar da mão direita de Arão e de seus filhos nos mostra que o serviço da Igreja deve ser tal qual o de Cristo, sempre com o propósito de glorificar a Deus. A conduta do cristão é de acordo com a de Jesus, e tudo isso é possível para a Igreja, por causa do sacrifício vicário de Jesus.

2.3. O azeite nos sacerdotes.
Após o sacrifício oferecido no altar e o sangue ser colocado sobre Arão e seus filhos (orelha, mão e pé) o sangue e o azeite podem ser espargidos sobre eles. Antes Arão foi ungido sozinho, mas agora ele pode estar junto dos seus filhos. Após Sua morte e ressurreição Jesus pode se identificar com os Seus. Jesus veio para buscar o que se havia perdido e conceder ao homem desfrutar do que Ele sempre gozou junto com o Pai: “E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.” (Jo 17.19).

A santificação dos filhos de Arão aconteceu junto com o seu pai. A santificação da Igreja não acontece fora de Cristo. Todos os meios de purificação da alma que o homem inventa são totalmente inúteis diante de Deus. A santificação é oferecida por Deus ao homem através da obra que Jesus realizou e para que o homem possa dela desfrutar precisa ser um com Jesus Cristo. Toda a perfeição que o homem busca só é encontrada em Jesus. O homem só pode estar na presença de Deus com vestes santas, vestes dadas por Deus, para que não se esconda como fez Adão.

3. A glória e o fogo do Senhor.
Após a consagração de Arão e seus filhos, Deus faz através de Moisés uma promessa: “porquanto hoje o Senhor vos aparecerá” (Lv 9.4). Tudo o que temos estudado no livro de Levítico até agora se resume muito bem nessa promessa. Deus quer um povo santo para que possa conviver no meio dele.

3.1. Comendo na tenda da congregação.
Arão e seus filhos deveriam ficar sete dias na porta da tenda da congregação. Eram os dias necessários para a consagração deles. Deveriam se alimentar naquele local e fazer tudo o que fora ordenado, pois se assim não fizessem morreriam (Lv 8.35-36). Assim, aprendemos os princípios bíblicos sobre o cuidado, seriedade, zelo e preparo para o exercício do ministério. Os detalhes aqui apresentados não são exigidos hoje para os obreiros da Igreja, porém os princípios permanecem (At 6.1-3; 1Tm 3.1-13; Tt 1.5-9).

A passagem bíblica de Levítico 8.31 ensina para a Igreja de Jesus que, como Arão e seus filhos, estamos também nos alimentando do que há na tenda (a Palavra de Deus), e não podemos buscar outro alimento, porque se assim o fizermos morreremos.

3.2. Fogo do Senhor.
Quando tudo é feito conforme deus diz que deve ser feito, então acontece o que encontramos em Levítico 9.24: “o fogo saiu de diante do Senhor e consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar”. Essa foi a confirmação de que Deus aprovou tudo o que fora feito. Ele mesmo acendeu o altar de Israel e agora a responsabilidade dos sacerdotes era manter o fogo aceso. A regra é simples: Deus acende o fogo no altar e aos Seus servos compete mantê-lo aceso. Infelizmente, o altar de Israel se apagou. Deus acendeu o fogo da Igreja no dia do Pentecostes. Como estamos hoje?

Com a manifestação poderosa do Senhor queimando a oferta que estava sendo oferecida sobre o altar, o povo se prostrou com júbilo em adoração a Deus. Era um alarido que o povo manifestava, pois estava no seu lugar. O sacerdote Arão, seus filhos, os sacrifícios, o sangue do perdão, a unção, a tenda ungida, tudo para glória de Deus e alegria do Seu povo; assim, o Senhor se manifestou de modo grandioso, com fogo saindo da Sua presença. Deus hoje quer se manifestar de modo semelhante na vida de cada um dos Seus filhos, para que também venhamos nos prostrar em júbilo na Sua presença.

3.3. Fogo estranho.
Os filhos de Arão “trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor” (Lv 10.1). Notemos que após Moisés, Arão e seus filhos obedecerem às ordenanças do Senhor contidas nos capítulos 8 e 9, a glória do Senhor se manifestou e o fogo veio da parte do Senhor e todo o povo jubilou (Lv 9.23-24). Porém, quando Nadabe e Abiú não agiram de acordo com as leis de Deus, “saiu fogo de diante do Senhor” (Lv 10.2), e eles morreram.

Encontramos no Novo Testamento a advertência para servimos a Deus de modo que O agrade, com reverência e temor (Hb 12.28). Devemos considerar que, tendo recebido uma revelação maior e completa temos ainda mais responsabilidade. M. Ryerson Turnbull comentou: “O pecado de Nadabe e Abiú foi realizar um culto como entendiam e como queriam, adoração ou culto para cuja revelação não consultaram a vontade de Deus revelada”. É um perigo não levar a sério a obra do Senhor e os Seus mandamentos. Deus não aprova os que agem fora dos Seus ditames. É preciso estarmos atentos para a verdade de que, ainda hoje, somente Deus acende o fogo do avivamento, sempre em ligação com a cruz de Cristo: Calvário e Pentecostes. Primeiro o sangue de Cristo derramado, depois o fogo do Espírito Santo (At 2.3).

Conclusão.
Temos em Cristo um Sumo Sacerdote perfeito, que entrou uma vez no santuário celeste com o Seu próprio sacrifício, realizando uma perfeita redenção e outorgando a todos os que creem a ousadia para entrar e permanecer na presença de Deus.

Questionário.
1. Quem Deus escolheu para exercer o ministério sacerdotal?
R: Arão e seus filhos (Lv 8.2).

2. Quem tem autoridade para exercer o ministério sacerdotal em favor de todos os crentes?
R: Jesus (Hb 7.21).

3. O que toda pessoa que queira servir a Deus tem que ter?
R: A experiência da regeneração (Tt 3.5).

4. Como devem se portar todos os que servem ao Senhor?
R: Adequadamente, Isto é, com moral e ética ilibada e sem se descuidar da vida espiritual (Lv 8.13).

5. Qual foi a promessa que Deus fez através de Moisés?
R: “porquanto hoje o Senhor vos aparecerá” (Lv 9.4).


Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Levítico – O ministério sacerdotal levítico e sua relevância para a Igreja. Adultos, edição do professor, 1º trimestre de 2018, ano 28, Nº 106, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.