segunda-feira, 17 de julho de 2017

Lição 4 O Senhor e Salvador Jesus Cristo



Lição 4 O Senhor e Salvador Jesus Cristo
23 de Julho  de 2017

TEXTO ÁUREO
(Jo 14.6)
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim."

VERDADE PRÁTICA
Cremos no Senhor Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus, plenamente Homem e o único Salvador do mundo.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 3.16-18
Jesus é o Filho Unigênito de Deus
Terça - Rm 1.3,4
Jesus é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem
Quarta - Is 7.14; Mt 1.20,23
Jesus foi concebido pelo Espírito Santo e nasceu da virgem Maria
Quinta - Hb 10.12
A morte de Jesus foi expiatória
Sexta - Rm 8.34
Jesus ressuscitou dentre os mortos e intercede por nós
Sábado - At 1.9
Jesus subiu aos céus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 1.1-14
1 - No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 - Ele estava no princípio com Deus.
3 - Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4 - Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5 - e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
6 - Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
7 - Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
8 - Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz.
9 - Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,
10 - estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
11 - Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12 - Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome,
13 - os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.
14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

OBJETIVO GERAL
Explicar porque cremos que Jesus é o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus e plenamente homem.

HINOS SUGERIDOS: 41, 124, 533 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Compreender  que Jesus é o Filho Unigênito de Deus;
Mostrar a deidade do Filho de Deus;
Apresentar a humanidade do Filho de Deus. 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, nesta lição estudaremos a respeito do Homem mais importante que já viveu nesta terra, Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus.  O seu nascimento foi e é um marco na história da humanidade. Depois da sua vinda ao mundo a História passou a ser dividida em antes de Cristo e depois dEle. É importante lembrar que quando Jesus veio ao mundo, a Palestina estava debaixo do jugo romano. César Augusto era o imperador e os imperadores romanos eram visto por todos como um deus. Porém, o Rei dos reis veio habitar entre nós. Ele nasceu em um lugar simples, em um estábulo. Seu berço não foi de ouro, mas foi uma simples manjedoura. Ele abriu mão de toda a sua glória para vir ao mundo salvar todos os perdidos e revelar-se aos piedosos e às minorias.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Há inúmeros pontos da cristologia dignos de ocupar a mente e o coração de todos os seres humanos. O nosso espaço aqui é exíguo para um estudo completo. Temos de nos contentar com alguns pontos relevantes sobre a verdadeira identidade de Jesus. A provisão do Antigo Testamento sobre a obra redentora de Deus em Cristo é rica em detalhes. Os escritores do Novo Testamento reconhecem a presença e a obra de Cristo na história da redenção, nas suas instituições e festas. O nosso enfoque aqui é a verdadeira identidade Jesus.

PONTO CENTRAL
Cremos que Jesus é o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus e plenamente homem.

I - O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS

1. O Filho de Deus. O apóstolo João explica o motivo que o levou a escrever o seu evangelho com as seguintes palavras: "Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome" (Jo 20.31). Temos aqui dois pontos importantes. O primeiro é sobre a identidade de Jesus: Ele é o Cristo e o Filho de Deus; o outro é o motivo dessa revelação, a redenção de todo aquele que crê nessa verdade. É de toda importância saber o significado do título "Filho de Deus". A profecia de Isaías anuncia: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu" (Is 9.6). Note que o menino nasceu, mas o Filho, segundo a palavra profética, não nasceu, mas "se nos deu". O nascimento desse menino aconteceu em Belém, mas o Filho foi gerado desde a eternidade (Jo 17.5, 24), pois transcende a criação: "E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele" (Cl 1.17). É como disse Atanásio, em resposta aos arianistas, referindo-se à eternidade de Jesus: "o Pai não seria Pai se não existisse o Filho".

2. Significado. O significado do termo "filho" nas Escrituras é amplo, e uma das acepções diz respeito à mesma natureza do pai (Jo 14.8,9). Quando Jesus se declarou Filho de Deus, Ele estava reafirmado sua divindade, e os judeus entenderam perfeitamente a mensagem (Jo 5.17,18). O Mestre disse: "Eu e o Pai somos um" (Jo 10.30). E, mais adiante, no mesmo debate com os judeus, Jesus esclareceu o que significa ser Filho de Deus: "àquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus?" (Jo 10.36). Alegar que Jesus não é Deus, mas o Filho de Deus, como fazem alguns, é uma contradição.

3. Significado de "unigênito" (v.14b). A etimologia do termo "unigênito", monogenés, em grego, indica a deidade do Filho. Essa palavra só aparece nove vezes no Novo Testamento, sendo três em Lucas (7.12; 8.42; 9.38), uma em Hebreus (11.17) e as outras cinco em referência a Jesus nos escritos joaninos (Jo 1.14,18; 3.16,18; 1 Jo 4.9). O vocábulo vem de monós, "único", e de genés, que nos parece derivar de genós, "raça, tipo", e não necessariamente do verbo gennao, "gerar". Então, unigênito, quando empregado em relação a Jesus, transmite a ideia de consubstancialidade. É exatamente o que declara o Credo Niceno: "E [cremos] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai".

SÍNTESE DO TÓPICO I
Jesus Cristo é o Filho Unigênito de Deus.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Unigênito
Monogenes é usado cinco vezes, todas nos escritos do apóstolo João, acerca de Jesus como o Filho de Deus; em Hebreus 11.17 é traduzido por 'unigênito', sobre a relação de Isaque com Abraão.
Com referência a Jesus, a frase 'o Unigênito do Pai' (Jo 1.14), indica que, como o Filho de Deus, Ele era o representante exclusivo do Ser e caráter daquele que o enviou. No original, o artigo definido está omitido tanto antes de 'Unigênito' quanto antes de 'Pai', e sua ausência em cada caso serve para enfatizar as características referidas nos termos usados. O objetivo do apóstolo João é demonstrar que tipo de glória ele e seus companheiros apóstolos tinham visto. Sabemos que ele não está fazendo somente uma comparação com as relações terrenas, pela indicação da preposição para, que significa 'de, proveniente de'. A glória era de uma relação única e a palavra 'Unigênito' não implica um começo de Sua filiação. Sugere, de fato, a relação, mas esta deve ser distinguida da geração conforme é aplicada aos homens.
Podemos apenas entender corretamente o termo 'unigênito' quando usados para se referir ao Filho, no sentido de relação não originada. 'A geração não é um evento no tempo, embora distante, mas um fato independente do tempo. O Cristo não se tornou, mas necessariamente é o Filho. Ele, uma Pessoa, possui todos os atributos da deidade pura. Isto torna necessário a eternidade, o ser absoluto; sobre este aspecto Ele não é 'depois' do Pai'" (Dicionário Vine: O significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. 14.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 1045).

O Verbo era Deus", aponta para o Filho.

II - A DEIDADE DO FILHO DE DEUS

1. O Verbo de Deus (Jo 1.1). O "Verbo" é a Palavra, do grego Logos. O termo "Deus" aparece duas vezes nessa passagem, uma delas em referência ao Pai: "e o Verbo estava com Deus". Aqui temos uma indicação do relacionamento intratrinitariano, ou seja, entre a Trindade, antes mesmo da fundação do mundo. A preposição grega pros, usada para "com" nessa segunda cláusula, diz respeito ao plano de igualdade e intimidade, face a face, além de mostrar a distinção entre o Pai e o Filho, um golpe mortal contra o sabelianismo. A segunda referência,"e o Verbo era Deus", aponta para o Filho. Não se trata de acréscimo de mais um Deus aqui, posto que ao apóstolo foi revelado, pelo Espírito Santo, que o Verbo divino está incluído na essência una e indivisível da Deidade, embora seja Ele distinto do Pai (Jo 8.17,18; 2 Jo 3). Da mesma forma, o apóstolo Paulo transmitiu essa verdade, ao dizer que "para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele" (1 Co 8.6). Trata-se do monoteísmo cristão.

2. Reações à divindade de Jesus. É digno de nota que os apóstolos João e Paulo, como os demais, eram judeus e foram criados num contexto monoteístico. Portanto, não admitiam em hipótese alguma outra divindade, senão só, e somente só, o Deus Javé de Israel (Mc 12.28-30). Observemos que, a cada fala do Senhor Jesus a respeito de sua divindade, de sua igualdade com o Pai, o próprio apóstolo João registra a reação dos judeus como protesto (Jo 5.18; 8.58,59; 10.30-33). Mesmo assim, esses apóstolos não hesitaram em declarar, com ousadia e abertamente, a deidade absoluta de Jesus (Jo 20.28; Rm 9.5; Cl 2.9; Tt 2.13; 1 Jo 5.20).

3. O relacionamento entre o Pai e o Filho. Os pais da Igreja perceberam também que, além das construções tripartidas, do relacionamento intratrinitariano e histórico-salvífico revelado nas Escrituras Sagradas, havia ainda as construções bipartidas que identificam a mesma deidade no Pai e no Filho. O Pai e o Filho aparecem no mesmo nível de divindade (Gl 1.1; 1 Tm 6.13; 2 Tm 4.1). Essas expressões bipartidas provam que o Pai e o Filho são o mesmo Deus, possuindo a mesma substância, mas são diferentes na forma e na função, não em poder e majestade. Veja o seguinte exemplo: "Graça e paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo" (Rm 1.7). Os primeiros cristãos não precisavam de explicações adicionais para compreender a divindade de Jesus em declarações como essas (2 Pe 1.1).

SÍNTESE DO TÓPICO II
Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"A deidade de Cristo inclui sua coexistência no tempo e na eternidade, com o Pai e o Espírito Santo. Conforme indica o prólogo de João, o Verbo é eternamente preexistente. O uso do termo 'Verbo' (no grego, Logos) é significativo, visto que Jesus Cristo é a principal expressão da vontade divina. Ele não é somente o único Mediador entre Deus e a humanidade (1 Tm 2.5), mas foi também o Mediador na criação. Deus, falando, trouxe o Universo à existência, através do Filho, a Palavra Viva. Porquanto, 'sem ele nada do que foi feito [na criação] se fez' (Jo 1.3). Colossenses 1.15 diz que Cristo é a 'imagem do Deus invisível'. E a passagem  de Hebreus 1.1,2 também proclama a grande verdade: Cristo é a mais completa e melhor revelação de Deus à humanidade. Desde o começo, o Verbo foi a própria expressão de Deus, e continua a demonstrá-lo. E então, 'vindo a plenitude dos tempos' (Gl 4.4), o 'Verbo se fez carne e habitou entre nós...' (Jo 1.14).
Antes de manifestar-se à humanidade dessa nova maneira, o Verbo esteve eternamente em existência como aquEle que revela a Deus. É bem provável que as teofanias do Antigo Testamento fossem, na realidade, 'cristofanias', visto que em seu estado preexistente, os encontros com várias pessoas, pode revelar a vontade de Deus, estaria de pleno acordo com seu ofício de Revelador" (MENZIES, William; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblica: Os fundamentos da nossa fé. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 50).

CONHEÇA MAIS
*Sabelianismo e unigênito
"Heresia pregada por Sabélio, no III século, cuja principal tônica era a negação da Santíssima Trindade".
"Título que descreve a filiação singular é única de Jesus em relação a Deus-Pai." Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, pp.282, 324.

Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem.

III - A HUMANIDADE DO FILHO DE DEUS

1. "E o Verbo se fez carne" (Jo 1.14a). O prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade. O Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. A sua divindade está presente na Bíblia inteira, de maneira direta e indireta, nos ensinos e nas obras de Jesus, com tal abundância de detalhes que infelizmente não é possível mencioná-los aqui por absoluta falta de espaço. A encarnação do Verbo significa que Deus assumiu a forma humana. A concepção e o nascimento virginal de Jesus (Is 7.14; Mt 1.123) são obra do Espírito Santo (Mt 1.20; Lc 1.35). Tal encarnação do Verbo é um mistério (1 Tm 3.16).

2. Características humanas. Assim como as Escrituras revelam a deidade absoluta de Jesus, da mesma forma elas ensinam que Ele é plenamente homem: "Jesus Cristo, homem" (1 Tm 2.5). Há abundantes e incontestáveis provas de sua humanidade, ou seja, de que Ele nasceu, cresceu e viveu entre nós. Seu nascimento é contado com detalhes nos dois primeiros capítulos de Mateus e de Lucas. Ele cresceu em estatura física e intelectual (Lc 2.52); e sentiu fome, sede, sono e cansaço (Mt 4.2; 8.24; Jo 4.6; 19.28).

3. Necessidade da encarnação do Verbo. Jesus foi revestido do corpo humano porque o pecado entrou na humanidade por meio do casal Adão e Eva, seres humanos, e pela justiça de Deus o pecado tinha de ser vencido também por um ser humano (Rm 5.12, 17-19). Jesus se fez carne. Fez-se homem sujeito ao pecado, embora nunca houvesse pecado, e venceu o pecado como homem (Rm 8.3). A Bíblia mostra que todo o gênero humano está condenado; que o homem está perdido e debaixo da maldição do pecado (Sl 14.2,3; Rm 3.23). Todos são devedores, por isso, ninguém pode pagar a dívida do outro. A Bíblia afirma que somente Deus pode salvar (Is 43.11). Então, esse mesmo Deus tornou-se homem, trazendo-nos o perdão de nossos pecados e cumprindo Ele mesmo a lei que promulgara (At 4.12; 1 Tm 3.16; Cl 2.14).

SÍNTESE DO TÓPICO III
Cremos na humanidade do Filho de Deus. 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Jesus Cristo não somente era pleno Deus, como pleno ser humano. Ele não era em parte Deus e em parte homem. Antes, era cem por cento Deus, e, ao mesmo tempo, cem por cento homem. Em outras palavras, Ele exibia um conjunto pleno tanto de qualidades divinas quanto de qualidades humanas, numa mesma Pessoa, de tal modo que essas qualidades não interferiram uma com a outra. Ele há de retornar como 'esse mesmo Jesus' (At 1.11). Numerosas passagens ensinam claramente que Jesus de Nazaré tinha um corpo verdadeiramente humano e uma alma racional. Eram características de seres humanos não-caídos (isto é, Adão e Eva), que nEle podiam ser encontradas. Ele foi, verdadeiramente, o Segundo Adão (1 Co 15.45,47). As narrativas dos evangelhos aceitam automaticamente a humanidade de Cristo. Ele é descrito como um bebê, na manjedoura, e sujeito às leis  humanas do crescimento. Ele aprendeu, sentia fome, sentia sede e se cansava (Mc 2.15; Jo 4.6). Ele também sofreu ansiedade e desapontamentos (Mc 9.19); sofreu dor física e mental, e sucumbiu diante da morte (Mc 14.33,37). Na epístola aos Hebreus há grande cuidado em se mostrar sua plena identificação com a humanidade (2.9,17; 4.15; 5.7,8 e 12.2).
A verdade, pois, é que na pessoa única do Senhor Jesus Cristo habitam uma natureza plenamente divina e outra plenamente humana, sem se confundirem. Ele é, verdadeiramente, pleno Deus e pleno ser humano, Céu e Terra juntos na mais admirável de todas as pessoas" (MENZIES, William; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblica: Os fundamentos da nossa fé. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 51).

CONCLUSÃO
O Senhor Jesus Cristo é a mais controvertida de todas as personagens da História porque é o único que é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem, e a sua verdadeira identidade só é possível pela revelação (Mt 16.17; 1 Co 12.3). Isso revela a sua divindade.

PARA REFLETIR
A respeito do Senhor e Salvador Jesus Cristo, responda:

Que ideia transmite o termo "unigênito" em relação a Jesus?
A etimologia do termo "unigênito", monogenés, em grego, indica a deidade do Filho. Unigênito, quando empregado em relação a Jesus, transmite a ideia de consubstancialidade.

O que representa para o sabelianismo, "e o Verbo estava com Deus"?
Significa um golpe mortal, pois "o Verbo estava com Deus" é uma indicação do relacionamento intratrinitariano, ou seja, entre a Trindade, antes mesmo da fundação do mundo. 

O que identificam as construções bipartidas no Novo Testamento?
As construções bipartidas identificam a mesma deidade no Pai e no Filho. O Pai e o Filho aparecem no mesmo nível de divindade.  Essas expressões bipartidas provam que o Pai e o Filho são o mesmo Deus, possuindo a mesma substância, mas são diferentes na forma e na função, não em poder e majestade.

Como começa e termina o prólogo do evangelho de João?
O prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade.

Por que o Senhor Jesus é a personagem mais controvertida da História?
O Senhor Jesus Cristo é a mais controvertida de todas as personagens da História porque é o único que é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem, e a sua verdadeira identidade só é possível pela revelação.


CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 71, p38. . Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA

Teologia do Novo Testamento
Esta obra oferece uma nova percepção e compreensão da disciplina teológica.

Introdução ao Novo Testamento
Um livro privilegiado para estudos e para a sala de aula.

As Grandes Doutrinas da Bíblia
Um resumo das principais doutrinas bíblicas: Escrituras, Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo...

Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Adultos, professor, A Razão da nossa Fé – Assim cremos, assim vivemos, Comentarista Esequias Soares, 3º trimestre 2017.

Lição 4 Diga não ao ritmo de vida deste mundo



Lição 4 Diga não ao ritmo de vida deste mundo
23/07/2017

Texto do dia.
(Gn 33.14)
"[...] e eu irei como guia pouco a pouco, conforme o passo do gado que está diante da minha face e conforme o passo dos meninos [...]."

Síntese.
Aquele que vive segundo o ritmo deste mundo sofre danos emocionais, físicos e espirituais.

Agenda de leitura
Segunda - 1 Sm 25.13
Cuidando da bagagem
Terça - 1 Tm 4.16
Cuidando de si mesmo
Quarta - 1 Tm 4.8
Cuidando da saúde física
Quinta - Fl 4.8
O cuidado com a maneira de pensar
Sexta - 1 Tm 5.8
Cuidando da família
Sábado - Rm 16.1,2
Cuidando dos cooperadores do Reino

Objetivos
MOSTRAR que a "vida que vale a pena" é a descrita em João 10.10;
SABER que precisamos cuidar de nós mesmos;
ENTENDER que a vida deve ser vivida no ritmo de Deus, o ponto optimus.

Interação
A assiduidade dos alunos da Escola Bíblica Dominical sempre foi um dos maiores desafios de seus professores. Por isso, sempre que possível, estabeleça uma "ponte" entre uma aula e outra, esforçando-se para que seus alunos saiam da classe com o compromisso de voltar no domingo seguinte. No final da aula, proponha aos alunos que tragam na próxima semana testemunhos de pessoas a quem Deus fez promessas e que, após o período de espera (e, às vezes, ansiedade), viram o seu cumprimento e de outras que ficaram profundamente preocupadas com algo que nunca veio a acontecer (diagnóstico médico, desemprego, infidelidade etc.). Sugira que, para a realização de tal tarefa, consultem a internet, bem como entrevistem familiares, amigos e/ou membros da igreja.


Orientação Pedagógica
Prezado docente, inicie a aula com a apresentação, pelos alunos, dos resultados da análise pessoal solicitada no final da aula passada (sobre como cada aluno distribui o tempo diário com as realizações mais importantes da sua própria vida). Essa apresentação vai abrir a discussão sobre a aula de hoje, que vai tratar da otimização do ritmo da vida, debaixo da orientação divina. Reflita com os alunos, por alguns instantes, sobre as causas de tantas pessoas que possuem prosperidade financeira serem frustradas familiarmente, as quais apresentam graves problemas emocionais, e por que isso ocorre até mesmo entre cristãos. Conclua dizendo que, para ter vida com qualidade, é preciso seguir na cadência divina; caso contrário, todo o esforço será inútil, como o é "correr atrás do vento" (Ec 2.17 - NVI).

Texto bíblico
Gênesis 33.1,4, 10-16
1 E levantou Jacó os olhos e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele. Então, repartiu os filhos entre Leia, e Raquel, e as duas servas.
4 Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram.
10 Então, disse Jacó: Não! Se, agora, tenho achado graça a teus olhos, peço-te que tomes o meu presente da minha mão, porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus; e tomaste contentamento em mim.
11 Toma, peço-te, a minha bênção, que te foi trazida; porque Deus graciosamente ma tem dado, e porque tenho de tudo. E instou com ele, até que a tomou.
12 E disse: Caminhemos, e andemos; e eu partirei adiante de ti.
13 Porém ele lhe disse: Meu senhor sabe que estes filhos são tenros e que tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se as afadigarem somente um dia, todo o rebanho morrerá.
14 Ora, passe o meu senhor diante da face de seu servo; e eu irei como guia pouco a pouco, conforme o passo do gado que está diante da minha face e conforme o passo dos meninos, até que chegue a meu senhor, em Seir.
15 E Esaú disse: Deixarei logo contigo desta gente que está comigo. E ele disse: Para que é isso? Basta que eu ache graça aos olhos de meu senhor.
16 Assim, tornou Esaú aquele dia pelo seu caminho a Seir.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Já estudamos a respeito da preguiça - usar o tempo no minimum (do latim, que significa mínimo, "o menor de todos"), ativismo - usar o tempo no maximus (do latim, que significa máximo, "o maior de todos") e, agora, estudaremos a respeito do equilíbrio entre as duas condutas. Entre a conduta do maximus e do minimum, está a do optimus, em que o indivíduo interage com o mundo exterior de maneira tranquila, sem pressa ou demasiadamente lento, mas no ritmo correto, como diria Jacó: "no passo do gado [...] e dos meninos" (Gn 33.14)

I - UMA VIDA QUE VALE A PENA

1. A verdadeira riqueza. Uma pessoa rica diante de Deus não é aquela que possui muito dinheiro e bens, mas aquela que desfruta de uma vida abundante (Jo 10.10). Essa é a vida que vale a pena ser vivida e constitui-se na verdadeira riqueza. Aliás, o filósofo estóico Sêneca (4 a.C - 65 d.C) afirmava que "até hoje o dinheiro nunca enriqueceu ninguém". Deus também nos exorta quanto ao desejar as riquezas deste mundo: "Não te canses para enriqueceres; dá de mão à tua própria sabedoria. Porventura, fitarás os olhos naquilo que não é nada? [...]" (Pv 23.4,5). Sem dúvida, a verdadeira riqueza não pode ser encontrada nos bens materiais, pois ela está na simplicidade, nos pequenos detalhes, em grandes iniciativas, nos nobres propósitos. É com essa visão que cada um terá o melhor de Deus. Jesus falou uma parábola a respeito de um homem que achou uma ótima pérola, de grande valor, então ele vendeu tudo quanto possuía e comprou-a (Mt 13.46). Quando se conhece o melhor de Deus, a vida que vale a pena, ninguém quer voltar a viver como antes.

2. Definindo princípios. Somente quando o ser humano entende o que é a verdadeira riqueza, ele consegue definir os princípios que vão aperfeiçoar o seu ritmo de vida. Quando compreendemos o que é ser rico de verdade, deixamos de ser egoístas e passamos a amar mais nosso semelhante. A flora, a fauna, os astros celestes, as belezas dos habitats naturais, tudo ganhará um novo brilho e um novo fulgor. Passamos a administrar, como fiel mordomo, corretamente tudo que chegar às nossas mãos, e o nosso anelo pela companhia de Deus será constante. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais perdemos o desejo pelas coisas materiais e nossos pensamentos passam a se voltar para as "coisas que são de cima e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus" (Cl 3.2,3).

3. A importância do próximo. O aperfeiçoamento do ritmo da vida passa, necessariamente, em reconhecer a relevância do próximo, feito à imagem e semelhança de Deus, com quem interagimos diariamente. O valor da vida não está na prosperidade individual, mas, sobretudo no amor ao próximo. Conta-se a história a respeito de uma tribo africana chamada Ubuntu, na qual um antropólogo propôs uma competição: a criança que chegasse primeiro a uma árvore ganharia todos os doces que estavam ali em um cesto. Quando foi dada a largada, as crianças deram as mãos e saíram correndo à árvore mencionada e lá repartiram o prêmio. O antropólogo perguntou porque elas fizeram aquilo, ao que responderam: "Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?" Que exemplo! Aperfeiçoar o ritmo da vida depende, em grande medida, em ser obediente a Deus e, consequentemente, promover a felicidade das outras pessoas.  

Pense
Viver de modo a pensar na felicidade das outras pessoas, não atrapalharia a otimização do meu desempenho pessoal?

Ponto Importante
O tempo gasto com propósito significa "o tempo gasto com a felicidade dos outros", pois a vida só tem sentido se tiver como foco Deus e os semelhantes. 

II - CUIDANDO DE SI MESMO

1. Corpo, templo do Espírito. Aperfeiçoar o ritmo da vida implica investir tempo para cuidar de si mesmo, como recomendou Paulo ao jovem Timóteo (1 Tm 4.16). Jesus também pediu aos discípulos que deixassem um barquinho à disposição para que pudessem, de vez em quando, sair da pressão do cotidiano e descansar longe das multidões. Paulo fala a respeito do exercício corporal, dizendo que ele tem pouco proveito, se comparado à piedade (1 Tm 4.8), mas, com isso, ele não estava desprezando a importância da atividade física, que é indispensável para se manter a saúde física e a boa forma do templo do Espírito Santo (1 Co 6.19).

2. Mente, sede dos pensamentos e emoções. Há uma guerra em curso na mente das pessoas. No campo de batalha da mente há conflitos de natureza emocional e espiritual. Por isso, a Bíblia recomenda que o cristão utilize o capacete da salvação, de maneira que a mente esteja sempre bem protegida (Ef 6.17). A fim de proteger a mente, Paulo nos aconselha a pensar em coisas nobres, boas e úteis (Fl 4.8). Há um pensamento cristão antigo, atribuído a Martinho Lutero, que diz que "ninguém pode impedir que os pássaros voem sobre a cabeça, mas é possível evitar que eles façam ninho nela." Este é exatamente o ponto importante, deixar a mente envolvida com pensamentos saudáveis, edificantes e otimistas.  Se desejarmos ter saúde emocional, espiritual e física, precisamos ter o controle da nossa mente e sentimentos, evitando todo pensamento e sentimento tóxico, ruim, contrário aos princípios bíblicos divinos.

3. Família, fonte de alegria. O maior tesouro que um homem possui, depois de Jesus Cristo e da salvação, é sua família. Por isso, é preciso que o homem invista parte significativa do seu tempo (pelo menos um dia por semana) com aqueles que Deus lhe deu para dividir, em família, o dom da vida.

Pense
O que fazer nos momentos em que maus pensamentos aparecem?


Ponto Importante
Não podemos impedir que os maus pensamentos venham a nossa mente, mas podemos impedir que eles fiquem e venham nos contaminar e nos afastar dos propósitos de Deu 

III - O PONTO OPTIMUS

1. Fazendo o mais fácil. Deus sempre tem um tipo ideal de tarefa para seus filhos: a mais fácil. Aos homens ficou a incumbência de realizar apenas as coisas fáceis. A parte difícil fica na responsabilidade do Senhor. Por exemplo: plantar a semente de uma árvore é fácil, por isso é tarefa humana, mas fazer a semente explodir sob a terra e dali surgir um broto, que, tempos depois, se transformará em árvore frondosa, cheia de frutos, é bastante complicado. Essa é a parte de Deus. Ocorre que, em muitos casos, os homens querem fazer a parte de Deus, a difícil, e entram em grande aflição, pois terão que usar o ponto maximus de sua disponibilidade e não alcançarão os resultados desejados, ademais estarão sob intenso estresse.

2. Fazendo no melhor prazo. Plantar uma semente, como dito anteriormente, é fácil, mas faz-se necessário que a ação ocorra no melhor prazo (optimus), isto é, no tempo e modo de Deus. Isso fala de discernimento do tempo e estratégia, como acontecia com os filhos de Issacar, os quais eram peritos "na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer [...]" (1 Cr 12.32). Esses homens sabiam se a atividade deveria ser realizada, analisavam a conveniência da oportunidade e qual seria estratégia adequada. Eles conduziam Israel a fazer as coisas no melhor prazo (optimus).

3. Aceitando os resultados.  Nem tudo acontece como planejamos, ainda que haja a otimização do ritmo da vida. Agir no tempo e modo adequados (optimus) não é garantia de que todos os objetivos serão atingidos, porém uma coisa é certa: a pessoa terá vivido o melhor de Deus. Imprevistos acontecem e, por isso, aqueles que estão no caminho correto, seguindo no ritmo de Deus, precisam aceitar alguns resultados indesejados. Habacuque entendia bem isso. Ele sabia que o fato da figueira não florescer, da videira não dar frutos e da impossibilidade de produzir azeite dos frutos colhidos das oliveiras (três tempos de plantações feitas corretamente, no optimus), não era o fim da vida. De um jeito, ou de outro, ele se alegraria no Senhor e exultaria em Deus (Hc 3.17), demonstrando o que significava viver uma vida abundante, uma vida que vale a pena.

Pense
Quem segue no ritmo de Deus, no curso da vida, sempre terá resultados materiais satisfatórios?

Ponto Importante
Aqueles que estão seguindo no ritmo de Deus devem aceitar alguns resultados indesejados, confiando que Deus nunca perde o controle da História.

SUBSÍDIO
"Posso cair facilmente na rotina de chegar em casa no fim do dia após lecionar na universidade e, sem perceber, caminhar no 'solo sagrado' na sala de nossa casa onde meus dois filhos pequenos estão envolvidos em um projeto de construção com seus blocos de montar. Por quê? Porque estou indo verificar meus e-mails, sem perceber o que poderia ter acontecido se eu 'tirasse as sandálias dos meus pés' - ou talvez, no sentido literal, se eu tirasse os sapatos - e ajoelhasse no chão para me juntar aos meus filhos. Mas se eu fizesse uma oração esclarecedora, antes de atravessar a porta da frente de nossa casa, pedindo a Deus sabedoria, posso lhe dizer que é quase certo que iria limpar minha mente e eu não estaria prestes a passar por cima do momento sagrado no chão com meus dois filhos.
E à medida que adquire sabedoria [...] você aprende a tolerar as incertezas da vida bem como seus altos e baixos. Você tem uma noção de como as coisas funcionam ao longo do tempo e de como Deus pode ajudá-Io a compreendê-las. Pessoas sábias geralmente partilham um otimismo que as mantém seguindo em frente, e elas experimentam uma calma quando enfrentam decisões difíceis. Em outras palavras, elas veem a situação como um todo" (PARROT,T, Les. Você é Mais Forte do que Pensa. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p. 38).

ESTANTE DO PROFESSOR
PARROT,T, Les. Você é Mais Forte do que Pensa. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

CONCLUSÃO
Aperfeiçoar o ritmo da vida, de acordo com o padrão de Deus, exige discernimento, haja vista que, diante do corre-corre do cotidiano, muitas vezes, o homem é empurrado para o precipício do ativismo ou para o desânimo da preguiça. Para saber o tempo e o modo de vida saudável é indispensável pedir orientação ao Senhor, para seguir o ritmo da vida sem sofrer a influência da filosofia deste mundo.

Hora da revisão.

Conceitue o optimus.
O indivíduo interage com o mundo exterior de maneira tranquila, sem pressa (maximus) ou demasiadamente lento (minimum), mas no ritmo correto.

A mente humana necessita, segundo a lição, estar calcada em quais pensamentos para atingir o optimus?
Precisa estar focada em pensamentos que sejam úteis e, acima de tudo, que sejam para o louvor e agrado de Deus.

Jesus sabia como viver no optimus?
Ele é o maior exemplo para sabermos como lidar com o cotidiano da nossa vida.

Quais descendentes de Jacó eram peritos "na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer"?
Filhos de Issacar.

Como sua vida está? O que fazer para alcançar o optimus?
Resposta pessoal.

Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Jovens, professor, Tempo para todas as coisas – Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá, Comentarista Reynaldo Odilo, 3º trimestre 2017.