segunda-feira, 20 de março de 2017

Lição 13 Os últimos dias serão tempos trabalhosos e de apostasia.



Lição 13 Os últimos dias serão tempos trabalhosos e de apostasia.
26 de março de 2017

Texto Áureo
Hebreus 12.1
“Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta”.

Verdade Aplicada
Para vencer nos últimos dias, é necessário permanecer seguindo as Sagradas Escrituras.

Objetivos da Lição
Anunciar o perfil da geração vindoura e sua malignidade;
Expor as três classes mais degradantes da geração dos últimos dias;
Mostrar como a verdade divina prevalecerá sobre as trevas da mentira.

Glossário
Elixir: Bebida deliciosa;
Fanfarrão: Que ou aquele que conta vantagem ou alardeia coragem;
Insípido: Sem sabor; insosso.

Leituras complementares
Segunda Os 4.6
Terça Mt 5.13
Quarta Jo 8.32
Quinta Rm 13.7
Sexta Tg 4.6
Sábado 1Pe 5.5

Textos de Referência.
2 Timóteo 3.1-5
1 Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;
2 Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
3 Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
4 Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5 Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.

Hinos sugeridos.
18, 372, 432.

Motivo de Oração
Clame para que o Senhor inquiete o coração de cada cidadão em busca de riqueza dos céus.

Esboço da Lição
Introdução
1. A malignidade da geração dos últimos dias.
2. A escória de uma geração.
3. Resplandecendo em meio à corrupção.
Conclusão

Introdução
Os sinais da vinda de Jesus estão cada vez mais nítidos em nossa geração e temos a certeza de que brevemente a trombeta estará ressoando (1Co 15.51-52). Portanto, precisamos estar firmes e vigilantes!

1. A malignidade da geração dos últimos dias.
Ao anunciar que os últimos dias da humanidade serão trabalhosos, Paulo descreve a qualidade da geração vigente. Ele fala sobre um terrível reflorescimento do mal, em que todos os fundamentos morais estão abalados (2Tm 3.3).

1.1. Homens amantes de si mesmos.
A primeira característica relatada aqui é a vida centrada em si mesmo. O termo usado é “filautos”, que significa “amante de si mesmo”. O egoísmo é o pecado básico de onde provém os outros pecados. A essência do cristianismo não é entronizar o eu, mas, sim, destrona-lo. Jesus nos ensinou que devemos amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos (Mt 22.37-40). Nenhum ensino nas Escrituras nos admoesta a amar a nós mesmos.

Nenhum cristão é admoestado pelas Sagradas Escrituras a amar ou a odiar a si mesmo. Essa partícula do amor já se encontra em cada um de nós. Os tais que se queixam da falta de amor próprio são geralmente pessoas insatisfeitas com seus próprios sentimentos, habilidades e as adversidades das circunstâncias. O cristianismo propaga a morte do “eu” e nunca o amor a si mesmo como alicerce para uma vida melhor (Mt 22.40). Vale a pena ressaltar que a corrupção moral completa tende a ser o resultado quando os homens abandonam a Deus para ficarem ocupados com o próprio eu e a satisfação material.

1.2. Homens presunçosos e soberbos.
Nos últimos dias, os homens serão presunçosos e soberbos (2Tm 3.3; Pv 16.18-19). Um dos sinônimos para presunçoso é jactancioso. Jactância é a atitude de quem se comporta com arrogância e tem alto conceito sobre si mesmo. É a atitude de alguém que se vangloria. Aliado ao presunçoso está o soberbo, aquele que sempre se mostra acima dos outros. Deus resiste aos soberbos, pois são homens que querem a glória para si (Tg 4.6; 1Pe 5.5). As orientações do apóstolo Paulo a Timóteo, seu filho na fé, são perfeitamente aplicáveis ao nosso tempo, isto é, que nos afastemos desses homens (2Tm 3.5).

Em nossos dias, temos visto muitos desses pretenciosos, que estão inseridos em todas as camadas da sociedade, inclusive na igreja, os quais tentam destacar-se com seus mais variados métodos e enganos. Já os soberbos, o segredo está em seus corações. Até podem parecer humildes, calados e inofensivos. Mas, no íntimo de seus corações, está o desprezo por todos os outros. Em seus corações existe um pequeno altar, onde se ajoelham perante si mesmos, e em seus olhos existe algo que olha a todos com um silencioso desprezo. Por isso, Deus os resiste e os abomina (Pv 3.32; 24.1-2).

1.3. Homens desobedientes aos pais.
O mundo vive uma crise generalizada quando o assunto é família. Paulo fala de um tempo de insubmissão à autoridade paterna. Não faz muito tempo que os filhos tinham como de grande valia os deveres com os pais. De repente, uma revolução ocorreu na sociedade e o que mais vemos em nossos dias é o rompimento na comunhão entre pais e filhos. O sinal da suprema decadência de uma civilização se dá quando a juventude perde todo o respeito pelos mais velhos, e se nega a reconhecer essa impagável dívida, juntamente com o básico dever de gratidão para com aqueles que lhe deram a vida (Mt 15.4). Os filhos devem honrar os seus progenitores, esse é o elixir da longevidade, pois, como encontramos nas Escrituras, tal atitude resultará em uma sociedade mais estável e saudável, e em uma vida com mais qualidade (Ef 6.1-3).

Embora os tempos sejam outros, nossa obrigação junto àqueles que nos geraram continua a mesma. Filhos, mais tarde, podem se tornar pais e, da mesma forma com que agem diante de seus pais, seus filhos também agirão diante deles (Gl 6.7-8). O importante é fazer o que é certo e de acordo com o que a Bíblia trata do assunto, quando fala acerca da longevidade e felicidade para os obedientes aos pais (Ef 6.1-3). Uma pessoa de honra se distingue por pagar suas dívidas e todos nós temos uma dívida para com Deus e com nossos pais. Como pessoas de honra, devemos pagar essa dívida para estar em paz com todos (Rm 13.7). 

2. A escória de uma geração.
Vivemos numa sociedade degradada, composta por pessoas sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons (2Tm 3.3). Além desses, ainda temos três grupos que certamente trarão muitos problemas aos moradores da Terra.

2.1. Amigos dos deleites e inimigos de Deus.
O termo usado por Paulo para traidor é “prodotes” (2Tm 3.4), o mesmo usado para definir Judas. Esse livro foi escrito nos dias da perseguição romana. Naquele tempo, para se ganhar o favor de Roma, um amigo traia o próprio amigo. Paulo está retratando aqui a falta de fidelidade na amizade (Pv 25.18). Ele fala de homens impetuosos, que, levados por uma paixão obstinada, tornam-se imprudentes e insensíveis. Também fala de homens envaidecidos por sua própria importância. Paulo não está se dirigindo aos de fora. Ele está traçando um perfil de pessoas aparentemente cristãs (2Tm 3.7-8).

O verdadeiro cristianismo produz um poder dinâmico que muda a vida pessoal do homem. O apóstolo Paulo está falando de pessoas que nunca experimentaram o novo de Deus em suas vidas, mas que estão inseridas dentro do contexto cristão. Esses indivíduos já fazem parte da igreja atual e estão se proliferando. A melhor maneira de identifica-los é observando seus frutos (Mt 7.20). Longe de ficar desanimado, o verdadeiro cristão deve ficar de sobreaviso, pelas evidências ao seu redor da má conduta e da fé religiosa insatisfatória.

2.2. Apenas aparência de piedade.
Devemos ter em mente que aproximar-se de Deus é estar pronto para experimentar uma revolução pessoal através do poder de Jesus Cristo (Hb 4.12). A acusação aqui é que esses homens terão apenas uma forma externa (aparência de bondade). Eles seguirão um ritual com liturgia e adoração, mas nada compreenderão acerca do poder dinâmico que transforma a vida dos homens. Hoje, muitas pessoas apresentam-se como representantes e agentes a serviço do Reino de Deus. Todavia, na prática, são reprovadas por agir em contradição com a verdade que deveriam anunciar (2Tm 3.5).

Nossa geração já tem observado esse escurecimento decadente. Embora tenha progredido e melhorado em vários aspectos, na esfera moral e espiritual as coisas têm se complicado cada vez mais. O apóstolo Paulo nos assegura que esses homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados (2Tm 3.13). Esses homens ímpios se unirão aos santos e isso brotará na Igreja e ao redor dela.

2.3. Que sempre aprendem, mas desconhecem a verdade.
Como é possível aprender a verdade e desconhecê-la? Isso acontece quando uma pessoa passa a viver somente de aparência, pois sabe que será reprovada caso venha para a luz (Jo 3.19.-20). Paulo diz que eles sempre aprendem mas não tem conhecimento (2 Tim 3.7). Existem pessoas que sempre estão desejosas em discutir toda nova teoria, que sempre estão profundamente envoltas no último movimento ou grupo religioso da moda, mas que são totalmente incapazes de aceitar a disciplina diária e até mesmo a tarefa de viver a vida cristã na prática. O resultado de um corpo sem vida é apenas a decomposição. É nossa obrigação purificar e fortalecer nossas vidas na batalha moral para viver a vida cristã (2Tm 2.22-26).

Somos o Corpo de Cristo. Um corpo sem espírito está morto. O que parece ser bom exteriormente, quando está sem vida interior, se decompõe e se torna sujo e intragável. A curiosidade intelectual não pode tomar o lugar da seriedade moral. Mesmo nos tornando intelectuais, nada adianta se não estivermos conectados a à vida de Deus. Os últimos dias serão eclipsados por um gradativo aumento de iniquidade no mundo, haverá um colapso nos padrões morais e a multiplicação de falsos cristãos e falsas igrejas entre nós (Mt 24.11).

3. Resplandecendo em meio a corrupção.
No texto de Filipenses 2.15, Paulo diz que devemos resplandecer como astros no meio de uma geração corrompida. Mesmo que sejamos ostentados a agir de maneira pessimista diante dos desvarios da geração vigente, a verdade divina sempre prevalecerá sobre as trevas da mentira (2Tm 3.8-9).

3.1. Permanecendo na sã doutrina.
O conselho de Paulo é claro: permaneça firmado na Palavra de Deus (2Tm 3.14-15). Ventos fortes não podem abalar os alicerces de um prédio fortificado. Por que o povo de Deus se perde? Por falta de conhecimento (Os 4.6). Como o povo se encontra? Através do conhecimento da verdade (Jo 8.32). A verdade destrói o egocentrismo, destrona todo o “eu” da vida humana, conduzindo o homem tanto a ser salvo, quanto a tornar-se uma ferramenta que conforta a vida de outros (2Tm 3.16-17).

Mais do que nunca, o homem deve estudar as Sagradas Escrituras para fazer-se útil a Deus e a seus semelhantes (2Tm 3.13-14). A orientação sistemática obtida através do estudo bíblico na Escola Dominical capacita o cristão a enfrentar de modo firme suas responsabilidades.

3.2. Fazendo valer a posição para a qual foi chamado.
Pode parecer que o mal esteja prevalecendo, mas jamais devemos esquecer quem escreveu essa história. Ela tem começo e fim, e, ao final, o bem prevalecerá e o Cristo vivo reinará sobre todas as nações da Terra (Sl 22.28). Deus nunca vai deixar de falar. Ele procura homens e mulheres que estejam na brecha (Ez 22.30). Uma pessoa na posição que Deus quer pode salvar uma nação. Nesses dias finais, os homens apostatarão da dé, darão ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios. Mas precisamos continuar pregando a Palavra de Deus, pura e sem mistura (2Co 2.27; 2Tm 4.2-5).

A grande tragédia de muitos cristãos é não crescer e progredir na fé (Jo 15.4). Muitas vezes, nossa vida leva sempre a marca das mesmas falhas e enganos. Parece que continuamos sendo vítimas dos mesmos hábitos e escravos das mesmas tentações. A verdadeira vida cristã não pode ser estagnada; deve estar em contínuo progresso. A vida cristã é uma viagem rumo a Deus e não pode jamais permanecer num mesmo lugar.

3.3. Não se tornando insípido.
Fomos posto neste mundo sem sabor para temperá-lo (Mt 5.13). É muito ruim uma comida sem sal. Assim também estará o mundo se não tomarmos a consciência do que somos. Jesus nos chamou para viver em meio as diferenças. Fomos colocados num mundo avesso para alterá-lo. Por que o sal? Porque produz sede; o mundo precisa desejar o que temos. O sal conserva. O sal dá sabor; o paladar mais insípido pode ser restaurado com um leve toque desse sal.

O sal perde seu poder de influência quando se torna sem sabor. Espiritualmente falando, o sabor do sal está em sua essência, que é Cristo Jesus e Sua verdade. Vivemos, nesses últimos dias, um tempo em que muitas coisas têm sido adulteradas. Devemos ter o cuidado de jamais ser influenciados pelo mal, mas sempre vencê-lo com o bem (Rm 12.21). Se um discípulo de Cristo perde a virtude do Espírito Santo, ele é como o sal que perde a sua salinidade, tornando-se, assim, uma substância completamente inútil, só servindo para ser jogado fora, nas ruas, onde é pisado pelos caminhantes.

Conclusão.
Nesses últimos dias, precisamos estar atentos aos sinais e sempre prontos a enfrentar os desafios de nossa geração. Devemos estar conscientes de nossa participação no Reino de Deus, fugindo de todo embaraço e do pecado que tão de perto nos rodeia (Hb 12.1).

Questionário.
1. Quem é o soberbo, de acordo com a lição?
R: Aquele que sempre se mostra acima dos outros e o homem a quem Deus resiste(1Pe 5.5).

2. Qual é o termo usado por Paulo para traidor?
R: “Prodotes” (2Tm 3.4).

3. O que Paulo nos diz em Filipenses 2.15?
R: Devemos resplandecer como astros no meio de uma geração corrompida (Fp 2.15).

4. Por que o povo de Deus se perde?
R: Por falta de conhecimento (Os 4.6).

5. O que Deus procura?
R: Homens e mulheres que estejam na brecha (Ez 22.30).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Aprendendo com as Gerações Passadas, A importância, responsabilidade e o legado de uma geração temente ao Senhor para enfrentar as complexidades e os desafios da pós-modernidade, Jovens e Adultos, edição do professor, 1º trimestre de 2017, ano 27, Nº 102, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

Lição 13 Uma Vida de Frutificação.



Lição 13 Uma Vida de Frutificação.
26 de Março  de 2017

TEXTO ÁUREO
(Jo 15.2)
"Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto."

VERDADE PRÁTICA
O crente só terá uma vida frutífera se estiver ligado à Videira Verdadeira, Jesus Cristo.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Rm 6.22 Fruto para santificação
Terça - 2 Co 9.10 Deus dá a semente
Quarta - Hb 12.11 O fruto pacífico de justiça
Quinta - Mt 12.33 As árvores e seus frutos
Sexta - Jo 15.16 Nomeados para dar frutos
Sábado - Tg 5.7 Paciência para esperar o fruto

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 15.1-6
1 - Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.
2 - Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.
3 - Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado.
4 - Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.
5 - Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer.
6 - Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem

OBJETIVO GERAL
Explicar que o crente só terá uma vida frutífera se estiver ligado à Videira Verdadeira.

HINOS SUGERIDOS: 145, 254, 363 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Compreender  a singularidade da videira e seus ramos;
Mostrar o fundamento da frutificação espiritual;
Explicar que fomos chamados para frutificar.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Graças a Deus por mais um trimestre concluído. Com certeza você e seus alunos estão experimentando um tempo de frutificação. Fomos chamados pelo Pai para produzirmos bons frutos a fim de que o nome dEle seja glorificado. Os dons espirituais são importantes para o crente, mas estes precisam ser acompanhados do fruto, pois o fruto está relacionado ao caráter de Cristo em nós. Ele evidencia a nossa comunhão com o Pai e o quanto temos aprendido com Ele. Ore por seus alunos. Peça ao Senhor que todos possam ter uma vida frutífera até a volta de Jesus Cristo.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Nesta última lição do trimestre, estudaremos a respeito da frutificação na vida do crente. Você tem produzido o fruto do Espírito? Precisamos frutificar! Por isso, necessitamos estar ligados à Videira Verdadeira. É Cristo em nós que nos permite produzir o fruto do Espírito. Sem Ele nada podemos (Jo 15.4). O propósito de uma vida frutífera é tão somente glorificar o Pai (Jo 15.8).

PONTO CENTRAL
O crente precisa frutificar.

I - A VIDEIRA E SEUS RAMOS

1. A parábola da vinha. No texto da Leitura Bíblica em Classe, encontramos uma parábola, ou alegoria, a respeito da videira. A videira é o próprio Senhor Jesus Cristo e os ramos são todos os discípulos de Cristo. Como discípulos precisamos estar ligados à videira  para termos uma vida frutífera (Jo 15.1). Como lavrador, o Pai tem cuidado de nós com zelo e amor para que possamos produzir frutos em abundância. Fomos alcançados unicamente pela graça divina, e a única coisa que Ele exige de nós é que venhamos a frutificar.

2. Condição para ser produtivo. Segundo os agrônomos, a videira leva três anos para dar os primeiros frutos. As uvas não nascem logo depois da semente germinar no solo. É preciso tempo e muitos cuidados. Na vida espiritual, é preciso discipulado, ensino da Palavra de Deus. Contudo, para ser frutífero é imprescindível estar ligado a Cristo, a Videira Verdadeira. Longe dEle não existe vida, apenas morte. Quando os ramos se afastam da Videira, logo deixam de receber da sua seiva, tornando-se secos e infrutíferos.

3. A poda. Podar é aparar os ramos que estão atrapalhando o desenvolvimento da planta. A poda ajuda a produzir novos  ramos, fazendo com que a produção de frutos seja maior. Na vida espiritual, também somos podados e cuidados pelo Senhor. Ele retira de nós tudo que nos impede de frutificar. Contudo, se depois de cuidados não produzirmos frutos, não resta alternativa a não ser o corte e o descarte no fogo (Jo 15.2). Na vinha do Senhor, não há ramos para enfeitar, todos precisam ser frutíferos.

SÍNTESE DO TÓPICO I
Para frutificar, precisamos estar ligados à Videira.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
"A poda dos ramos (Jo 15.1-10)
'Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador'. Neste versículo, 'eu' e 'verdadeira' em grego são enfáticos. Assim, em contraste com os outros (os líderes religiosos) que reivindicam ser parte do verdadeiro povo de Deus, Jesus e seus seguidores emergem como o verdadeiro povo. Isto enfatiza sua singularidade como o caminho para Deus.
No versículo 2, surge o assunto desta seção: a santificação. A palavra que a expressa é o verbo 'limpar' (cortar, desbastar, podar). Esta palavra pertence ao aspecto religioso de 'tornar santo' ou 'santificar'. O que se presume, então, é uma visão da Igreja discutida acima, mas o que fica óbvio é que Deus limpa o crente; e esta alegoria da vinha apropriadamente expressa isso. Também deve ser observado que a santificação é um processo normal do discipulado. O propósito da poda é aumentar a frutificação.
Os versículos 3 a 5 falam da união de Jesus e os crentes em termos figurativos dos ramos e do tronco. Jesus expressa o fato dessa união de palavras: 'Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado' (v. 3). Mas resultado dessa união é o processo de crescimento - em termos figurativos: dar frutos. Considerando que um ramo não pode dar frutos a menos que esteja ligado ao tronco (a pessoa tem que permanecer em Cristo), o fruto tem um significado certo. No contexto dos capítulos 13 a 17, o fruto é o amor, característica fundamental de Deus. Para poder viver como Deus, a pessoa tem de nascer de novo e segui-lo. Este amor tem de ser desenvolvido pelo 'processo da poda' (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 4.ed. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 586).

CONHEÇA MAIS
*Sendo produtivos
"Uma videira que produz muito fruto glorifica a Deus, pois Ele envia diariamente a luz do sol e a chuva para fazer crescer as colheitas, e nutre constantemente cada planta, preparando-a para florescer. Que momento de glória será para o Senhor quando a colheita for trazida aos celeiros, madura e pronta para usar! Ele fez isto acontecer! Esta analogia agrícola mostra como Deus é glorificado quando estamos em um relacionamento correto com Ele e começamos a 'dar muito fruto' em nossas vidas." Para conhecer mais, leia Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal, CPAD, p. 578.

II - O FUNDAMENTO DA FRUTIFICAÇÃO ESPIRITUAL

1. Firmados no amor de Cristo. O amor é o fruto excelente (Gl 5.22). Fomos alcançados pela graça e o amor de Cristo (Rm 3.24). A graça divina, além de destruir os pecados, enxerta em nós a semente do amor. O amor nos ajuda a vencer os efeitos da arrogância, o egoísmo e a incredulidade.
Cristo é o nosso exemplo por excelência de amor altruísta. Ele se sacrificou pelos pecadores (Jo 3.16). O que nos identifica como discípulos de Jesus é o amor. O amor nos leva a servir ao nosso próximo e esse servir é sem interesses ou vantagens materiais.

2. Por que o amor é a base da frutificação? Porque ele é o alicerce de todas as virtudes (1 Co 13.13). Não podemos nos esquecer que o amor deve ser revelado em atitudes. Não adianta dizer que ama e tem fé se não tiver as boas obras (Tg 2.14). A fé sem obras e sem amor é morta (Tg 2.17, 26). O amor precisa ser visto mediante as nossas obras. Existem muitas pessoas carentes e necessitadas que precisam do nosso amor e ajuda.

3. Cheios do Espírito e de amor. O amor é gerado em nossos corações pela ação do Espírito Santo. Não podemos nos esquecer que somos templo, habitação do Consolador. Esta virtude era uma das características mais marcantes da Igreja Primitiva. Por quê? Porque todos ali eram cheios do Espírito. O amor fazia com que repartissem seus bens: "Não havia, pois, entre eles necessitado algum [...]" (At 4.34). Levava também os crentes a amarem, mesmo sofrendo perseguição e morte (At 7.60).

SÍNTESE DO TÓPICO II
O fundamento da frutificação espiritual está em ser cheio do Espírito Santo e de amor.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"O princípio da frutificação está revelado no primeiro capítulo de Gênesis (Gn 1.1). Note que a lei agrária estabelecida por Deus determina que cada planta e árvore produza fruto segundo a sua espécie.
A frutificação espiritual segue o mesmo princípio. João Batista, o precursor do Messias, exigiu dos seus convertidos: 'Produzi, pois, frutos  dignos de arrependimento' (Mt 3.8). Em João 15.1-16, Jesus enfatizou este princípio deixando claro aos seus seguidores que para darem fruto exuberante para Deus, necessário é que antes cresçam em Cristo e nisso perseverem seguindo os ensinos da Palavra de Deus. Boas condições de crescimento e desenvolvimento da planta no reino vegetal, sem esquecer da boa saúde da semente e do meio ambiente ideal e da limpeza, são elementos indispensáveis para a boa frutificação. É também o que ocorre no reino espiritual, na vida do crente, na Igreja, para que haja em todos nós fruto abundante para Deus.
De que tipo de fruto Jesus estava falando em João 15.1-16? A resposta nos é dada em Gálatas 5.22: 'O fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança'. Em outras palavras, o fruto do Espírito é no crente a existência de um caráter semelhante a Cristo: um caráter que testemunha de Jesus e que o revela em seu viver diário. É a breve vida de Cristo manifesta no cristão. Como é que o povo à nossa volta está vendo Cristo em nós? Em família, no emprego, nas viagens, na escola, na igreja, nos relacionamentos  pessoais, nos tratos, no lazer, no porte em geral, na vida cristã?" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 1723).

III - CHAMADOS PARA FRUTIFICAR

1. Revestidos de amor. Em Colossenses 3.12, Paulo orienta os crentes para  que se vistam de misericórdia, benignidade, mansidão e longanimidade. Busquemos "as coisa que são de cima" (Cl 3.1,2). Suas atitudes devem refletir tal verdade. Mediante a fé no sacrifício de Cristo, já retiramos a "roupa velha", nossos trapos de imundícia, que é a natureza pecaminosa.
O amor, fruto do Espírito, em nossa vida nos conduz:
a) A frutificar em nosso relacionamento espiritual. Passamos a experimentar uma maior comunhão com o Pai mediante a oração, o jejum e a leitura da Palavra de Deus.
b) A ter um relacionamento conjugal frutífero. Se amarmos a Deus amamos também o nosso cônjuge com um amor altruísta. Amar a esposa é um principio divino para os maridos: "Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesma se entregou por ela" (Ef 5.25). 
c) A ter um relacionamento familiar frutífero. A esposa será submissa ao marido e os filhos lhe serão obedientes (Ef 5.22, 6.1);

2. Se a Palavra estiver em nós. Só é possível frutificar se Cristo e suas palavras estiverem plantados em nós. Essa também é a condição para que as nossas orações sejam ouvidas e respondidas (Jo 15.7). É por intermédio das palavras de Jesus, ou seja, por meio de seus ensinamentos, que podemos orar corretamente, segundo a vontade do Pai. As palavras de Jesus fazem com que venhamos nos tornar semelhantes a Ele.

3. Cumprindo a lei. Na Epístola aos Romanos, Paulo trata com profundidade a respeito da lei. Ele mostra que somente o que ama tem condições de cumprir a lei: "[...] quem ama aos outros cumpriu a lei" (Rm 13.8). O apóstolo também exorta os crentes, afirmando que "o cumprimento da lei é o amor" (Rm 13.10). O amor de Cristo, em nós, nos ajuda a observar os mandamentos e princípios divinos para a nossa vida.

SÍNTESE DO TÓPICO III
Fomos chamados do mundo para frutificar para a glória de Deus.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Copie no quadro o esquema abaixo. Depois  faça aos alunos a seguinte pergunta: "Qual o propósito da frutificação na vida do crente?" Incentive a participação de todos e ouça as respostas dos alunos. Explique que no Reino de Deus tudo tem um propósito. Em relação ao fruto do Espírito Santo não é diferente. Em seguida, utilize o quadro para mostrar os reais propósitos da frutificação espiritual.

CONCLUSÃO
O amor de Deus por nós é singular.  Quando experimentamos desse amor somos transformados e, então, passamos a produzir o fruto do Espírito. Que venhamos a frutificar em todas as áreas da nossa vida, a fim de que o nome de Jesus, o nosso amado, seja glorificado e exaltado.

PARA REFLETIR
A respeito de uma vida de frutificação, responda:

O que é preciso para o crente frutificar?
Ele precisa estar ligado à Videira Verdadeira. É Cristo em nós que nos permite produzir o fruto do Espírito. Sem Ele nada podemos (Jo.15.4).

Qual o propósito de uma vida frutífera?
O propósito de uma vida frutífera é tão somente glorificar o Pai (Jo 15.8).

No texto de João 15 quem é a videira? Quem são os ramos?
A videira é o próprio Senhor Jesus Cristo e os ramos são todos os discípulos de Cristo.

O que significa podar?
Podar é aparar os ramos que estão atrapalhando o desenvolvimento da planta.

Quem é o nosso exemplo perfeito de amor?
Jesus Cristo.

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 69, p42. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA

Panorama da Bíblia
Um belo livro, com conteúdo informativo e resumos, que estimulará sua paixão de ler a Bíblia.

Ele Escolheu os Cravos
O amor e o sacrifício de Jesus, descritos de uma forma como você nunca viu.

Igreja - Lugar de Soluções
Abrangente e atual visão de como a Igreja pode e deve lidar com os desafios deste início de milênio.

Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Adultos, professor, As Obras da Carne e o Fruto do Espírito – Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente, Comentarista Osiel Gomes, 1º trimestre 2017.