segunda-feira, 19 de junho de 2017

Lição 13 Deus estabelecerá governo justo e eterno.



Lição 13 Deus estabelecerá governo justo e eterno.
25 de junho de 2017

Texto Áureo
Jeremias 33.17
“Porque assim diz o Senhor: Nunca faltará a Davi varão que se assente sobre o trono da casa de Israel”.

Verdade Aplicada
Sempre há esperança para aqueles que confiam e se submetem ao Senhor.

Objetivos da Lição
Conhecer as similaridades entre Jesus e Jeremias;
Identificar as promessas de restauração e renovação;
Analisar os aspectos do novo concerto.

Glossário
Introspectivo: Exame e contemplação das próprias experiências, dos próprios pensamentos e sentimentos;
Prenúncio: Anúncio de coisa que há de acontecer;
Similaridade: Que é parecido ou semelhante a outro.

Leituras complementares
Segunda Jr 23.1
Terça Jr 23.2
Quarta Jr 12.3
Quinta Jr 23.4
Sexta Jr 31.31
Sábado Mt 26.28

Textos de Referência.
Jeremias 23.5-8
5 Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; sendo rei, reinará, e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na terra.
6 Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o nome com que o nomearão: O Senhor, Justiça Nossa.
7 Portanto, eis que vêm dias, diz o Senhor, em que nunca mais dirão: Vive o Senhor, que fez subir os filhos de Israel da terra do Egito,
8 mas: Vive o Senhor, que fez subir e que trouxe a geração da casa de Israel da terra do Norte e de todas as terras para onde os tinha arrojado; e habitarão na sua terra.

Hinos sugeridos.
291, 465, 472.

Motivo de Oração
Ore para que a Igreja influencie as pessoas ao seu redor de forma positiva.

Esboço da Lição
Introdução
1. As similaridades entre Jeremias e Jesus.
2. O prenúncio do Messias.
3. A promessa de um novo concerto.
Conclusão

Introdução
Nesta última lição do trimestre, vamos refletir que, mesmo em momentos de aparente caos e descontrole, o Senhor Deus tem uma mensagem de esperança para o Seu povo.

1. As similaridades entre Jeremias e Jesus.
As similaridades entre o profeta Jeremias e Jesus Cristo são muitas. A mensagem profética de Jeremias diz respeito a um “novo concerto com o Senhor” (Jr 31.31). Por conseguinte, no Novo Testamento, esse novo concerto foi estabelecido com a morte e ressurreição de Jesus (Lc 22.20). O Messias estabeleceu a nova aliança (Jr 31.31; Mt 26.28). 

1.1. Suas Missões eram de alcances mundiais.
A Palavra de Deus nos informa que, assim como Jesus, a missão do profeta Jeremias não resumia a pregar somente para a sua nação (Jr 1.5). Assim como Jesus Cristo sofreu grande oposição na Sua missão, advertindo seus concidadãos que o juízo de Deus estava próximo (Mt 12.14), com o profeta Jeremias não foi diferente.

Jeremias foi nomeado profeta tanto para Judá quanto para as nações (Jr 1.5). Jesus pregou o Evangelho em Israel e mandou pregar a todas as nações (Mc 16.15). Quando Deus falou com Jeremias, sabia que ele contestaria, mas, mesmo assim, o escolheu e o enviou para as nações (Jr 1.5). Ele gritava contra o pecado de seus compatriotas e os recriminava com rigor por causa da idolatria (Jr 7.30-34; 44.23). Com Cristo não foi diferente. Quando Ele falava, discorria como quem tem autoridade, deixando autoridades religiosas, políticos e cidadãos de todo o tipo perplexos e, de alguma forma, profundamente impactados (Mt 7.29).

1.2. Outras semelhanças entre Jeremias e Jesus.
Vejamos algumas semelhanças entre Jesus e Jeremias: ambos eram solteiros; Foram rejeitados na própria nação; sofreram com a rebeldia dos falsos profetas; choraram sobre a cidade de Jerusalém; Deus honrou a ambos. Que bom estudar sobre a vida do profeta Jeremias. Aprendemos muito com este homem e suas dores. Jeremias e Jesus eram familiarizados com o sofrimento. Entre todos os profetas, sem contar nosso Senhor Jesus Cristo, Jeremias foi o que mais sofreu, não houve dores iguais às suas (lm 1.12.13). Ao ponto de ficar conhecido universalmente como “o profeta das lágrimas”.

O profeta Jeremias passou por diversos sofrimentos: o desprezo do seu próprio povo (Jr 12.6); ferimentos e prisões (Jr 20.1-2); solidão (Jr 38.6); sofrimento dos líderes de Judá (Jr 18.18); perigo de morte constante (Jr 26.8). Semelhante, Jesus sofreu dores físicas e emocionais; preso (Mt 26.50); teve julgamento injusto (Mt 26.57); viu Pedro o negar três vezes (Mc 14.54, 72); foi condenado pelo Sinédrio (Mt 27.1); caminhou até o Gólgota (Mt 27.32, 34); sofreu flagelação e uma coroa de espinhos foi colocada em Sua cabeça (Lc 23,1, 25); foi crucificado (Mt 27.35).

1.3. Jesus é o verbo de Deus.
Semelhante a Jeremias, Jesus também não foi bem aceito por Seu povo. Mesmo sendo Ele o “Verbo... e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). A própria Palavra de Deus personificada, a perfeita revelação de Deus. Como poderia algum homem mortal lutar contra a presença do seu criador? Mas o apóstolo João assegura que não foi bem assim: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (Jo 1.11). Embora Ele ensinasse com autoridade e como boca de Deus expulsasse os demônios, confirmando sua autoridade profética (Mc 5.1-14), Cristo foi recusado pelos homens! Em várias circunstâncias, Jesus foi abandonado pelas multidões que escutaram Suas admoestações e puderam ver Seus amplos atos. Quando chegou o momento de decidir o que fazer com o filho de Deus, a população gritou e persistiu em Sua morte (Lc 23.28, 23).

A boca fala o que o coração está cheio (Lc 6.45). Como falar coisas boas, se nosso coração está cheio de odiosidade, rancor, fúria e desgostos? Como pensar coisas boas, se esse mesmo coração está transbordando de sentimentos venenosos? Quando permanecemos na presença de deus, o nosso coração é livre para adorar, as palavras que dizemos são boas e edificam a nossa vida. Precisamos cuidar do nosso interior para que o nosso coração esteja cheio de Deus e possamos ser boca de Deus na Terra.

2. O prenúncio do Messias.
Jeremias profetizou sobrea vinda de um líder, o Messias (Jr 23.5-6). O profeta o apresenta como um ramo da casa de Davi, o Rei que iria reinar com autoridade e justiça.

2.1. Cristo, o Renovo Justo.
No início do capítulo 23 do livro de Jeremias, Deus fala sobre “os pastores que apascentam o meu povo” (Jr 23.2), que agiram com maldade e não cuidaram, como deviam, do rebanho do Senhor (o povo de Israel). Porém, a história do povo de Deus não terminará em destruição e dispersão, pois “...Vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo” (Jr 23.5). Virá um Pastor, Jesus Cristo (Jo 10), que agregará as ovelhas, fazendo-as voltar ao aprisco, e “frutificarão e se multiplicarão” e, assim, “haverá um rebanho e um pastor” (Jr 23.3; Jo 10.16).

Os pastores eram os líderes falsos do rebanho, que deixaram que ele dispersasse e no fim fosse destruído (Jr 2.8; 10.21; 23.1-4). Má liderança foi um dos fatores que causaram o exílio. Ovelhas pastando é uma imagem campestre muito comum nas Sagradas Escrituras. Deus, o supremo Pastor (Jo 10.11), mostrou com Sua morte até onde o amor divino estava disposto a ir para redimir a humanidade pecadora.

2.2. Cristo, nossa esperança.
Em um contexto de pecado, castigo, cativeiro e desolação, há promessa de restauração e renovação para o povo de Deus: renovo (Jr 23.5-6); restauração (Jr 30.17-22); e novo concerto (Jr 31.31-34). É como se o profeta Jeremias penetrasse no futuro, olhando, pela fé, as verdades que o Senhor estava lhe revelando. Em meio ao caos que se instalava em Jerusalém, Deus estava lhe apresentando o cumprimento das promessas acima citadas, na pessoa de Jesus Cristo: Ele é o Renovo! Ele restaura e é o mediador do novo concerto. Portanto, “há esperança, no derradeiro fim...” (Jr 31.17).

Na restauração, Deus enxugará dos olhos do Seu povo todas as lágrimas (Ap 7.17; 21.4). Israel agora disciplinado, seguirá as recomendações de Deus, cujo jugo é agradável quando carregado adequadamente (Mt 11.30). Como um pródigo que retorna, Israel veria o amor de Deus derramado sobre si em abundância (Lc 15.22-32).

2.3. Cristo, a certeza da restauração.
A palavra “renovo”, no hebraico, significa “um broto), “um ramo”, “aquilo que cresce”. Seria possível a restauração do povo de Deus (Israel)? Estava parecendo uma árvore arrancada. Porém, a infalível Palavra de Deus afirmava que a “árvore” irá renascer, do seu tronco, das suas raízes, um renovo surgirá e implantará a restauração da ordem e da justiça. O propósito de Deus prevalecerá. Aqueles que atentarem à Palavra de Deus e se voltarem arrependidos para o Senhor desfrutarão do tempo de restauração. Quando Deus castiga o Seu povo, não é visando destruir, mas restaurar (Jr 31.17-18; Hb 12.5-11).

Na passagem bíblica de Hebreus 12.1-20, os leitores são exortados a olhar para o maravilhoso exemplo de nosso Senhor Jesus Cristo, e isto leva diretamente a uma discussão sobre a disciplina. O escritor aos Hebreus demonstra que ela é essencial para a vida cristã, e exorta seus leitores de modo enfático a evitarem a inconsistência moral, e apela ao caso de Esaú para ilustrar este aspecto. Mais uma vez ressalta a grande vantagem da Nova Aliança sobre a Velha Aliança.

3. A promessa de um novo concerto.
A lei e os sacrifícios efetuados no antigo concerto expunham a decadente condição espiritual do ser humano diante de Deus, indicando a total dependência do homem da graça e misericórdia do Senhor. O novo concerto é a providência divina para restaurar a comunhão do ser humano com Deus, por intermédio de Jesus Cristo.

3.1. Um concerto superior.
Segundo o antigo concerto. Deus abençoaria o povo de Israel caso obedecesse às leis divinas e castigaria caso desobedecesse. O povo concordou e Moises selou o compromisso oferecendo um sacrifício. Contudo, ao longo da história, continuamente o povo de Israel descumpriu as exigências da Lei, revelando a incapacidade de toda a humanidade em viver de acordo com a vontade de Deus por seus próprios esforços. Por esta razão, Deus promete um novo concerto, “não conforme o concerto que fiz com seus pais” (Jr 31.32). “Um melhor concerto...melhores promessas”. (Hb 8.6).

A passagem bíblica de Jeremias 31.31-34 nos mostra que a aliança mosaica não será suficientemente flexível para a nova época da graça divina e, por isto, terá de ser substituída. A nova aliança será inscrita profundamente na vontade dos israelitas, que obedecerão ao Senhor por escolha e não mais por obrigação. A apostasia será substituída por uma atitude de fidelidade a Deus e a nação nunca mais servirá a nenhuma outra. O profeta Jeremias insiste em que a apostasia é a raiz de todos os problemas de Israel.

3.2. O novo concerto e a interioridade.
O profeta Jeremias denunciou que o povo de Israel entrava pelas portas do templo para adorar ao Senhor, orava, ouvia a leitura da Lei, observava dias, festas e cerimônias, contudo, não havia mudança no comportamento diário, pois a nação continuava no adultério, furto, sincretismo religioso e cometendo abominação (Jr 7), ou seja, o povo se limitava a demonstrações exteriores! Porém, no novo concerto, a demonstração de fidelidade a Deus começará no interior, no coração (Jr 31.33).

O próprio Jesus Cristo apontou a transgressão dos escribas e fariseus de Seu tempo pelo fato de não terem cuidado do coração (Mt 15.8, 18.20). É preciso ter atenção para não repetirmos os mesmos erros. Como está o nosso coração? Os discípulos de Jesus Cristo precisam entender que é justo resistir a todo e qualquer ensinamento que não provenha das Sagradas Escrituras, isolando e abandonando todos os instrutores que persistem no erro. Cedo ou tarde, toda doutrina falsa será totalmente desarraigada e lançada ao opróbrio. Somente fica de pé aquilo que está fundamentado sobre a Palavra de Deus. 

3.3. O novo concerto e o mistério de Deus.
“E ser-me-eis por povo, e eu vos serei por Deus” (Jr 30.22). É o que o Eterno Deus sempre quis e continua querendo. A ação de Deus no interior do ser humano proporcionará a concretização desse plano divino: “e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (Jr 31.33). O mistério revelado quanto ao citado plano de Deus é que mesmo quem não é israelita, segundo a carne, também está sendo chamado por Deus para fazer parte do Seu povo (Ef 3.4-6). O Senhor Jesus Cristo une a todos que nEle creem em um só povo (Ef 2.14, 16). Por intermédio da Igreja, Deus está anunciando a todos os homens que se arrependam para que sejam “um povo para o seu nome” (At 15.14; 1Pe 2.9-10).

Tanto judeus como gentios, em Jesus Cristo, são um novo homem (Ef 2.15). Antes, sem Cristo, os gentios estavam distantes (Ef 2.13), mas, agora, por estarem em Cristo, se aproximaram. Vale a pena ressaltar que essa aproximação não se deu pelos ensinos de Cristo vertido na cruz do Calvário. Divisões e distinções não existem mais conforme a posição de cada um perante Deus. O Eterno Deus usou de um meio para os que antes estavam divididos se tornassem um (Jo 10.16; 17.11; 1Co 10.17; 12.13).

Conclusão.
Devemos fazer um exame introspectivo à luz da Palavra de Deus, a fim de avaliar a nossa vida, se estamos realizando um bom trabalho no cumprimento de nossa missão, se estamos sendo conduzidos pela verdadeira adoração em uma comunhão intensa com Deus e com os nossos irmãos.

Questionário.
1. Quem estabeleceu a nova aliança?
R: O Messias (Jr 31.31; Mt 26.28).

2. Qual era o alcance da missão de jeremias?
R: Mundial (Jr 1.5).

3. Como Jeremias era conhecido?
R: Como “o profeta das lágrimas” (Lm 1.12-13).

4. Quem é o Renovo Justo?
R: Jesus (Jr 23.5).

5. Quando Deus castiga o Seu povo, qual é o Seu objetivo?
R: Restaurar (Jr 31.17-18; Hb 12.5-11).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Jeremias – Deus convoca Seu povo ao arrependimento, Jovens e Adultos, edição do professor, 2º trimestre de 2017, ano 27, Nº 103, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

Lição 13 Jesus Cristo, o Modelo Supremo de Caráter



Lição 13 Jesus Cristo, o Modelo Supremo de Caráter
25 de Junho de 2017

TEXTO ÁUREO
"[...] E o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz."
(Is 9.6)

VERDADE PRÁTICA
Como Homem, Jesus encarnou e demonstrou ter um caráter perfeito, suportando as fraquezas humanas, sem dar lugar ao pecado.

LEITURA DIÁRIA
Segunda  -  Jo 1.2
Jesus, o Verbo de Deus
Terça  -  Gn 3.15
Jesus, a semente da mulher
Quarta  - Jo 1.14
Jesus, o Unigênito do Pai
Quinta  - At 10.38
Jesus, ungido por Deus
Sexta  - Jo 14.6
Jesus, o caminho, a verdade e a vida
Sábado  - Mt 24.30
Jesus voltará "com poder e grande glória"

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 1.18, 21-23; 3.16,17
Mt 1.18 - Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.
21 - E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.
22 - Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz:
23 - Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus conosco).
Mt 3.16  - E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.
17 - E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

OBJETIVO GERAL
Explicar que o crente só terá uma vida frutífera se estiver ligado à Videira Verdadeira.

HINOS SUGERIDOS: 3, 41, 412 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Apresentar Jesus de Nazaré como Filho do Homem;
Apontar o ministério e caráter supremo de Jesus;
Explicar a respeito da morte, ressurreição e volta de Cristo.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, vamos concluir o trimestre estudando a respeito do Homem mais importante de todos os tempos  - Jesus.  Sua vinda a este mundo se deu de forma sobrenatural e foi tão significativa e marcante que a História foi dividida em duas partes: antes de Cristo e depois. Como Homem, Jesus teve um desenvolvimento e um caráter perfeito que refletia a sua natureza divina. Até os 30 anos, Ele viveu como todo judeu. Foi apresentado no Templo por seus pais, participou das festas judaicas, trabalhou como carpinteiro, pagou impostos e teve uma vida sociável, indo a jantares na casa dos amigos e a festas de casamento. Por isso, Jesus deve ser nosso modelo e referência como Homem e servo. Que possamos seguir sempre os seus passos, glorificando o seu nome.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Nesta lição, refletiremos a respeito de Jesus, o Homem de caráter perfeito. É impossível descrever a grandeza de sua personalidade e do seu caráter com palavras meramente humanas. Sua entrada no seio da raça humana, que se achava em miséria espiritual, não somente significou Deus entre nós, o Emanuel (Mt 1.23), mas o cumprimento da promessa do Criador de redimir o homem no Éden. Ele se humanizou como "a semente da mulher" que haveria de ferir a cabeça do Diabo (Gn 3.15).

PONTO CENTRAL
Como Homem, Jesus demonstrou ter um caráter perfeito.

I - JESUS DE NAZARÉ, O FILHO DO HOMEM

1. Sua origem humana. Jesus se fez homem a fim de remir o homem perdido, através do mistério da encarnação. Ele, o Verbo Divino se fez carne "e habitou entre nós" (Jo 1.14). Ele nasceu como homem no tempo (gr. Kairós) de Deus. Diz Paulo: "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" (Gl 4.4,5).

2. Sua entrada no mundo. Foi marcada por eventos de caráter espiritual e humano de grande significado. O anjo Gabriel foi enviado à pequena cidade de Nazaré, na Galileia, para anunciar à jovem Maria que ela seria mãe do Salvador do mundo, e que Ele seria gerado pelo Espírito Santo (Lc 1.30,31; 34,35). Ao ser concebido Jesus se fez Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus.

3. Seu desenvolvimento humano e espiritual. Seu caráter singular é modelo e referência para todos os homens em todos os lugares e em todos os tempos. Em sua infância e adolescência, sua criação foi esmerada: "E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. Ora, todos os anos, iam seus pais a Jerusalém, à Festa da Páscoa" (Lc 2.40,41). Dos doze aos trinta anos, Jesus exerceu o ofício de carpinteiro, aguardando o momento de iniciar seu ministério terreno em prol da salvação da humanidade. Seu caráter humano refletia a sua natureza divina. Ele foi apresentado ao mundo como "O Verbo" que "era Deus", sendo Criador de todas coisas, pois "Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez" (Jo 1.1-3).

Jesus pôs em evidência a insensibilidade dos religiosos que não tinham compaixão pelos caídos à beira do caminho.

SÍNTESE DO TÓPICO I
Jesus de Nazaré foi e é o Filho do Homem

SUBSÍDIO CRISTOLÓGICO
"Filho do Homem
De todos os seus títulos, 'Filho do Homem' é o que Jesus preferia usar a respeito de si mesmo. E os escritores dos  evangelhos sinóticos usam a expressão 69 vezes. O termo 'filho do homem' tem dois possíveis significados principais. O primeiro indica simplesmente um membro da humanidade. E, neste sentido, cada um é um filho do homem. Tal significado era conhecido nos dias de Jesus e remonta (pelo menos) aos tempos do livro de Ezequiel, onde é empregada a fraseologia hebraica bem' adam, com significado quase idêntico. Essa expressão, na realidade, pode até mesmo funcionar como o pronome da primeira pessoa do singular, 'eu' (cf.  Mt 16.13).
Por outro lado, a expressão é usada também a respeito da personagem profetizada em Daniel e na literatura apocalíptica judaica posterior. Essa personagem surge no fim dos tempos com uma intervenção dramática, a fim de trazer a este mundo a justiça de Deus, o seu Reino e o seu julgamento. Daniel 7.13,14 é o texto fundamental para esse conceito apocalíptico" (HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 310).


CONHEÇA MAIS
*Jesus
"O ministério terreno de Jesus começou na cidade de Belém, na província romana da Judeia. A ameaça à vinda do Rei Jesus, quando menino, levara José a reunir a família e fugir para o Egito, mas, ao retornarem, Deus recomendou que se estabelecessem em Nazaré, na Galiléia. Com aproximadamente 30 anos, Jesus foi batizado no rio Jordão e, logo depois, foi tentado por Satanás no deserto da Judeia. Então, Jesus principiou seu trabalho em  Cafarnaum, e passou a ministrar por toda a Israel, proferindo parábolas, ensinando sobre o Reino e curando os enfermos." Para conhecer mais leia, Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p. 1210.

II - SEU MINISTÉRIO E CARÁTER SUPREMO

1. O caráter exemplar de Jesus. Em seu ministério, Jesus demonstrou aspectos do seu caráter que são referência e modelo para todos os que o aceitam como Senhor e Salvador. Suas ações revelam tanto o lado divino como o lado humano de sua personalidade marcante e singular.
a) Humildade e mansidão. Para iniciar o seu ministério, foi até o rio Jordão para ser batizado por João Batista. Este sentiu-se constrangido, dizendo que Jesus é que deveria batizá-lo. Mas Jesus insistiu com João para que o batizasse, a fim de cumprir "toda a justiça" (Mt 3.13-15). Ele implantou a "escola da mansidão e da humildade", convidando a todos para aprenderem com Ele (Mt 11.28-31). Sendo Deus, Criador e Senhor, despojou-se de seus atributos divinos, tornou-se homem e servo, humilhando-se "até à morte" (Fp 2.6-8). Jesus surpreendeu os discípulos quando fez um trabalho de escravo, lavando os pés de todos eles (Jo 13.3-5). Mansidão e humildade são requisitos indispensáveis para quem quer ser discípulo de Jesus.
b) Misericórdia e compaixão. Ele teve compaixão das multidões, que andavam desgarradas como ovelhas sem pastor (Mt 9.36). Curou muitos que sofriam com enfermidades (Mt 14.14). Ele se compadeceu das pessoas famintas (Mt 15.32). Na parábola do Bom Samaritano, Jesus pôs em evidência a insensibilidade dos religiosos que não tinham compaixão pelos caídos à beira do caminho (Lc 10.30-37). Hoje, infelizmente, muitos que se dizem cristãos têm mais preocupação com riquezas, posições e prestígio pessoal do que com as almas atacadas pelo Maligno.
c) Espírito pacificador. Jesus conhecia bem a natureza humana sujeita a desavenças e desentendimentos, mesmo entre os irmãos. Por isso, exortou: "Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta" (Mt 5.23,24). De forma mais prática, ele reproduziu a mensagem do salmo 133, tão esquecida nos dias atuais. Paulo aconselha-nos a ter paz com todos, sempre que possível (Rm 12.8; Hb 12.14).

2. Na prática, Ele demonstrou o seu imenso amor pelos pecadores. Os fariseus queriam matar a mulher adúltera. Jesus a perdoou e ordenouque não pecasse mais (Jo 8.11). Aos seus discípulos, ensinou: "Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor" (Jo 15.9). Ele declarou ao doutor da lei que o maior dos mandamentos é amar a Deus acima de tudo, e o segundo, é amar ao próximo como a si mesmo (Mt 22.34-40). O amor é "a marca do cristão" (Jo 13.34,35).

3. Seu caráter é referência para a Igreja. Ele disse: "Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.15). Em seu aspecto espiritual, como corpo de Cristo, a Igreja não tem defeito. Ela é "igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível" (Ef 5.27). No aspecto humano, porém, como organização existem as "igrejas", formadas por homens mortais, falíveis e sujeitos a erros e pecados. Jesus é "o caminho, e a verdade, e a vida" (Jo 14.6).

Jesus declarou que o maior dos mandamentos é amar a Deus acima de tudo, e o segundo, é amar ao próximo como a si mesmo.

SÍNTESE DO TÓPICO II
Como Filho do Homem, Jesus teve um ministério e caráter supremo.

SUBSÍDIO CRISTOLÓGICO
"O Ministério Terreno de Cristo
Cristo se fez Homem e Servo. Sendo rico, fez-se pobre; sendo santo, foi feito pecado (2 Co 5.21). Fez-se maldição (Gl 3.13) e foi contado com os transgressores. Sendo digno, consideraram indigno. Foi, ainda, feito menor que os anjos, que devem ter ficado espantados ao verem Deus encarnado, como servo, sendo tentado, sofrendo escárnio e crucificado. Mas, depois de tudo, viram entronizado e glorificado.
Após seu batismo, Jesus inicia seu ministério. João Batista não via necessidade de que Ele fosse batizado: sentiu-se inferior e sabia que Jesus não tinha pecado - Ele não precisaria passar por um batismo de arrependimento nem tinha de que se arrepender, mas Jesus fez questão de ser batizado, num ato de obediência e para cumprir toda a justiça, deixando-nos o exemplo (Mt 3.14,15). Seu ministério foi exercido na plenitude do Espírito. Após ter sido batizado por João, Jesus foi impelido pelo Espírito Santo, a fim de jejuar quarenta dias e quarenta noites no deserto. Nesta fase de jejum, oração e meditação num lugar solitário, preparado pelo Espírito Santo, Ele teve o seu preparo espiritual.
O ministério de Jesus durou cerca de três anos. O cálculo da duração é feito com base nas festas pascais em que Ele esteve. O início de seu ministério se deu na véspera de uma Páscoa; depois, participou de mais duas e morreu na véspera de outra. O primeiro ano foi o da obscuridade; o segundo, o do favor público e o terceiro, o da oposição" (SILVA, Severino Pedro da. Teologia Sistemática Pentecostal. 1.ed, Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p. 142).

Através de sua morte, Jesus, fiel Sumo Sacerdote, propiciou a reconciliação do homem com Deus.

III - A MORTE, RESSURREIÇÃO E VOLTA DE CRISTO

1. A morte de Cristo, exemplo supremo de amor. O significado de sua morte pode ser resumido no que Ele próprio disse a Nicodemos: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). Através de sua morte, Jesus, fiel Sumo Sacerdote, propiciou a reconciliação do homem com Deus (Hb 2.17). Na cruz, Ele revelou o auge de seu caráter amoroso e perdoador. Antes do último suspiro, clamou a Deus: "E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem [...]" (Lc 23.34).

2. A ressurreição de Jesus e a sua vinda em glória. Na ressurreição, o caráter humano foi absorvido pelo caráter divino. Se para fazer-se homem despojou-se de sua glória, na ressurreição retomou a plenitude de sua grandeza divina, e venceu todas as forças do mal, resultantes da Queda do homem (1 Co 15.19-26).

SÍNTESE DO TÓPICO III
Jesus veio ao mundo, morreu, ressuscitou e voltará novamente para buscar aqueles que são seus.

SUBSÍDIO CRISTOLÓGICO
A morte de Cristo foi voluntária
"Jesus não foi forçado à cruz. Nada fez contra a sua vontade. Submeteu-se à aflição espontaneamente. Humilhou-se até à morte, e morte de cruz. Deixou-se crucificar. Que graça espantosa por parte daquEle que tudo podia fazer para evitar tamanho suplício. Ele tinha o poder de entregar a sua vida e tornar a tomá-la - e de fato fez isso. Sim, eterno Salvador não foi forçado ao Calvário, mas atraído para ele, por amor a Deus e à humanidade perdida.
Sua morte foi vicária e sem dúvida, o profeta Isaías tinha em mente o cordeiro pascal, oferecido em lugar dos israelitas pecadores. Sobre a cabeça do cordeiro sem mancha realizava-se uma transferência dupla. Primeiro, assegurava-se o perdão divino mediante o santo cordeiro, oferecido e morto. Segundo, o animal, sendo assado, servia de alimentação para alimentar o povo eleito. O sacrifício de Cristo foi duplo: morreu para nos salvar, e ressuscitou para nossa justificação. Cristo também é o Pão da vida, o nosso 'alimento diário'.
Sua morte foi cruel. Ele foi levado ao matadouro, esta palavra sugere brutalidade. Não é de admirar que a natureza envolvesse a cruz em um manto de trevas, cobrindo, assim, a maldade dos seres humanos.
José de Arimatéia, conseguiu permissão de Pilatos para tirar o corpo da cruz. E, com Nicodemos, levando quase cem arráteis dum composto de mirra, aloés, envolveram o corpo do Senhor em lençóis com as especiarias, como era costume dos judeus. Havia no horto daquele lugar um sepulcro em que ainda ninguém havia sido posto. Ali puseram Jesus (Jo 19.38-42). Sepultar os mortos era considerado um ato de piedade. Também era comum que se sepultassem os mortos no mesmo dia de seu falecimento. O corpo de um homem executado não tinha permissão de ficar pendurado na cruz a noite inteira (Dt 21.23), pois isso, para a mente judaica, poluiria a terra. Às seis horas, começaria o sábado da semana da Páscoa, durante a qual estava proibida qualquer execução" (SILVA, Severino Pedro da. Teologia Sistemática Pentecostal. 1.ed, Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p. 156).

Jesus é o maior e mais excelente personagem da História.

CONCLUSÃO
Jesus é o maior e mais excelente personagem da História. Não é fácil descrevê-lo, não tanto por falta de dados e informações, mas por causa de sua grandeza, de sua personalidade singular e de seu caráter inigualável. Não poderia ser diferente. "Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência " (Cl 1.16-18).

PARA REFLETIR
A respeito de Jesus Cristo, o modelo supremo de caráter, responda:

Para que Jesus se fez homem?
Para remir o homem perdido.

Que fez Jesus dos doze aos trinta anos?
Ele exerceu o ofício de carpinteiro, aguardando o momento de iniciar seu ministério.

Que revelam as ações de Jesus em seu ministério?
O lado divino e o lado humano de sua personalidade singular.

Cite algumas características do caráter de Jesus como homem perfeito.
Humilde, manso, misericordioso, pacificador.

Como Jesus demonstrou seu amor pelos homens?
Ele demonstrou seu amor na prática.

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 70, p42. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

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Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Adultos, professor, O Caráter do Cristão – Moldado pela Palavra de Deus e provado como ouro, Comentarista Elinaldo Renovato, 2º trimestre 2017.