segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Lição 9 A geração que fracassou na Terra da Promessa.



Lição 9 A geração que fracassou na Terra da Promessa.
26 de fevereiro 2017

Texto Áureo
Eclesiastes 1.4
“Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece”.

Verdade Aplicada
A pior tragédia para uma geração é viver alienada de Deus, andando por seus próprios caminhos.

Objetivos da Lição
Esclarecer que a felicidade de uma geração não garante o sucesso da geração futura;
Ensinar que é possível viver alienado de Deus, mesmo nascendo em um lar cristão;
Tornar evidente que uma geração pode comprometer o sucesso da seguinte quando não cumpre seu propósito.

Glossário
Antepassados: Gerações anteriores de uma pessoa, ou de um povo;
Minimizar: Diminuir; considerar sem importância;
Seara: Grande números de pessoas engajadas a algum princípio benéfico.

Leituras complementares
Segunda Dt 8.11-14
Terça Pv 8.13
Quarta Lm 5.17
Quinta Os 6.3
Sexta Jo 4.36-38
Sábado 1Tm 4.1-3

Textos de Referência.
Juízes 2.6-8, 10
6 E, havendo Josué despedido o povo, foram-se os filhos de Israel, cada um à sua herdade, para possuírem a terra.
7 E serviu o povo de Israel ao Senhor todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que prolongaram os seus dias depois de Josué e viram toda aquela grande obra do Senhor, a qual ele fizera a Israel.
8 Faleceu, porém, Josué, filho de Num, servo do Senhor, da idade de cento e dez anos.

10 E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco a obra que fizera a Israel.

Hinos sugeridos.
169, 186, 432

Motivo de Oração
Clame para que surjam professores capacitados para ensinar sobre Jesus.

Esboço da Lição
Introdução
1. Fidelidade de um e o sucesso de outro.
2. Por que fracassa uma geração?
3. Uma geração pode afetar a outra.
Conclusão

Introdução
Dentro da totalidade do plano eterno de Deus, a vida é um sopro, curta demais para tudo realizar. Cada geração desempenha sua parte na realização deste projeto e cada uma depende da outra para concluí-lo.

1. Fidelidade de um e o sucesso de outro.
Por mais poderosa e consagrada que seja uma geração, ela é insuficiente para dar conta de todo o trabalho dessa grande seara. A geração pós-Josué jamais compreendeu que o plano de Deus se concretiza de maneira progressiva através de gerações.

1.1. Os desafios de nossa geração.
Uma das maiores discussões de nosso planeta está em como aprender a conviver com as mudanças de nossa geração que passa, outra surge com novos desafios. Por exemplo, em alguns países, existem leis que aprovam os casamentos de pessoas do mesmo sexo (1Tm 4.1-3). Muita coisa ilegal nas gerações passadas, está sendo legalizada. Outro fato alarmante é que há aproximadamente cinquenta anos, o sexo entre jovens e não-casados era visto como desonroso, mas, hoje em dia, tornou-se comum, onde muitos jovens têm se tornado pais cada vez mais cedo.

Infelizmente, os dias atuais estão marcados pela irresponsabilidade daqueles que deveriam ser o reflexo da glória do Senhor e responsáveis pela expansão do Reino de Deus aqui na terra. É bem verdade que esse mau comportamento pode causar danos às futuras gerações.

1.2. Cada geração nasce com uma responsabilidade.
A história de Josué terminou maravilhosamente bem. Ele viveu cento e dez anos e sua geração foi fiel a Deus e cumpriu tudo que com o tempo se permitiu (Jz 2.7-8). Porém, em meio a tanto sucesso, a seguinte geração pouco herdou da herança espiritual de seus pais. Nos dias de Josué
houve muitas conquistas, mas não todas. O que restava deveria ser concluído pelos filhos daquela geração. Não somente morreu Josué e sua geração, morreu também seu legado. A seguinte geração, além de não conhecer a Deus, ainda desconheceu o legado de seus antepassados (Jz 2.7).

Na verdade, não é que eles não conheceram. Eles sabiam, mas nunca tiveram uma experiência marcante como a de seus pais. Eles nasceram numa terra farta, jamais foram escravos, tiveram a mão forte do Senhor a guia-los, mas fracassaram em seu legado. Cada geração precisa ter seu encontro pessoal com o Senhor Deus, pois a salvação é individual.

1.3. Toda geração possui uma missão.
Desde a saída do Egito, o Senhor tinha um propósito para o Seu povo. Deus não queria que perecessem no deserto. Eis sua vontade: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Êx 19.5-6).

Sabe o que significa um tesouro especial? É aquilo em que Deus põe Sua total atenção, Seu cuidado, seu amor. Os filhos de Israel foram escolhidos para andar com Deus (Is 41.9). Mas não era somente isso. Eles deveriam ser também para Deus um reino de sacerdotes e nação santa. Deus não os chamou somente para lhes conferir as riquezas de Sua graça. O Senhor dos Exércitos contava com eles para que cumprissem um propósito. A missão de Israel era primeiro conhecer intimamente a Deus e depois revelar esse conhecimento para as nações (Êx 19.5). Vale a pena ressaltar que um tesouro, além de ser a maior conquista de um rei, é também algo que exige segurança e cuidados especiais para que os inimigos não o levem. Ser tesouro do Eterno Deus é ter um grande valor e uma grande proteção.

2. Por que fracassa uma geração?
O fracasso da terceira geração foi simplesmente viver com Deus sem achar que deveria conhecê-Lo. É possível comer o maná e jamais entender seu significado. É possível estar no templo sem Deus no coração. O relacionamento com Deus deve ser contínuo para conhecê-Lo e entender Sua Palavra.

2.1. Viver sem comunhão com Deus.
A terceira geração nasceu livre, em uma terra abundante. Eles não precisavam esperar uma porção diária, como seus pais no deserto (Dt 8.7-10). Por esse motivo, relaxaram quanto à atenção que deveriam ter em relação à comunhão com Deus e a consciência de serem seus dependentes dEle, resultando, assim, em tragédia e ruína. Essa geração não teve experiências significativas com Deus. Consequentemente, nunca chegou a ter consciência de sua necessidade de Deus. Eles deveriam recordar que seus pais foram salvos de uma escravidão que eles nunca experimentaram (Dt 8.11-14). Todavia, seu maior engano foi imaginar que não precisavam tanto de Deus quanto seus pais precisaram.

O Eterno Deus falava e o menino Samuel não entendia. Assim acontece com muitas gerações (1Sm 3.6-7). É importante entender que aqueles que foram libertos de uma vida escrava, que viveram escravizados por toda sorte de pecados, sabem muito bem o valor da salvação (Sl 116.16).

2.2. Viver sem compromisso.
Nascemos com um propósito todo especial designado por Deus (Jr 1.5). Viver apenas para si e para os próprios deleites empobrece a nossa existência (Jo 4.36-38). Deus não nos chamou para olhar para trás e criticar ou desfazer o que foi feito antes, mas, sim, para dar continuidade e seguir adiante com o plano, buscando constante aperfeiçoamento para melhor cumprirmos a missão dada por Deus (Ef 4.12), preparando outras gerações para que possam ir adiante de nós e alcancem o que não pudemos alcançar (Sl 145.4).

A evolução da ciência e as principais descobertas da atualidade não aconteceram do dia para a noite. Elas são fruto do trabalho de pessoas que praticamente se anularam e renunciaram a uma vida normal, para dedicarem-se integralmente às gerações posteriores. Eles sabiam que as futuras gerações dependiam inteiramente de seu árduo trabalho. Muitos morreram e nada viram, outros deram seguimento e concluíram com êxito a tarefa que lhes fora confiada (Tg 2.18, 22).

2.3. Viver sem conhecer a Deus é desperdiçar a própria vida.
A geração da terra fértil não precisava de forma alguma entrar por caminhos desconhecidos, não precisavam cometer os mesmos erros, pois seus pais eram seus espelhos (Dt 8.1). Qual o maior tesouro que uma geração pode deixar para outra? O conhecimento de Deus, Foi exatamente esse quesito que essa geração desperdiçou. Como é importante ter um histórico de vida com Deus em uma família. Hoje famílias inteiras estão sendo dizimadas. Casamentos estão desmoronando. O mundo vive um desequilíbrio social progressivo e a única coisa que pode frear o mal é um retorno à Palavra de Deus. O conhecimento de Deus vai além de saber que Ele existe, mas reside no fato de conhecer e obedecer à Sua Palavra (Os 4.6).

O propósito do nosso Deus é que sempre sigamos adiante. O que teríamos hoje se os cientistas que sequer conhecemos não assumissem a responsabilidade de dar continuidade às pesquisas? O que seria de nós? Eles viveram para uma missão. É isso que Deus também espera de nós (Jo 15.16).

3. Uma geração pode afetar a outra.
O que semeia para o futuro uma geração que vive sem Deus? Problemas, somente isso. Dessa geração que apenas viveu para si, desfrutando de uma terra fértil, surgiu uma geração problemática, imatura e incrédula, que Deus se compadecia e enviava um libertador a cada período de tempo, mas eles nunca se firmavam porque, infelizmente, não possuíam, como seus antepassados, uma vida com Deus (Jz 21.25).

3.1. Sem legado só restarão ruínas.
O descompromisso e a insensatez da geração da terra fértil fizeram parte do DNA da geração da época dos juízes (Lm 5.7, 17). Se observarmos a história dos grandes avivamentos, veremos que muito dos trabalhos feitos, por grandes homens e mulheres de Deus hoje não passam de lembranças. Muitos locais se tornaram em mercados, museus e até ferrovias. Em muitos outros, o que podemos encontrar são ruínas e uma lembrança de que um dia o Senhor esteve presente ali.

Não devemos apenas ter o Senhor Deus como amigo, devemos apresentar esse amigo, devemos apresentar esse amigo aos necessitados, àqueles que precisam. Mais do que nunca, a Igreja, a Noiva de Jesus Cristo, deve ser atuante e, por onde passar, deve deixar a marca da presença do Senhor. É importante destacar que os sucessos e fracassos das gerações passadas são placas sinalizadoras para a nossa caminhada (Pv 22.28).

3.2. Povo sem sucessão é povo sem sucesso.
Josué viveu bem e alcançou sucesso em suas conquistas. Mas existe um fator que deveria ser apreciado no tempo de sua gestão. Josué recebeu uma capacitação da parte de Moisés, mas não há registros de ter preparado outro líder para dar seguimento à obra que realizara (Dt 34.9). A obra feita pela geração de Josué avançou bastante, mas ainda havia muito a fazer. A palavra que descreve esse tempo é: “cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Jz 21.25).

Quando não se conhece ao Senhor, o que existe são apenas ideias e intenções humanas. E os resultados são sempre ruína e destruição espiritual. Uma árvore jamais produz fruto para si. Ela jamais irá desfrutar do próprio fruto. Seu fruto é sempre para outrem. Assim também somos nós. Não somos um fim em nós mesmos. Se em nossa morte nossa influência não se perpetuar, logo, o que tínhamos como sucesso, será esquecido de todos (Is 61.1-4). É importante ressaltar que a apostasia dos filhos de Israel durante o período dos juízes é muito mais repreensível quando vista através das grandes obras feitas pelo Senhor, o Deus Eterno. Grandes privilégios envolvem grandes responsabilidades.

3.3. Povo sem herança espiritual é povo sem perspectiva.
A geração da época dos juízes de Israel era tão problemática que até os seus libertadores eram oscilantes (Jz 2.16-19). Durante quatrocentos anos, tudo o que havia de Deus era uma lembrança. Deus até os socorria de tempos em tempos, mas quando morria um juiz o povo caia na mesma desgraça. A primeira grande tarefa de um salvo não é conhecer o que o Senhor é capaz de fazer, mas quem é o Senhor que o salvou (Os 13.4; Jr 9.24). Toda a desgraça se deu porque essa geração não conheceu ao Senhor. Esse foi o motivo de seu fracasso. Deus é Deus de aliança, de comunhão e não somente o doador de bênçãos.

A aliança com o Eterno Senhor Deus é a base para uma vida frutífera e feliz (Is 33.6). Leia Juízes 2.19 e veja esse versículo como o retrato de um povo que renunciou ao compromisso com o Senhor: “Porém sucedia que, falecendo o Juiz, tornavam e se corrompiam mais do que seus pais, andando após outros deuses, servindo-os e encurvando-se a eles; nem do seu duro caminho”. Vemos no livro de Juízes os princípios que regeram o relacionamento do Senhor Deus com os filhos de Israel durante quase dois séculos. Podemos observar que houve um ciclo repetitivo de quatro fases neste período: Apostasia, servidão, súplica e livramento. A nação israelita abandonou o Senhor, crime que envolvia a deslealdade a seus antepassados e esquecimento voluntário das poderosas obras que o Senhor realizara em seu benefício, especialmente o livramento do Egito. Todas as comprovações de suas tradições deveriam ter assegurado a fidelidade do povo, mas, ao contrário, voltaram-se para os deuses dos povos no meio dos quais haviam chegado, cuja religião parecia estar mais diretamente voltada para a prosperidade do povo.

Conclusão.
A geração pós-Josué não obteve o resultado esperado porque deixou o Senhor e serviu a deuses estranhos. Aprendemos nesta lição que mesmo estando no lugar em que Deus nos colocou, corremos o risco de perder a bênção e comprometer o sucesso das futuras gerações.

Questionário.
1. O que empobrece a nossa existência?
R: Viver apenas para si e para os próprios deleites (Jo 4.36-38).

2. O que pode frear o mal?
R: Um retorno à Palavra de Deus (Os 4.6).

3. O que fez parte do DNA da geração dos juízes?
R: O descompromisso e a insensatez (Lm 5.7, 17).

4. O que Josué não preparou?
R: Nenhum outro líder para dar seguimento à obra que realizava (Dt 34.9).

5. Qual a primeira grande tarefa de um salvo?
R: Conhecer quem é o Senhor que o salvou.

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Aprendendo com as Gerações Passadas, A importância, responsabilidade e o legado de uma geração temente ao Senhor para enfrentar as complexidades e os desafios da pós-modernidade, Jovens e Adultos, edição do professor, 1º trimestre de 2017, ano 27, Nº 102, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

Lição 9 A MISSÃO ENSINADORA DA IGREJA



Lição 9 A MISSÃO ENSINADORA DA IGREJA
26 de fevereiro de 2017

Texto do dia.
(2 Tm 2.2)
"E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros."

Síntese.
O ensino da Palavra faz com que a Igreja cresça, se fortaleça e possa resistir aos ataques do mundo e de Satanás.

Agenda de leitura
SEGUNDA - Cl 3.16 A palavra de Cristo em cada crente
TERÇA - Mt 28.19 Ensino, uma ordenança de Cristo
QUARTA - 2 Tm 2.2 Homens idôneos para ensinar
QUINTA - 2 Tm 3.16 Toda a Bíblia é proveitosa para o ensino
SEXTA - 1 Tm 5.17 Os que trabalham no ensino
SÁBADO - Mt 22.29 A falta de ensino conduz ao erro

Objetivos
DEFINIR ensino;
SABER a respeito do ensino na Bíblia;
COMPREENDER que o ensino tem como objetivo a transformação. 

Interação
Professor, você terá a oportunidade ímpar de ensinar a respeito da missão ensinadora da Igreja. Estamos vivendo tempos trabalhosos, onde muitos crentes, por falta de conhecimento bíblico, estão sendo seduzidos pelas falsas doutrinas. Enfatize o fato de que uma igreja sem ensino é uma igreja sem condições de cumprir com sua missão integral. O objetivo da doutrina cristã, do ensino, é tratar o homem como um todo, pois só a Palavra tem poder para transformar a alma e o espírito: "Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração" (Hb 4.12). A igreja tem uma missão proclamadora, mas também umaa responsabilidade com o ensino (Mt 28.19,20).

Orientação Pedagógica
Reproduza no quadro o esquema abaixo. Depois, pergunte aos alunos: "O que é ensinar?" Incentive a participação de todos tornando a aula mais dinâmica. Ouça as respostas e em seguida leia, juntamente com os alunos, o conceito apresentado no primeiro tópico da lição. Enfatize que sem o ensino bíblico a igreja não tem condições de cumprir com sua missão integral. Em seguida, utilize o quadro, para mostrar a importância da Educação Cristã.

EDUCAÇÃO CRISTÃ É....
1. Vida (Dt 32.2).
2. Santificação (Jo 17.17).
3. Sólido mantimento (Hb 5.14).
4. Um escudo contra as sutilezas de Satanás (Mt 7.15).
5. Liberdade em Cristo Jesus.

Texto bíblico
Marcos 16.15-20
15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
16 Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
17 E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas;
18 pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.
19 Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus.
20 E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O ensino é um mandamento bíblico. Mais do que pregar, Jesus esmerou-se em ensinar, pois seu ministério era de anunciar o Evangelho e as verdades do Reino de Deus. Ele levou tão a sério o ensino que deixou como orientação para a Igreja o ensino e a evangelização (Mt 28.19,20).
Nesta lição, veremos a importância do ensino bíblico e o seu alcance dentro da igreja local.  Estudaremos a respeito dos grupos que devemos alcançar para que cumpramos a nossa vocação de agência de ensino do Reino de Deus.

I - O QUE É ENSINAR

1. Definindo o termo. Ensinar é  o ato de doutrinar, transmitir conhecimento a outra pessoa, orientar, conduzir. O ensino cristão tem como objetivo a transformação espiritual e moral do ser humano, tornando-o uma pessoa melhor. No ensino bíblico o aluno não deve ser  expectador da aula, apenas recebendo informações. Ele precisa interagir com o professor e com os outros alunos, pois  assim  todos aprendem uns com os outros, partilhando experiências e conhecimento.

2. A Igreja ensinando a verdade. A igreja cumpre um papel fundamental na expansão do Reino de Deus por meio do ensino. Pessoas que são evangelizadas e aceitam a Cristo precisam ser edificadas e crescer espiritualmente por meio do ensino sistemático das Escrituras. Quem nasce de novo deve ser alimentado de forma constante, ou morrerá por inanição. Da mesma forma, o ensino bíblico deve ser encarado pela Igreja como uma tarefa essencial. E o que deve ser ensinado é a Palavra de Deus, pois ela é a verdade. Não devemos ocupar nossas classes de Escola Dominical e nossos cultos de doutrina, difundindo nas pessoas algo que não seja as Escrituras. 
3. A importância do mestre na igreja local. O professor é aquele que auxilia o pastor na área do ensino. Ele se dedica a edificar o povo de Deus por meio da explanação das Sagradas Escrituras e de sua aplicação na vida dos seus alunos, e esse trabalho deve ser feito com estudos constantes, pesquisa e domínio das técnicas de transmissão de conhecimento. Nem todos os mestres são grandes pregadores, pois pregar a Palavra de Deus é diferente de ensinar. Entretanto, por meio do trabalho do professor a igreja é edificada. A pregação da Palavra é de grande importância na congregação, mas o ensino também deve ser ministrado sistematicamente em nossas igrejas.
O professor deve ser uma pessoa que busca o conhecimento, e que deseja repassá-lo. Paulo ensinou a Timóteo, e este deveria repassar o ensino a homens fiéis, e esses, por sua vez, deveriam ensinar mais pessoas (2 Tm 2.2).

Pense
A Igreja de Cristo tem dado a devida importância ao ensino bíblico?

Ponto Importante
A Igreja de Cristo tem a importante função de transmitir as verdades sagradas por meio do ensino bíblico sistemático e constante.

II - O ENSINO NA BÍBLIA

1. No Antigo Testamento. Os hebreus não possuíam um sistema organizado de transmissão de ensino. Na verdade, esse sistema foi sendo desenvolvido com o passar do tempo, e as primeiras lições eram geralmente ministradas no lar. A mãe se encarregava de ensinar às filhas os afazeres domésticos, e o pai ensinava aos filhos uma profissão. O próprio Jesus era carpinteiro (Mt 13.55), profissão que aprendeu com seu pai, José.
Moisés, orientado por Deus, disse ao povo que procurasse ensinar os filhos sobre as tradições recebidas de seus pais, e que esses ensinos fossem repassados aos seus descendentes, principalmente as verdades sobre Deus, que os havia retirado do Egito.

2. No Novo Testamento. Após o retorno do exilio, o povo teve de estudar a Lei de Deus novamente, e com o surgimento das sinagogas, o ensino da lei de Deus foi sistematizado e solidificado. Com o passar do tempo, os fariseus e escribas passaram a ensinar. O próprio Jesus aprendeu a Lei de Deus, e em seu ministério, ensinou com autoridade aos que o ouviam.

3. Jesus como mestre. Jesus dedicou muito mais tempo para ensinar às pessoas do que necessariamente pregando. Ele ensinou com autoridade (Mt 7.29), e aproveitou cada ocasião para ministrar o ensino sobre o Reino de Deus, como quando falou com Zaqueu, a mulher samaritana e Nicodemos. Ele não apenas procurou ensinar seus ouvintes, mas ordenou que seus discípulos fizessem o mesmo (Mt 28.19,20). Ele tinha interesse por seus alunos, e era criativo (utilizou um barco como plataforma para ensinar, Lc 5). Jesus também conjugou a capacidade de ensino com a oração por seus discípulos, mostrando que ensinar é importante, mas orar pelos alunos é tão necessário quanto passar o conteúdo. Ele chegou a explicar mais de uma vez um assunto quando seus discípulos não entendiam (Mt 15.16).

Pense
Jesus viveu o que ensinava. Você vive o que prega e ensina?

Ponto Importante
Jesus dedicou muito do seu ministério a ensinar seus discípulos, para que eles pudessem dar prosseguimento ao ministério do ensino da Palavra junto à Igreja Primitiva.

III - ENSINO E TRANSFORMAÇÃO NA IGREJA

1. Crianças. A Escola Dominical começou com algumas crianças inglesas. Se hoje temos Escolas Dominicais estruturadas nas igrejas evangélicas, devemos nos lembrar de que o trabalho pioneiro de Robert Raikes junto às crianças abriu o caminho para a Escola Dominical como a conhecemos hoje. Devemos priorizar o ensino cristão para as crianças, tendo em vista que Jesus deixou claro: "Não as impeçais de vir a mim" (Mt 19.14).

2. Jovens e adultos. Os jovens e adultos, que em regra são a maior parte da igreja em nossos dias, devem ser igualmente ensinados. Você jovem, com certeza, se depara com novos desafios na trajetória de seus estudos e vida profissional diariamente, por isso, precisa ser instruído na Palavra para que vença os desafios. Parte dos adultos em nossas igrejas não teve uma educação cristã quando criança e jovem, o que demanda da igreja ensinar a essas pessoas, com toda a sua história de vida, como andar com Deus e seguir em uma nova forma de vida e de pensar.

3. Portadores de necessidades especiais. Em nossos dias, há uma maior conscientização por parte da sociedade para a inclusão de pessoas com deficiência. Esse grupo deve ser alcançado igualmente pelo ensino das Sagradas Escrituras em nossas igrejas. Em alguns ambientes eclesiásticos, sem perceber, acabamos excluindo os deficientes de nossos cultos de ensino e da Escola Dominical por não termos professores treinados, ou por achar que Jesus vai operar um milagre na vida dessas pessoas. Como pentecostais cremos que Jesus cura a todos, mas enquanto essa cura não vem, devemos prover dentro da igreja, crentes capacitados a lidar com esse público-alvo, de tal forma que nenhuma pessoa seja deixada de fora do ensino e crescimento espiritual.

Pense
Em nossas igrejas temos um ensino inclusivo?

Ponto Importante
Jesus amou e ensinou a todos que desejavam ouvi-lo e estar com Ele. 


O trabalho pioneiro de Robert Raikes junto às crianças abriu o caminho para a Escola Dominical como a conhecemos hoje.

SUBSÍDIO1
"A abordagem das Escrituras como uma 'sã doutrina' e como um guia para a vida cristã
Nesta expressão, encontrada em 1 Timóteo 1.10 e 2 Timóteo 4.3, o adjetivo é bygiainouse, que significa ser 'saudável' ou 'são'. A ideia é que o ensino cristão não é somente proveitoso e útil, mas também promove a saúde espiritual. Paulo observa que o objetivo em interromper os falsos ensinos é o de ensinar uma sã doutrina que produzirá um amor que vem 'de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida' (1 Tm 1.5).
O que Paulo tem em mente é o fato de que o cristão não está procurando estar em conformidade com as Escrituras, como um padrão exterior, mas procura uma transformação através de uma experiência com as 'palavras da fé' (1 Tm 4.6). Assim, quando lemos as Escrituras, nós procuramos  descobrir realidades que podemos sentir com a ajuda de Deus. Dessa forma, Paulo lembra Timóteo a 'ser o exemplo dos fiéis ' (4.12) e a 'ter cuidado de si mesmo e da doutrina' (1 Tm 4.16).
É neste contexto que Paulo, em 2 Timóteo 3.10-4.5 fornece instrução específica, mostrando-nos como ler as Escrituras para evitar os erros dos mitologistas, legalistas, e daqueles que rejeitam completamente os ensinos das Escrituras.
Paulo escreve muito claramente a Timóteo: 'Tu, porém, tens seguido minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, caridade, paciência'. " (RICHARDS, Lawrence. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p. 479, 480).

SUBSÍDIO2
[...] Ensinar não é uma tarefa fácil. Ensinar exige:
Pesquisa - De acordo com Paulo Freire, "não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino". O professor deve ser um pesquisador. É por intermédio da pesquisa que o professor pode detectar e resolver os problemas em sala de aula.
O professor de Escola Dominical é, na verdade, um pesquisador. Sua fonte primária de pesquisa é a Bíblia, mas suas pesquisas devem ultrapassar as páginas do Livro Sagrado.
Reflexão - O professor precisa adquirir o hábito da reflexão, a fim de que ensine os alunos a refletir sobre a fé e a prática cristã.
Diálogo - O professor que não dialoga com os alunos em breve verá o esvaziamento de sua classe ou a apatia dos alunos. É preciso abrir espaço para que os alunos questionem, a fim de que encontrem as soluções.
Reflexão crítica sobre a prática - É fácil avaliar os alunos e atribuir tão somente a eles a falta de atenção, a apatia e a evasão. Todavia, o professor precisa fazer constantemente uma autoanálise do seu trabalho.
Pôr em prática o discurso - Quantos já não ouviram: "Faça o que digo e não o que eu faço"? Nossos alunos precisam pensar de acordo com a Palavra e agir de acordo com ela (Tg 1.22). Ensino e prática precisam ser coerentes.
Querer bem o outro - Esta deve ser a nossa motivação: que o outro, o aluno, seja alcançado como um todo - corpo alma e espírito" (BUENO, Telma. Educação Cristã: Reflexões e Práticas. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.21).

ESTANTE DO PROFESSOR
CARVALHO, César Moisés. Uma Pedagogia para a Educação Cristã: Noções básicas da ciência da educação a pessoas não especializadas. 1ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

CONCLUSÃO
Ensinar é uma ordenança de Deus para a sua Igreja. E a Igreja deve cumprir com seu papel ensinador alcançando a todas as pessoas.

Hora da revisão.
O ensino é um mandamento bíblico?
Sim. Jesus ordenou o ensino e o discipulado (Mt 28.19,20).

Segundo a lição, o que é ensinar?
Ensinar é um o ato de doutrinar, transmitir conhecimento a outra pessoa, orientar, conduzir.

Qual o objetivo do ensino cristão?
O ensino cristão tem como objetivo a transformação espiritual e moral do ser humano, tornando-o uma pessoa melhor.

Na igreja, quem é o professor?
O professor é aquele que auxilia o pastor na área do ensino.

Como era o ensino no Novo Testamento?
Após o retorno do exílio, o povo teve de estudar a Lei de Deus novamente, e com o surgimento das sinagogas, o ensino da lei de Deus foi sistematizado e solidificado. Com o passar do tempo, os fariseus e escribas passaram a ensinar. O próprio Jesus aprendeu a Lei de Deus, e em seu ministério, ensinou com autoridade aos que o ouviam.

Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Jovens, professor, A Igreja de Jesus Cristo – Sua origem, doutrina, ordenanças e destino eterno, Comentarista Alexandre Coelho, 1º trimestre 2017.