domingo, 9 de agosto de 2015

Lição 7 O Milagre da Porta Formosa.



Lição 7 O Milagre da Porta Formosa.
16 de agosto de 2015

Texto Áureo
Atos 3.6
E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda”.

Verdade Aplicada.
Testemunhar a Cristo no poder do Espírito Santo é demonstrar em ações aquilo que vimos, ouvimos e vivemos.

Objetivos da Lição
Ressaltar que a mesma virtude que se manifestou em Cristo para milagres se manifesta na vida de Seus seguidores;
Ensinar que todos os que se aproximam de nós esperam receber alguma coisa. E todos nós temos algo a oferecer, mesmo que seja mínimo;
Mostrar a disposição de Pedro e João em ir ao templo e o testemunho do grande poder do nome de Jesus.

Glossário.
Formal: Algo comum;
Impulsionar: Motivar, levantar;
Confinado: Limitado, preso.

Leituras Complementares.
Segunda Mc 11.7-11
Terça Ez 44.1,2
Quarta 1Co 1.26-29
Quinta Mt 16.17
Sexta Jo 14.12
Sábado At 3.12

Textos de referência
Atos 3-1,2,4,6,7
1 Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona.
2 E era trazido um varão que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam.
4 E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós.
6 E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.
7 E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram.

Hinos sugeridos.
6, 8, 154

Motivos de oração.
Ore para que as pessoas ao seu redor vejam Cristo em sua vida.

Esboço da Lição
Introdução
1. A chegada de um novo tempo.
2. O que tenho isso te dou.
3. Milagres não acontecem por acaso.
Conclusão.

Introdução.
Durante três anos e meio no ministério, Jesus caminhou, orou, dormiu, manifestou Sua glória e instruiu Seus discípulos. Sua meta era que aprendessem e pusessem em prática aquilo que viram e ouviram.

1. A chegada de um novo tempo.
Aquele período de oração foi diferente, tanto para os discípulos de Jesus quanto para aquele homem que há quarenta anos mendigava à porta do templo. Em meio ao fluxo de pessoas que chegava naquela tarde, estavam Pedro e João, os quais, com muita autoridade em nome de Jesus, realizaram tal milagre.

1.1. A porta Formosa ou Dourada.
A Porta Formosa ou Dourada, também conhecida como portão oriental – Golden Gate, é a porta mais importante de Jerusalém. Era feita de latão de Corinto e ricamente ornada. Coberta de ouro e prata, com a luz do sol, a porta produzia um brilho reluzente. Naquela época, essa porta dava acesso ao pátio do Santuário e, posteriormente, ao Santíssimo Lugar, onde somente o sumo sacerdote entrava uma vez por ano. É a mesma porta pela qual Jesus entrou quando foi aclamado rei sob um jumentinho (Mc 11.7-11), a qual foi selada após a Sua entrada triunfal e que somente será reaberta no dia de Sua segunda vinda (Ez 43.1-5; 44.1, 2). Essa porta profética. Diante dessa porta, esse homem conheceu a verdade salvadora, a grandeza do nome de jesus e a entrada para o Reino.

Explique para os alunos que a Porta Formosa ou Dourada dava acesso ao pátio onde ficavam as mulheres no templo de Salomão e era costume que os mendigos ficassem naquela porta para conseguir esmolas. Aquela era a porta da miséria humana e da prática da generosidade judaica e ali estava um coxo de nascença que vivia de esmolas. É importante esclarecer para os alunos que, durante toda sua vida, aquele homem esteve ali e sempre contou com as esmolas para sobreviver. As esmolas lhe ajudavam, mas não resolviam seu problema. Quando Pedro e João chegaram, sua vida mudou. A proposta não era a esmola; era a cura, o vigor a força que precisava para nunca mais pedir. As esmolas apenas o incentivavam a acreditar que jamais precisaria ou poderia mudar de vida. O milagre lhe trouxe a capacidade de produzir, de abandonar a vergonha e glorificar a Deus (At 3.8).  

1.2. Um coxo à porta do templo.
Era costume no Oriente os mendigos se sentarem à entrada dos templos ou santuários. Esse lugar era estratégico e considerado como o melhor de todos porque, quando as pessoas estavam a caminho para adorar a seu deus, estas também se dispunham a ser generosas com seu próximo. Esse homem era da idade de quarenta anos e estava acostumado a mendigar à porta do templo. Porém, naquele dia, ele recebeu o que esmola alguma compraria. O curioso é que o poder de Deus se manifestou do lado de fora do templo, enquanto que, do lado de dentro, o culto era apenas uma cerimônia religiosa e formal. Será que nossa formalidade também não está impedindo que os milagres se processem no interior do templo?

Comunique aos alunos duas coisas aconteceram de imediato na vida do ex-coxo: ele foi curado e louvou a Deus pelo milagre recebido. Muito mais que uma esmola de ouro ou de prata, aquele coxo viu sua vida mudar imediatamente. Ressalte para eles que ele não podia andar e passou a saltar. Ele vivia da caridade alheia e agora tinha a oportunidade de trabalhar. O coxo ia todos os dias à porta Formosa do templo, mas não entrava na casa de Deus. Depois que recebeu seu milagre, Ele entrou no templo com suas próprias pernas e louvou a Deus.

1.3. A virtude de realizar grandes proezas.
O sentimento religioso pode nos cegar ao ponto de não vermos onde Jesus está se manifestando (Mt 15.6; 2Co 4.4). O milagre aconteceu fora do templo. A mesma virtude que se manifestou em Cristo para milagres se manifesta na vida de Seus seguidores (Lc 5.17b; At 1.8). Como esse coxo, muitas pessoas chegam ao templo buscando uma ajuda que amenize seus sofrimentos, mas o Senhor deseja algo mais: a reconstrução de suas vidas. Da mesma forma que Pedro chamou a esse homem incapacitado de andar, o Senhor chama os incapacitados pelo pecado a caminhar no poder de Seu Nome (At 3.12).

Mostre para os alunos que existe um contraste muito grande nessa história. Do lado de dentro do templo, estavam os religiosos com seus cerimoniais e ainda aguardando a vinda do Messias. Do lado de fora, o Messias já havia vindo, estava se manifestando e eles não estavam vendo. Comente com eles que o coxo da porta Formosa é um exemplo de assiduidade ao templo. Diariamente, durante muitos anos, durante todo o tempo que o templo permanecia aberto para os fiéis, provavelmente o coxo estava lá. Tinha o seu lugar cativo do lado de fora do templo. Mas, foi preciso que um milagre acontecesse na vida dele para ele descobrir a motivação correta para estar no templo; louvar ao único e verdadeiro Deus!

2. O que tenho isso te dou.
Pedro manda o mendigo olhar para ele e diz que não tem prata nem ouro. Mas, de repente, diz que é possuidor de algo poderoso e que vai lhe dar. Aquele mendigo recebe um inesperado presente, que não só contagia sua vida, mas a de todos que o conheciam (At 3.6).

2.1. O poder do nome.
Um dito popular nos afirma que ninguém pode dar aquilo que não tem. Pedro e João sabiam que eram portadores de uma virtude sobrenatural e, confiados no nome de Jesus, eles se uniram para dar aquele homem o que ele jamais imaginou receber. O nome de Jesus foi o poder que impulsionou a fé no coração daquele homem (At 3.12). O Senhor deu a cada um de nós uma senha. Com ela, podemos entrar nas esferas do mundo espiritual e realizar grandes proezas. Esta senha é o poder de Seu nome (Mc 16.17, 18). Pedro sabia disso quando afirmou: “o que tenho isso te dou” (At 3.6).

Explique para os alunos que existe uma diferença muito grande entre pessoas religiosas e pessoas cheias do Espírito Santo. Ressalte para eles que as pessoas cheias do Espírito Santo vivem de forma sobrenatural, creem em coisas aparentemente perdidas e, em nome de Jesus, fazem coisas extraordinárias.

2.2. Andando, saltando e louvando.
Indo para a reunião, muitos deram esmolas àquele homem. De repente, ele entra andando ao lado de Pedro e João e começa a saltar e a pular dentro do templo. O fato mais surpreendente é que o milagre veio de fora para dentro do templo, quando deveria vir de dentro para fora. Esse homem, que antes era imperceptível, agora inflama a todos que ali estão e se torna o centro das atenções (At 3.8). Assim é o Evangelho. Ele saca o homem da posição da vergonha e esquecimento para confundir a todos aqueles que duvidam do impossível (At 3.10; 1Co 1.26-29).

Não esqueça de destacar para os alunos que, imediatamente após ser curado, o homem entra no templo e segue com os discípulos até o pórtico de Salomão, um lugar que ele só imaginava como era, mas nunca tinha estado. Quanta alegria, quantos louvores não devem ter saído dos lábios daquele que era coxo e também dos que o viam! Informe a eles que agora aquele homem sabia que existia algo muito mais precioso que o ouro ou a prata que ajuntava em seus depósitos e que as vezes lhe faltava.

2.3. Esperando receber alguma coisa.
Ele pediu uma esmola, Pedro lhe pediu atenção. Ele esperava receber algo (At 3.5). Pedro disse que não tinha prata nem ouro. Quando pensava em nada receber, recebeu além do que precisava, recebeu o que nunca teve: a capacidade de andar. Pedro e João representaram para aquele homem a esperança. Como servos do Senhor, somos também a esperança desse mundo paralisado. Todos os que se aproximam de nós, esperam receber alguma coisa. Todos nós temos algo a oferecer, mesmo que seja mínimo (Mt 25.15). Podemos não ter prata nem ouro, mas podemos, como Pedro, estender a mão e ajudar a quem estiver à nossa porta (At 3.7).

Informe para os alunos que Pedro fez uma comparação do que portava sobre si, ao dizer que não tinha nem ouro nem prata. Talvez dissesse: “não sou como essa porta que brilha, mas não tem vida”. O brilho que reluzia sobre Pedro era mais forte e poderoso do que o brilho daquela Porta Dourada, onde todos os dias aquele homem ia buscar ajuda.

3. Milagres não acontecem por acaso.
Esse milagre tem muito a nos ensinar sobre um poder que não está confinado a templos. Ele nos mostra que, antes mesmo de orar, a palavra de poder já faz parte de nossas vidas. Pedro não esperou cumprir uma liturgia, ele teve visão e entendimento para realizar tal feito. Vejamos os efeitos provocados por esse milagre:

3.1. Ele foi curado instantaneamente.
Existem casos como Naamã, que o milagre passa por algumas fases até que seja completo. Mas nesse caso, o milagre foi instantâneo. Pedro proferiu a palavra, o levantou pelas mãos e ele começou a andar e saltar dentro do templo (At 3.7-9). Esse homem esteve ali durante toda sua vida, mas nada o impactou tanto quanto naquele dia. Pedro diz que o nome de Jesus produziu fé naquele homem e o fortaleceu pondo-o de pé (At 3.16). E conclui com uma grande verdade: “não foi nossa virtude nem nossa santidade que operou esse milagre, foi o poder do nome de Jesus (At 3.12b).

Esclareça para os alunos que Pedro usou a autoridade do nome, mas também usou a força para levantá-lo. Ele usou palavras e atos. Quando tivermos a fé para compreender que Jesus é a nossa fonte de poder, talvez tenhamos mais autoridade nesse nome para fazer o que a Bíblia nos autoriza.

3.2. Todos o conheciam.
As pessoas ficaram assombradas porque estavam acostumadas a vê-lo, sem jamais acreditar que aquele milagre fosse possível (At 3.10). Poderíamos viver esses momentos em nossos dias. Existem situações que nos acostumamos a ver, que achamos que nunca haverá mudanças. A Bíblia nos ensina que Pedro e João “fitaram os olhos naquele homem” (At 3.4). Eles viram algo que aos olhos naturais não se poderia discernir. Não é somente ir ao templo, mas ir ligado em Deus, pronto para o sobrenatural (Jo 14.12).

Explique para os alunos que a cura do coxo da porta Formosa foi testemunhada por muita gente que conhecia o homem e todos ficaram espantados, assombrados mesmo, até porque o ex-coxo se apegou a Pedro e João e todo o povo se ajuntou a eles no alpendre de Salomão. Pedro então aproveitou a oportunidade para falar de Jesus e enquanto eles pregavam a mensagem da salvação dentro do templo de Jerusalém, os sacerdotes e o capitão do templo prenderam os dois homens de Deus. Comente com eles que não adiantou prender Pedro e João, pois o milagre da porta Formosa e a pregação de Pedro gerou a conversão de quase cinco mil homens: “Muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco mil”. (At 4.4).

3.3. O nome de Cristo foi glorificado.
É preciso compreender que Pedro não pregou para depois orar por um milagre. De forma bastante natural, o milagre atraiu o povo para que então o apóstolo pudesse pregar (At 3.11, 12). Ele começou apresentando o poder de Cristo, em seguida, apresentou o caminho para a salvação. Na época de Pedro, os milagres eram acontecimentos normais na vida dos homens de Deus. O que possuíam de diferente? Qual era o segredo? Eles andavam com Cristo, que cooperava com eles por onde quer que andassem (Mc 16.20; At 4.13). Eles não confiavam em suas próprias forças, estavam alicerçados no nome de Jesus (At 3.12). 

Explique para os alunos que a palavra “nome” está vinculada à personalidade e à influência da pessoa. Quando o Antigo Testamento fala acerca do “nome de Deus”, está tratando da manifestação daquilo que Deus realmente é. Quando Pedro usou o nome de Jesus para levantar aquele coxo, estava invocando o poder e a virtude que estão contidos na personalidade de Jesus.

Conclusão.
Existem dois tipos de pessoas: as que veem as coisas aconteceram e as que fazem as coisas acontecerem. Devemos sempre pertencer ao segundo grupo. Jesus franqueou para todos os Seus o poder de reproduzir em Seu nome a mesma qualidade de vida que teve e as obras que realizou (Mc 16.17).

Questionário.

1. Onde aquele homem coxo era colocado para pedir esmolas?
R: Diante da porta chamada Formosa ou Dourada (At 3.2).

2. Onde se manifestou o poder divino?
R: Do lado de fora do templo (At 3.1-9).

3. Até que ponto o sentimento religioso pode nos cegar?
R: Até não vermos onde Jesus se manifesta (Mt 15.6; 2Co 4.4).

4. Segundo a lição, o que esperava o coxo?
R: Receber deles alguma coisa (At 3.5).

5. Qual foi a repercussão do milagre?
R: O povo foi atraído para ouvir a mensagem de Pedro (At 4.11-26).


Fonte: Revista Jovens e Adultos, professor, 3º trimestre de 2015, ano 25, Nº 96, Sinais, Milagres e Livramentos do Novo Testamento.

11 comentários:

  1. Respostas
    1. Quipalavramaravilhothais.heloisa36@gmail.com
      sanathais.heloisa36@gmail. comoepregadmlkk

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  2. foi muio bem trabalhado esse texto parabens

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  3. muito bom este estudo adorei aprendi muito obrigado

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  4. Oh gloria maravilhoso esclarecedor!!!

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  5. Ainda existe este templo e esta Formosa?

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    1. Lucia, Graça e Paz, este templo foi destruído por volta dos anos 70 dC pot Tito.

      Segundo Templo de Jerusalém tem uma história mais complicada.
      Algumas décadas depois da destruíção do templo de Salomão, os judeus voltaram da Babilônia e puderam recontruir o seu templo. Essa primeira contrução terminou em 515 antes de Cristo. Ele foi reformado por Judas Macabeu em 164 antes de Cristo. A imponência e fama que teve o segundo templo, invés, veio graças à intervenção de Herodes o Grande, que ampliou de forma monumental aquilo que existia. As obras iniciadas com Herodes duraram diversos anos, tendo terminado somente em 64 depois de Cristo.

      O segundo templo foi destruído pelos romanos, através de Tito, no ano 70 depois de Cristo.

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