Lição 11 A Segunda Vinda de Cristo
10 de Setembro de 2017
Dia
Nacional de Missões
TEXTO ÁUREO
(Mt
24.27)
"Porque,
assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será
também a vinda do Filho do Homem."
VERDADE PRÁTICA
A
Segunda Vinda de Cristo será em duas fases distintas: primeira - invisível ao
mundo, para arrebatar a sua Igreja; segunda - visível e corporal, com a sua
Igreja glorificada.
LEITURA DIÁRIA
Segunda
- Jo 14.3
O Senhor Jesus Cristo prometeu nos levar para o céu
Terça
- Lc 17.34-36
O arrebatamento da Igreja acontecerá repentinamente
Quarta
- Jd 14
A vinda de Jesus em glória
Quinta
- Mt 24.21
Após o arrebatamento da Igreja se seguirá a Grande
Tribulação
Sexta
- 2 Co 5.10
O Tribunal de Cristo
Sábado
- Ap 22.20
Jesus em breve virá
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1
Tessalonicenses 4.13-18; Lucas 21.25-27
1
Ts 4.13 - Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já
dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.
14
- Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em
Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele.
15
- Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos
para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.
16
- Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com
a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro;
17
- depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles
nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o
Senhor.
18
- Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.
Lc
21.25 - E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na terra, angústia
das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas;
26
- homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao
mundo, porquanto os poderes do céu serão abalados.
27
- E, então, verão vir o Filho do Homem numa nuvem, com poder e grande glória.
OBJETIVO GERAL
Apresentar
a doutrina bíblica a respeito da segunda vinda de Cristo.
HINOS SUGERIDOS:
323, 442, 547 da Harpa Cristã
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo,
os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos
subtópicos.
Analisar os eventos
futuros;
Identificar os termos
bíblicos para a segunda vinda de Cristo;
Explicar os eventos da
segunda vinda de Cristo.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
A
vinda do Senhor é uma promessa feita pelo próprio Senhor Jesus. É uma promessa
de esperança para todos os que creem. Por isso, a Palavra de Deus nos exorta a
viver como se Cristo voltasse a qualquer momento. A iminência da volta do
Senhor traz ao crente uma consciência de vivermos uma vida mais santa, de maior
seriedade com a evangelização dos não-crentes e desejo de estar mais perto do
Senhor.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A
Bíblia mostra a segunda vinda de Cristo em duas fases: a primeira é o
arrebatamento da Igreja, e a segunda é a sua vinda em glória. Entre esses dois
eventos, haverá na terra a Grande Tribulação, o julgamento divino sobre todos
os moradores do mundo e no céu o Tribunal de Cristo seguido das Bodas do
Cordeiro. O nosso enfoque aqui é a fundamentação bíblica desses eventos. Mas o
tema escatológico não se esgota com o que trataremos e a sua continuação se
dará na próxima lição.
PONTO CENTRAL
A
segunda vinda de Cristo se dará em duas fases: o arrebatamento e a vinda.
I - OS EVENTOS DO PORVIR
1. Fonte de predição. Não há outra fonte de
predições verdadeiras a não ser a Bíblia Sagrada, por meio da qual Deus nos diz
tudo o que precisamos saber sobre os eventos do porvir. Ela é a única fonte
confiável. Esses eventos são uma série de acontecimentos do epílogo da história
humana que envolve o arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.16,17), a vinda de Jesus
em glória (Mt 24.30; Ap 1.7), o juízo de Deus sobre a terra no fim dos tempos
(Mt 24.21), o futuro glorioso de Israel (Is 62.2,3) e o reino milenar de Cristo
(Is 9.7; 11.10). São acontecimentos anunciados desde o princípio do mundo,
desde Enoque (Jd 14) até o apóstolo João, o último dos apóstolos, no livro de
Apocalipse.
2. O destino dos impérios da antiguidade. As
profecias sobre os impérios antigos, como a queda da Babilônia para nunca mais
se erguer no cenário mundial (Is 13.19,20) e ascensão e queda dos impérios
medo-persa, grego e romano nos capítulos 7 e 8 de Daniel, entre outros
profetas, se cumpriram, e a própria História confirma esses fatos. As profecias
messiânicas se cumpriram com abundâncias de detalhes, como o nascimento do
Messias de uma virgem, na cidade de Belém, seu julgamento diante de Pôncio
Pilatos, sua morte, sua ressurreição e a ascensão ao céu, entre outros.
3. Sobre as Diásporas judaicas. As
profecias apontam, de antemão, as duas dispersões do povo judeu e as suas
respectivas restaurações. A primeira Diáspora (Jr 16.13) e seu retorno (Ed
1.1-3); a segunda Diáspora, anunciada pelo próprio Senhor Jesus Cristo: "E
cairão a fio de espada e para todas as nações serão levados cativos; e
Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se
completem" (Lc 21.24), com o seu respectivo retorno depois de mais de 18
séculos à terra de seus antepassados, tal como fora anunciado pelos profetas do
Antigo Testamento, como Jeremias (Jr 31.17), Ezequiel (Ez 11.17; 36.24; 37.21),
Amós (Am 9.14,15) e Zacarias (Zc 8.7,8).
SÍNTESE DO TÓPICO I
A
fonte para todos os eventos do futuro são as Sagradas Escrituras.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Uma
das características mais inigualáveis dos verdadeiros profetas do AT era a
habilidade que tinham de prever os eventos futuros com perfeita exatidão. O
próprio Deus previu o cativeiro de Israel no Egito e o seu subsequente
livramento (Gn 15.13-18). Moisés previu a conquista bem-sucedida da Terra
Prometida pelos israelitas sob o comando de Josué (Dt 31.23). Samuel previu o
fracasso da dinastia de Saul (1 Sm 15.28). Natã previu as consequências do
pecado de Davi e seus efeitos sobre a sua própria família (2 Sm 12.7-12). Elias
previu as mortes de Acabe e Jezabel (1 Rs 21.19-23). Isaías previu o livramento
de Jerusalém da invasão assíria de Senaqueribe (2 Rs 19.34-37). Jeremias previu
o cativeiro dos judeus por setenta anos na Babilônia" (LAHAYE, Tim;
HINDSON, Ed. (Eds.). Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro:
CPAD, 2013, pp.120-21).
SÍNTESE DO TÓPICO II
"Vinda",
"manifestação", "aparição" e "revelação" são
termos bíblicos que remontam a segunda vinda de Cristo.
CONHEÇA MAIS
*Escatologia
"[Do
gr. escathos, últimas coisas + logia, discurso racional] Estudo sistemático e
lógico das doutrinas concernentes às últimas coisas. Compreendida como um dos
capítulos da dogmática cristã, a escatologia tem por objeto os seguintes temas:
Estado Intermediário, Arrebatamento da Igreja, Grande Tribulação, Milênio,
Julgamento Final e o estado perfeito eterno". Para conhecer mais, leia
Dicionário Teológico, CPAD, p.165.
SUBSÍDIO PEDAGÓGICO
Além
dos termos bíblicos serem importantes para o estudo da segunda vinda de Cristo,
outros termos, de cunho teológicos, são também de suma importância ao professor
dominá-los. Veja abaixo:
Eschaton:
"[Do
gr. schaton, últimas coisas] Termo teológico que denota a culminação de todas
as coisas segundo os decretos divinos."
Escatologia:
"[Do
gr. escathos, ultimas coisas + logia, discurso racional] Estudo sistemático e
lógico das doutrinas concernentes às últimas coisas. Compreendida como um dos
capítulos da dogmática cristã, a escatologia tem por objeto os seguintes temas:
estado intermediário, arrebatamento da Igreja, Grande Tribulação, Milênio,
Julgamento Final e o estado perfeito eterno."
Escatologia
Individual:
"[Do
gr. escathos, ultimas coisas + logia, discurso racional; do lat. individu,
pessoa] Estudo das últimas coisas que dizem respeito exclusivamente ao
indivíduo, tratando de sua morte, estado intermediário, ressurreição e destino
eterno. Neste contexto, nenhuma abordagem é feita, quer a Israel, quer a
Igreja."
Texto
adaptado do Dicionário Teológico, editado pela CPAD.
III - OS EVENTOS DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO
1. O arrebatamento da igreja. É
o rapto dos santos da terra, um acontecimento global e simultâneo em todo o
planeta. A profecia contempla até os fusos horários, pois uns estarão dormindo
à noite e outros trabalhando nesse exato momento (Lc 17.34-36). Esse evento
será inesperado, algo rápido, em fração de segundo, e invisível aos olhos
humanos: "num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última
trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos
transformados" (1 Co 15.52, ARA). Os mortos salvos, os que "dormiram
em Cristo", ressuscitarão primeiro (1 Ts 4.16b); em seguida, nós, os
crentes em Jesus que estivermos vivos nessa ocasião, com o corpo corruptível já
revestido da incorruptibilidade, quando aquilo que é mortal estiver revestido
da imortalidade (1 Co 15.53), seremos arrebatados da terra para o encontro com
o Senhor Jesus nas nuvens (1 Ts 4.16,17). Essa é a primeira fase da segunda
vinda de Cristo, a esperança da Igreja (Fp 3.21).
2. A vinda de Cristo em glória. Sete
anos depois do arrebatamento da Igreja, o Senhor virá em glória, visível aos
olhos humanos (Mt 24.30,31; Lc 21.25-28). Nesse retorno de Jesus à terra, Ele
virá acompanhado dos santos (1 Ts 3.13; Jd 14). O propósito aqui é julgar as
nações (Jl 3.12-14; Mt 25.31,32), restaurar o trono de Davi (Zc 12.8-14) em
cumprimento à promessa de Deus feita por meio do anjo Gabriel: "[...] e o
Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de
Jacó, e o seu Reino não terá fim" (Lc 1.32,33); destruir a besta e o falso
profeta (2 Ts 2.8; Ap 19.19,20) e estabelecer o seu reino de justiça e paz na
terra, o reino de Deus de mil anos (Is 2.4; Ap 20.2,3).
3. A Grande Tribulação. É o período de
transição entre a Dispensação da Igreja e o Milênio, um tempo de angústia e
sofrimentos sem precedentes na história (Dn 12.1; Jl 2.2; Mt 24.21; Mc 13.19),
também conhecido como "o Dia do Senhor" (Jl 1.15; 2 Pe 3.10). A
Igreja não passará por esse período, que é conhecido como a "Grande
Tribulação" (1 Ts 1.10). Será a era do anticristo (2 Ts 2.7-9),
identificado como a besta (Ap 13.2-8). O falso profeta será o porta-voz do
anticristo, que enganará o povo por meio dos falsos milagres (Ap 16.13,14). O
anticristo fará um concerto com a nação de Israel por uma "semana de
anos" (Dn 9.27), mas na metade deste período o concerto será rompido, pois
os judeus descobrirão que fizeram um acordo com o próprio Diabo. Só a partir
daí é que começa o período da angústia de Jacó (Jr 30.7). Todos esses horrores
estão registrados a partir do capítulo 6 de Apocalipse. Este período foi
determinado por Deus para fazer justiça contra a rebelião dos moradores da
terra e para preparar a nação de Israel para o encontro com o seu Messias (Am
4.12).
4. O Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro. Enquanto a Grande Tribulação acontece na terra; no céu, os santos
estarão recebendo a recompensa por aquilo que cada um fez em vida pela causa do
evangelho (1 Co 3.12-15; Ap 22.12). É o chamado Tribunal de Cristo (2 Co 5.10),
a premiação dos salvos. Não se trata de um julgamento para a salvação ou
condenação. Todos os presentes já são salvos em Jesus, visto que a salvação é
pela graça; aqui se trata de mais uma bênção aos salvos. Em seguida, virá a
festa das bodas do Cordeiro (Ap 10.9), o grande banquete que celebrará a união
de Cristo com a sua Igreja.
SÍNTESE DO TÓPICO III
O
arrebatamento, a grande tribulação e vinda em glória são os eventos da segunda
vinda de Cristo.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"O
Senhor advertiu-nos quanto ao tempo de sua vinda: 'Mas, daquele Dia e hora,
ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai. Olhai,
vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo' (Mc 13.32,33). Jesus
também disse aos discípulos, momentos antes de subir aos céus, que não lhe
pertencia 'saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu
próprio poder' (At 1.7). A data do retorno de Cristo não é prerrogativa nossa.
Contudo, há algumas linhas mestras que devemos observar para que não sejamos surpreendidos.
Em
vista da necessidade de nos mantermos sempre alertas, podemos falar da bendita
esperança como algo que fosse acontecer a qualquer momento. Não queremos dizer
com isso que o Senhor Jesus poderia ter retornado imediatamente após a sua ascensão.
Todavia, atentemos para a parábola na qual Jesus pintou um 'homem nobre' que
'partiu para uma terra remota, a fim de tomar para si um reino e voltar depois.
E, chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: Negociai até que
eu venha' (Lc 19.11-27). Esta comparação dá a entender que haveria uma ausência
considerável. Haja vista o dinheiro confiado aos servos. Era sinal de que estes
deveriam cumprir suas tarefas com fidelidade. Como eles não sabiam o tempo
exato do retorno de seu senhor, não podiam mostrar-se negligentes: teriam de
cuidar com o máximo zelo dos negócios do mestre" (MENZIES, William W.;
HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. 1.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 1995, pp.184-85).
CONCLUSÃO
Essas
amostras proféticas servem como garantias de que tudo o que está escrito para o
fim dos tempos irá de igual modo se cumprir (Jr 1.12). A nossa esperança não se
baseia numa utopia, mas em fatos revelados na Palavra de Deus e confirmados
pela História. A escatologia bíblica é a continuação do processo histórico.
PARA REFLETIR
A
respeito da Segunda Vinda de Cristo, responda:
Quais
os termos usados para a segunda vinda de Cristo?
Vinda, manifestação e revelação.
Quais
os eventos da segunda vinda de Cristo?
O arrebatamento da igreja, a Grande Tribulação e a
vinda de Cristo em glória.
O
que é o arrebatamento da Igreja?
É o rapto dos santos da terra, um acontecimento
global e simultâneo em todo o planeta.
O
que é a Grande Tribulação?
É
o período de transição entre a Dispensação da Igreja e o Milênio, um tempo de
angústia e sofrimentos sem precedentes na história, também conhecido como
"o Dia do Senhor".
O
que são o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro?
É a premiação dos salvos. Não se trata de um
julgamento para a salvação ou condenação. Em seguida, virá a festa das bodas do
Cordeiro (Ap 10.9), o grande banquete que celebrará a união de Cristo com a sua
Igreja.
CONSULTE
Revista
Ensinador Cristão - CPAD, nº 71, p41.
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Fonte: CPAD, Revista, Lições
Bíblicas Adultos, professor, A Razão da nossa Fé – Assim cremos, assim vivemos,
Comentarista Esequias Soares, 3º
trimestre 2017.
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