segunda-feira, 27 de março de 2017

Lição 1 O chamado de um profeta.



Lição 1 O chamado de um profeta.
2 de abril de 2017

Texto Áureo
Jeremias 1.5
“Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta”.

Verdade Aplicada
É preciso que primeiro reconheçamos avocação que nos é dada por Deus e, assim, cumprirmos a missão.

Objetivos da Lição
Apreciar que Deus escolhe e capacita pessoas para Sua missão;
Reconhecer que a convocação tem que partir do Senhor;
Mostrar aos alunos que Deus conta com homens fiéis na Sua obra.

Glossário
Contexto: Circunstâncias que acompanham um fato ou uma situação;
Linhagem: Genealogia; linha de parentesco;
Redigir: Escrever.

Leituras complementares
Segunda Jr 1.9
Terça Jr 1.10
Quarta Jr 1.12
Quinta Jr 1.17
Sexta Jr 1.18
Sábado Jr 1.19

Textos de Referência.
Jeremias 1.4-8
4 Assim veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
5 Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e antes que saísses da madre, te santifiquei às nações te dei por profeta.
6 Então, disse eu: Ah! Senhor Jeová! Eis que não sei falar; porque sou uma criança.
7 Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou uma criança; porque, aonde quer que eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás.
8 Não temas diante deles, porque eu sou contigo para te livrar, diz o Senhor.

Hinos sugeridos.
141, 166,394

Motivo de Oração
Ore pela liderança da igreja.

Esboço da Lição
Introdução
1. Um profeta eleito por Deus.
2. Um profeta comprometido com Deus.
3. o Profeta e a vontade de Deus
Conclusão

Introdução
Neste trimestre, estudaremos o livro do profeta Jeremias, cuja mensagem foi direcionada, inicialmente, ao reino de Judá, para que o povo se arrependesse dos seus pecados e voltasse a sua adoração ao Senhor.

1. Um profeta eleito por Deus.
Para eleger líderes, Deus se fundamenta na Sua soberania. A eleição de Jeremias como profeta é descrita por um chamamento do próprio Deus (Jr 1.5) A Bíblia corrobora que Deus levantou profetas para executar os Seus planos para a nação de Judá. Ele escolhe Jeremias, que a princípio tenta recusar o chamado.

1.1. A autoria do livro.
A atuação do ministério profético de Jeremias foi no Reino do Sul, Judá, durante os últimos quarenta anos de sua história (627-586 a.C). O livro de Jeremias estende-se desde o ano 13 do reinado do rei Josias (Jr 1.2), até a primeira parte do cativeiro da Babilônia, tendo o próprio Jeremias como principal personagem deste contexto. O autor do livro é Jeremias (Jr1.1) Ele mesmo registrou parte de suas profecias (Jr 36.1,3). Depois de profetizar durante anos em Judá, Jeremias foi comissionado por Deus a deixar a sua mensagem por escrito (Jr 36.2) Mais tarde, vai se valer do seu escriba, Baruque, para redigir suas palavras (Jr 36.4). Assim sendo, a autoria do livro de Jeremias é fato comprovado. A Bíblia nos informa que outras pessoas atribuem a autoria do livro de Jeremias: Daniel e Esdras (Dn 9.2; Ed 1.1).

Jeremias escreveu parte de suas profecias e teve o auxílio do seu escriba, Baruque, para escrever o restante. Assim sendo, a autoria do livro de Jeremias é fato confirmado. A função do escriba era escrever e alisar os documentos importantes da época. Para ser escriba, não poderia ser qualquer um, tinha que ser uma pessoa instruída. O requisito principal era saber ler e escrever. Também deveria ser conhecedor das ciências da época, sobre tudo matemática, direito, desenho, artes, etc. Esses homens trabalhavam em cargos elevados nos governos, preparando documentos importantes para os nobres. O escrivão Baruque, embora citado somente em quatro capítulos das Escritura, é bem conhecido dos estudiosos da Bíblia como fiel secretário e bom amigo do profeta Jeremias.

1.2. As origens do profeta.
Jeremias era de uma linhagem sacerdotal. Era membro da família de Hilquias (Jr 1.1). Pela sua linhagem sacerdotal, ele poderia ter desempenhado sua ocupação sacerdotal, o que lhe traria diversos privilégios, além de segurança. Jeremias entendeu sua chamada, trocou todo o conforto do sacerdócio para deixar Deus usá-lo em sua missão. Sua cidade natal era Anatote, perto de Jerusalém e estava situada na terra de Benjamim, que foi dada aos filhos de Arão. Era uma aldeia a 5 km a nordeste de Jerusalém, na mesma região onde o sacerdote Abiatar foi exilado por Salomão.

O sacerdote era um instrumento de Deus que tinha como função ser mediador de Deus e os homens. Era um indivíduo poderoso que exercia sua autoridade através de suas palavras ou de seus conselhos, alguém que dava instruções por inspiração divina. Todos os sacerdotes deveriam vir da tribo de Levi (Dt 17.9,18). O simples motivo de uma pessoa ser levita não fazia dele um sacerdote. Para exercer tal função era imprescindível o chamado de Deus (Hb 5.4). Para ser consagrado ao sacerdócio a pessoa tinha de estar isenta de quaisquer deformidades físicas.

1.3. O profeta não foge à luta.
A fidelidade de Jeremias nos ensina que devemos ser audaciosos no cumprimento de nossa missão no mundo. Este livro é muito prazeroso de se ler. Não se pode apreciar a História Antiga sem compreender a História do povo de Israel neste período. É neste contexto que Deus iria levantar um dos maiores profetas que a História teria conhecimento. É provável que Jeremias tenha dado início ao seu ministério profético em Anatote. Contudo, foi perseguido, almejaram mata-lo em sua própria terra, segundo Jeremias 12.6. Jeremias dará ênfase a um quesito indispensável qualquer povo: a de jamais abandonar os princípios de Deus. Ele profetizou durante cinco reinados distintos. Foram os seguintes monarcas: Josias, Jeoacaz, Jeoaquim, Joaquim e Zedequias.

Jeremias teve sua atuação profética na gestão de ci9nco monarcas distintos. É interessante pesquisar a importância positiva e negativa de cada um deles para a história de Israel.

2. Um profeta comprometido com Deus.
O profeta Jeremias viveu em um período que tinha como cenário político disputas por um território muito importante, conhecido como Crescente Fértil. Diante destas disputas, Jeremias se manteve fiel ao Deus de Israel, diferentemente dos líderes da nação, que estavam envolvidos em um grau de depravação moral sem fim (Jr 2.11).

2.1. O profeta da esperança.
Jeremias exerceu seu ministério profético em um dos momentos mais críticos da história do povo de Deus. Entretanto, Deus sabia que podia contar com ele. Deus tinha certeza que Jeremias enfrentaria a elite governante e os desejos pervertidos do povo de Judá sem se contaminar. Deus fez Jeremias saber que sua vida seria de sofrimentos e dor, mas era para ele não desanimar diante das adversidades (Jr 26.12-13).

O crescente Fértil é uma terra fixada entre o Oriente Médio (vales dos rios Tigre e Eufrates) e nordeste da África (vale do rio Nilo). Recebeu este título, pois, vista no mapa a região tem contorno da Lua na fase quarto crescente. Já o termo fértil é devido a fertilidade do solo nos vales dos rios Nilo, Tigre e Eufrates. Entre tantos sofrimentos, o profeta Jeremias não negou a sua convocação de ser porta-voz de Deus ao povo. Ele tinha convicção que cada dor valeria a pena. A sua chamada era inegociável. O profeta Jeremias expôs um espírito de plena obediência ao aceitar o desafio da missão profética. Ele sabia que não teria outra razão para viver a não ser andar conforme a pretensão divina.  

2.2. Chamado em tempos de crise.
Como é difícil ser chamado por Deus quando a situação não está de acordo com a sua vontade. Crise após crise ia aproximando Judá a passos largos da destruição (Jr 2.5). As agitações políticas e religiosas se faziam presentes neste contexto histórico. O profeta Jeremias, em meio a toda esta turbulência, não se acovardou. O povo de Israel cometeu dois pecados (Jr 2.13). O primeiro, foi o abandono do Senhor. Segundo, foi cavar cisternas rotas, isto é cisternas que não retêm água.

A palavra cisterna provém do hebraico e significa “lugar cavado”. Esta palavra aparece na Bíblia cerca de 67 vezes e apenas no Antigo Testamento. Cisterna rotas não guardam água, tinham alguma brecha, simbolizando o homem na sua busca desenfreada pelos deleites do mundo, não guardando os bens confiados pelo Senhor. Deus não é uma cisterna, Deus é uma fonte de água viva. Jesus Cristo é a verdadeira fonte (Jo 4.13).

2.3. Desafios da chamada no mundo contemporâneo.
Vivemos em um momento onde muito se é dito e escrito de ruim sobre esta geração de cristãos. Os líderes têm que ensinar nos púlpitos a esta geração de adoradores que a religião cristã hoje nos dá a liberdade de nos aproximarmos de Cristo sem intermediário (1Tm 2.5). Esta geração tem que ter consciência de que a sua busca pela verdade só terá fim quando aprenderem a desejar o Senhor de todo coração (Sl 37.4). É ter a certeza de que somente a sede por Deus nos satisfaz de verdade (Sl 42.2).

Somente a sede por Deus nos dá ânimo para continuarmos a viver em Cristo e não somente a sede por Suas bênçãos. A intimidade com Deus nos dá força para avançarmos para as coisas que estão diante de nós (Fp 3.13).

3. O profeta e a vontade de Deus.
Ao estudar o livro de Jeremias, notamos que Deus apresenta um determinado propósito para ele: ser profeta (Jr 1.5). Isto é, ser porta-voz de Deus para a nação de Israel.

3.1. Escutando a voz de Deus.
Tem momentos que precisamos nos calar para ouvirmos a voz de Deus. Ser profeta não é fácil. É escutar de Deus e transmitirão povo. Quando somos convocados e escolhidos por Deus, é necessário estarmos atentos à voz dEle. Deus fala de múltiplos modos (Jó 33.14). Pode ser durante um culto; através de uma criança; na meditação de um versículo. Não importa o meio, o importante é que Ele fale conosco. Quando Deus fala com alguém, é porque tem um propósito (Jr 1.5). Será que você está preparado para ouvir a voz de Deus?

Todo ser humano foi criado para se relacionar com o seu Criador. Deus não escuta um em diminuição ao outro. Para Deus, todos somos iguais. A base deste relacionamento está pautada na intimidade e amor. É necessário ter uma vida consagrada ao Senhor, para executarmos a voz suave do Criador. Quem se aproxima mais do Senhor goza de maior privilégio. Podemos ouvir a voz de Deus de uma forma pessoal e íntima. O Senhor se preocupa em falar conosco, para que possamos ser conduzidos, renovados e reparados regularmente.

3.2. Jeremias e seu encanto pela voz de Deus.
A maior prova de que conhecemos a voz de Deus é quando nos tornamos dependente dEle. As Escrituras afirmam que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11.6). Existem momentos que as lutas são tantas que pensamos em nos calar. Com Jeremias não foi diferente. Ele pensou seriamente em se calar. Então, disse ele: “Não me lembrarei dele e não falarei mais no seu nome; mas isso foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fadigado de sofrer e não posso”. (Jr 20.9). No entanto, ele não conseguiu, pois já havia provado do amor do Mestre. Ele já havia descoberto que “a voz do Senhor faz tremer o deserto” (Sl 29.8).

Jeremias se apaixonou pela doce Palavra do Eterno. Ele suportou aflições físicas e emocionais, que lhe acarretaram marcas profundas em seu corpo. Apesar dessas provas, ele se sentiu instigado a cumprir sua designação (Jr 4.19). Uma vez tocada em sua boca, a chama nunca mais apagou (Jr 1.9). Quando pensou em se calar, a Palavra de Deus se transformou em chama dentro dele. A Palavra se convertia em fogo, em seus próprios ossos (Jr 20.7-9).

3.3. Uma história de fé e perseverança.
O Senhor nunca se cansa de convidar pessoas ao Seu Reino (Mt 11.28). Em Sua casa sempre há lugar para mais um. Aquele que houve a voz do Senhor, nem que seja uma única vez, necessita alimentar esta chama interior. Paulo e Silas, por exemplo, mesmo na prisão, não deixaram de louvar ao Senhor (At 16.25). Seus corpos estavam presos, mas as suas almas estavam livres. Não deixe que outras vozes ocupem o lugar da voz do Eterno na sua vida. Jeremias perseverou na vocação que foi chamado, se tornando um grande homem de Deus. Jeremias foi dotado de uma mensagem profética e clara, seguiu o caminho traçado por Deus, perseverando até o fim de sua jornada.

Assim como o Senhor confiou em Jeremias, ainda sendo uma criança para realizar a Sua obra, Ele deseja levantar profetas nos dias de hoje. O povo tem se corrompido como nos dias de Jeremias e precisa ser advertido dos seus pecados. O Senhor está à procura de homens fiéis para trabalhar em Sua seara.

Conclusão.
O profeta Jeremias foi levantado por Deus e anunciou o castigo que viria sobre o reino de Judá, caso o povo não se arrependesse. Jeremias foi açoitado, torturado, preso e até denunciado pelos próprios amigos. Entretanto, nada disso o fez desistir de sua chamada.

Questionário.
1. As profecias de Jeremias foram conduzidas a qual reino?
R: Ao reino do Sul, Judá (Jr 1.2-3).

2. Quando Deus chamou a Jeremias, o rei Josias tinha quantos anos de reinado?
R: 13 anos (Jr 1.2).

3. Quem é o autor do livro de Jeremias?
R: Jeremias (Jr 1.1).

4. Quais foram os reis de Judá que presenciaram as profecias de Jeremias?
R: Josias Jeoacaz, Jeoaquim, Joaquim e Zedequias (Jr 1.1-3).

5. O que são cisternas rotas?
R: Cisternas que não retêm água (Jr 2.13).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Jeremias – Deus convoca Seu povo ao arrependimento, Jovens e Adultos, edição do professor, 2º trimestre de 2017, ano 27, Nº 103, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Lição 13 Os últimos dias serão tempos trabalhosos e de apostasia.



Lição 13 Os últimos dias serão tempos trabalhosos e de apostasia.
26 de março de 2017

Texto Áureo
Hebreus 12.1
“Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta”.

Verdade Aplicada
Para vencer nos últimos dias, é necessário permanecer seguindo as Sagradas Escrituras.

Objetivos da Lição
Anunciar o perfil da geração vindoura e sua malignidade;
Expor as três classes mais degradantes da geração dos últimos dias;
Mostrar como a verdade divina prevalecerá sobre as trevas da mentira.

Glossário
Elixir: Bebida deliciosa;
Fanfarrão: Que ou aquele que conta vantagem ou alardeia coragem;
Insípido: Sem sabor; insosso.

Leituras complementares
Segunda Os 4.6
Terça Mt 5.13
Quarta Jo 8.32
Quinta Rm 13.7
Sexta Tg 4.6
Sábado 1Pe 5.5

Textos de Referência.
2 Timóteo 3.1-5
1 Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;
2 Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
3 Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
4 Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5 Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.

Hinos sugeridos.
18, 372, 432.

Motivo de Oração
Clame para que o Senhor inquiete o coração de cada cidadão em busca de riqueza dos céus.

Esboço da Lição
Introdução
1. A malignidade da geração dos últimos dias.
2. A escória de uma geração.
3. Resplandecendo em meio à corrupção.
Conclusão

Introdução
Os sinais da vinda de Jesus estão cada vez mais nítidos em nossa geração e temos a certeza de que brevemente a trombeta estará ressoando (1Co 15.51-52). Portanto, precisamos estar firmes e vigilantes!

1. A malignidade da geração dos últimos dias.
Ao anunciar que os últimos dias da humanidade serão trabalhosos, Paulo descreve a qualidade da geração vigente. Ele fala sobre um terrível reflorescimento do mal, em que todos os fundamentos morais estão abalados (2Tm 3.3).

1.1. Homens amantes de si mesmos.
A primeira característica relatada aqui é a vida centrada em si mesmo. O termo usado é “filautos”, que significa “amante de si mesmo”. O egoísmo é o pecado básico de onde provém os outros pecados. A essência do cristianismo não é entronizar o eu, mas, sim, destrona-lo. Jesus nos ensinou que devemos amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos (Mt 22.37-40). Nenhum ensino nas Escrituras nos admoesta a amar a nós mesmos.

Nenhum cristão é admoestado pelas Sagradas Escrituras a amar ou a odiar a si mesmo. Essa partícula do amor já se encontra em cada um de nós. Os tais que se queixam da falta de amor próprio são geralmente pessoas insatisfeitas com seus próprios sentimentos, habilidades e as adversidades das circunstâncias. O cristianismo propaga a morte do “eu” e nunca o amor a si mesmo como alicerce para uma vida melhor (Mt 22.40). Vale a pena ressaltar que a corrupção moral completa tende a ser o resultado quando os homens abandonam a Deus para ficarem ocupados com o próprio eu e a satisfação material.

1.2. Homens presunçosos e soberbos.
Nos últimos dias, os homens serão presunçosos e soberbos (2Tm 3.3; Pv 16.18-19). Um dos sinônimos para presunçoso é jactancioso. Jactância é a atitude de quem se comporta com arrogância e tem alto conceito sobre si mesmo. É a atitude de alguém que se vangloria. Aliado ao presunçoso está o soberbo, aquele que sempre se mostra acima dos outros. Deus resiste aos soberbos, pois são homens que querem a glória para si (Tg 4.6; 1Pe 5.5). As orientações do apóstolo Paulo a Timóteo, seu filho na fé, são perfeitamente aplicáveis ao nosso tempo, isto é, que nos afastemos desses homens (2Tm 3.5).

Em nossos dias, temos visto muitos desses pretenciosos, que estão inseridos em todas as camadas da sociedade, inclusive na igreja, os quais tentam destacar-se com seus mais variados métodos e enganos. Já os soberbos, o segredo está em seus corações. Até podem parecer humildes, calados e inofensivos. Mas, no íntimo de seus corações, está o desprezo por todos os outros. Em seus corações existe um pequeno altar, onde se ajoelham perante si mesmos, e em seus olhos existe algo que olha a todos com um silencioso desprezo. Por isso, Deus os resiste e os abomina (Pv 3.32; 24.1-2).

1.3. Homens desobedientes aos pais.
O mundo vive uma crise generalizada quando o assunto é família. Paulo fala de um tempo de insubmissão à autoridade paterna. Não faz muito tempo que os filhos tinham como de grande valia os deveres com os pais. De repente, uma revolução ocorreu na sociedade e o que mais vemos em nossos dias é o rompimento na comunhão entre pais e filhos. O sinal da suprema decadência de uma civilização se dá quando a juventude perde todo o respeito pelos mais velhos, e se nega a reconhecer essa impagável dívida, juntamente com o básico dever de gratidão para com aqueles que lhe deram a vida (Mt 15.4). Os filhos devem honrar os seus progenitores, esse é o elixir da longevidade, pois, como encontramos nas Escrituras, tal atitude resultará em uma sociedade mais estável e saudável, e em uma vida com mais qualidade (Ef 6.1-3).

Embora os tempos sejam outros, nossa obrigação junto àqueles que nos geraram continua a mesma. Filhos, mais tarde, podem se tornar pais e, da mesma forma com que agem diante de seus pais, seus filhos também agirão diante deles (Gl 6.7-8). O importante é fazer o que é certo e de acordo com o que a Bíblia trata do assunto, quando fala acerca da longevidade e felicidade para os obedientes aos pais (Ef 6.1-3). Uma pessoa de honra se distingue por pagar suas dívidas e todos nós temos uma dívida para com Deus e com nossos pais. Como pessoas de honra, devemos pagar essa dívida para estar em paz com todos (Rm 13.7). 

2. A escória de uma geração.
Vivemos numa sociedade degradada, composta por pessoas sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons (2Tm 3.3). Além desses, ainda temos três grupos que certamente trarão muitos problemas aos moradores da Terra.

2.1. Amigos dos deleites e inimigos de Deus.
O termo usado por Paulo para traidor é “prodotes” (2Tm 3.4), o mesmo usado para definir Judas. Esse livro foi escrito nos dias da perseguição romana. Naquele tempo, para se ganhar o favor de Roma, um amigo traia o próprio amigo. Paulo está retratando aqui a falta de fidelidade na amizade (Pv 25.18). Ele fala de homens impetuosos, que, levados por uma paixão obstinada, tornam-se imprudentes e insensíveis. Também fala de homens envaidecidos por sua própria importância. Paulo não está se dirigindo aos de fora. Ele está traçando um perfil de pessoas aparentemente cristãs (2Tm 3.7-8).

O verdadeiro cristianismo produz um poder dinâmico que muda a vida pessoal do homem. O apóstolo Paulo está falando de pessoas que nunca experimentaram o novo de Deus em suas vidas, mas que estão inseridas dentro do contexto cristão. Esses indivíduos já fazem parte da igreja atual e estão se proliferando. A melhor maneira de identifica-los é observando seus frutos (Mt 7.20). Longe de ficar desanimado, o verdadeiro cristão deve ficar de sobreaviso, pelas evidências ao seu redor da má conduta e da fé religiosa insatisfatória.

2.2. Apenas aparência de piedade.
Devemos ter em mente que aproximar-se de Deus é estar pronto para experimentar uma revolução pessoal através do poder de Jesus Cristo (Hb 4.12). A acusação aqui é que esses homens terão apenas uma forma externa (aparência de bondade). Eles seguirão um ritual com liturgia e adoração, mas nada compreenderão acerca do poder dinâmico que transforma a vida dos homens. Hoje, muitas pessoas apresentam-se como representantes e agentes a serviço do Reino de Deus. Todavia, na prática, são reprovadas por agir em contradição com a verdade que deveriam anunciar (2Tm 3.5).

Nossa geração já tem observado esse escurecimento decadente. Embora tenha progredido e melhorado em vários aspectos, na esfera moral e espiritual as coisas têm se complicado cada vez mais. O apóstolo Paulo nos assegura que esses homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados (2Tm 3.13). Esses homens ímpios se unirão aos santos e isso brotará na Igreja e ao redor dela.

2.3. Que sempre aprendem, mas desconhecem a verdade.
Como é possível aprender a verdade e desconhecê-la? Isso acontece quando uma pessoa passa a viver somente de aparência, pois sabe que será reprovada caso venha para a luz (Jo 3.19.-20). Paulo diz que eles sempre aprendem mas não tem conhecimento (2 Tim 3.7). Existem pessoas que sempre estão desejosas em discutir toda nova teoria, que sempre estão profundamente envoltas no último movimento ou grupo religioso da moda, mas que são totalmente incapazes de aceitar a disciplina diária e até mesmo a tarefa de viver a vida cristã na prática. O resultado de um corpo sem vida é apenas a decomposição. É nossa obrigação purificar e fortalecer nossas vidas na batalha moral para viver a vida cristã (2Tm 2.22-26).

Somos o Corpo de Cristo. Um corpo sem espírito está morto. O que parece ser bom exteriormente, quando está sem vida interior, se decompõe e se torna sujo e intragável. A curiosidade intelectual não pode tomar o lugar da seriedade moral. Mesmo nos tornando intelectuais, nada adianta se não estivermos conectados a à vida de Deus. Os últimos dias serão eclipsados por um gradativo aumento de iniquidade no mundo, haverá um colapso nos padrões morais e a multiplicação de falsos cristãos e falsas igrejas entre nós (Mt 24.11).

3. Resplandecendo em meio a corrupção.
No texto de Filipenses 2.15, Paulo diz que devemos resplandecer como astros no meio de uma geração corrompida. Mesmo que sejamos ostentados a agir de maneira pessimista diante dos desvarios da geração vigente, a verdade divina sempre prevalecerá sobre as trevas da mentira (2Tm 3.8-9).

3.1. Permanecendo na sã doutrina.
O conselho de Paulo é claro: permaneça firmado na Palavra de Deus (2Tm 3.14-15). Ventos fortes não podem abalar os alicerces de um prédio fortificado. Por que o povo de Deus se perde? Por falta de conhecimento (Os 4.6). Como o povo se encontra? Através do conhecimento da verdade (Jo 8.32). A verdade destrói o egocentrismo, destrona todo o “eu” da vida humana, conduzindo o homem tanto a ser salvo, quanto a tornar-se uma ferramenta que conforta a vida de outros (2Tm 3.16-17).

Mais do que nunca, o homem deve estudar as Sagradas Escrituras para fazer-se útil a Deus e a seus semelhantes (2Tm 3.13-14). A orientação sistemática obtida através do estudo bíblico na Escola Dominical capacita o cristão a enfrentar de modo firme suas responsabilidades.

3.2. Fazendo valer a posição para a qual foi chamado.
Pode parecer que o mal esteja prevalecendo, mas jamais devemos esquecer quem escreveu essa história. Ela tem começo e fim, e, ao final, o bem prevalecerá e o Cristo vivo reinará sobre todas as nações da Terra (Sl 22.28). Deus nunca vai deixar de falar. Ele procura homens e mulheres que estejam na brecha (Ez 22.30). Uma pessoa na posição que Deus quer pode salvar uma nação. Nesses dias finais, os homens apostatarão da dé, darão ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios. Mas precisamos continuar pregando a Palavra de Deus, pura e sem mistura (2Co 2.27; 2Tm 4.2-5).

A grande tragédia de muitos cristãos é não crescer e progredir na fé (Jo 15.4). Muitas vezes, nossa vida leva sempre a marca das mesmas falhas e enganos. Parece que continuamos sendo vítimas dos mesmos hábitos e escravos das mesmas tentações. A verdadeira vida cristã não pode ser estagnada; deve estar em contínuo progresso. A vida cristã é uma viagem rumo a Deus e não pode jamais permanecer num mesmo lugar.

3.3. Não se tornando insípido.
Fomos posto neste mundo sem sabor para temperá-lo (Mt 5.13). É muito ruim uma comida sem sal. Assim também estará o mundo se não tomarmos a consciência do que somos. Jesus nos chamou para viver em meio as diferenças. Fomos colocados num mundo avesso para alterá-lo. Por que o sal? Porque produz sede; o mundo precisa desejar o que temos. O sal conserva. O sal dá sabor; o paladar mais insípido pode ser restaurado com um leve toque desse sal.

O sal perde seu poder de influência quando se torna sem sabor. Espiritualmente falando, o sabor do sal está em sua essência, que é Cristo Jesus e Sua verdade. Vivemos, nesses últimos dias, um tempo em que muitas coisas têm sido adulteradas. Devemos ter o cuidado de jamais ser influenciados pelo mal, mas sempre vencê-lo com o bem (Rm 12.21). Se um discípulo de Cristo perde a virtude do Espírito Santo, ele é como o sal que perde a sua salinidade, tornando-se, assim, uma substância completamente inútil, só servindo para ser jogado fora, nas ruas, onde é pisado pelos caminhantes.

Conclusão.
Nesses últimos dias, precisamos estar atentos aos sinais e sempre prontos a enfrentar os desafios de nossa geração. Devemos estar conscientes de nossa participação no Reino de Deus, fugindo de todo embaraço e do pecado que tão de perto nos rodeia (Hb 12.1).

Questionário.
1. Quem é o soberbo, de acordo com a lição?
R: Aquele que sempre se mostra acima dos outros e o homem a quem Deus resiste(1Pe 5.5).

2. Qual é o termo usado por Paulo para traidor?
R: “Prodotes” (2Tm 3.4).

3. O que Paulo nos diz em Filipenses 2.15?
R: Devemos resplandecer como astros no meio de uma geração corrompida (Fp 2.15).

4. Por que o povo de Deus se perde?
R: Por falta de conhecimento (Os 4.6).

5. O que Deus procura?
R: Homens e mulheres que estejam na brecha (Ez 22.30).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Aprendendo com as Gerações Passadas, A importância, responsabilidade e o legado de uma geração temente ao Senhor para enfrentar as complexidades e os desafios da pós-modernidade, Jovens e Adultos, edição do professor, 1º trimestre de 2017, ano 27, Nº 102, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.