segunda-feira, 14 de março de 2016

Lição 12 As demandas da juventude.



Lição 12 As demandas da juventude.
20 de março de 2016.

Texto Áureo
1 Pedro 5.7
“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”.

Verdade Aplicada
Nosso Deus é poderosamente capaz de cuidar de cada um de nós, mesmo diante de nossas maiores preocupações.

Objetivos da Lição
Enfatizar o perfil do jovem cristão e mostrar os desafios atuais da juventude cristã no mundo contemporâneo;
Mostrar como um jovem pode edificar e abençoar sua família;
Ensinar como deve ser a preparação de um jovem para construir uma nova família.

Glossário
Abdicar: abrir mão, desistir, resignar;
Esfera: espaço ou área de atividade;
Faceta: cada um dos aspectos particulares de uma pessoa ou coisa.

Leituras complementares
Segunda Gn 42.41-44
Terça Pv 10.1-5
Quarta Dn 1.8
Quinta Jo 8.32
Sexta 1Ts 4.7
Sábado 1Jo 2.17

Textos de Referência.
1 João 2.13-16
13 Pais, escrevo-vos, porque conhecestes aquele que é desde o princípio. Mancebos, escrevo-vos, porque vencestes o maligno. Eu vos escrevi, filhos, porque conhecestes o Pai.
14 Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.
15 Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.

Hinos sugeridos.
124, 224, 324

Motivo de Oração
Ore para que os jovens cresçam no Evangelho com coragem para enfrentar oposições.

Esboço da Lição
Introdução
1. Crises e desafios.
2. O papel do jovem cristão na família.
3. O preparo para construir uma família.
Conclusão

Introdução
O jovem faz parte do projeto de Deus chamado família. Por isso, abordaremos as demandas da juventude no contexto pessoal, espiritual e familiar no mundo contemporâneo, tendo como base os princípios da Palavra de Deus.

1. Crises e desafios.
A vida é repleta de oportunidades, dramas e desafios, mas é na juventude que essas facetas da existência se apresentam de forma mais intens. Nessa fase é preciso sabedoria. A sociedade e até mesmo a família cobram do Jovem uma definição em diversas áreas da vida. Essa pressão por todos os lados pode resultar em crises prejudiciais ao desenvolvimento saudável do indivíduo.

1.1. Crise de identidade.
Uma das muitas crises que podem atingir o jovem cristão é a crise de identidade. O filho pródigo da parábola contada por Jesus é um exemplo disso (Lc 15.11-31). Motivado pela curiosidade e insatisfação com sua realidade, o filho mais novo busca numa terra distante a mudança que deseja, para perceber, depois de algum tempo e de algumas perdas, que o melhor lugar para estar era de onde nunca deveria ter saído, isto é, a casa do pai. A crise de identidade é vencida através da aceitação de si mesmo e da própria realidade. A rebeldia e a revolta devem ser substituídas pela fé, que nos faz crer que quem somos e onde estamos hoje não determina quem seremos e onde estaremos amanhã (Fp 4.13).

Comente com os alunos que José no Egito é um exemplo de jovem que não perdeu a identidade, mesmo longe da sua família. Apesar de ter sido vendido como escravo e depois ir parar na prisão, José não perdeu a sua essência, não se esqueceu de quem era. Mesmo na adversidade, ele não se revoltou, mas confiou que Deus poderia mudar a sua sorte como, de fato, aconteceu (Gn 42.41-44).

1.2. Baixa autoestima.
Autoestima é o conceito que a pessoa tem de si mesma. È como ela se vê. Uma pessoa com autoestima saudável se ama, se respeita, se aceita, se valoriza, se acha digna. A baixa estima é o sentimento oposto. Quem possui baixa autoestima está sempre pra baixo. Tem problemas com a própria aparência, se acha incapaz de tudo e por isso não tenta nada e perde oportunidades incríveis. Uma pessoa assim vive insegura, tem dificuldades de se relacionar e fazer amigos porque acha que não será aceita. Muitas vezes a baixa autoestima evolui para um quadro depressivo. Não se esqueça que Satanás usa esses equipamentos para impedir seu crescimento. Somos aquilo que pensamos (Pv 23.7). Por isso, proteja seus pensamentos (Cl 3.1).

Diga para os alunos que a baixa autoestima é um problema mais comum do que parece. O físico Maxwell Maltz calculou que 95% de todas as pessoas de nossa sociedade sentem-se inferiores. Mostre para eles que não é saudável nos compararmos com os outros e lembre que a mídia desse mundo quer ditar os padrões de sucesso e beleza, que não podem ser alcançados por todos. Oriente as pessoas que sofrem desse mal a procurarem aconselhamento e, Ressalte que a verdade bíblica é poderosa para nos libertar dos pensamentos mentirosos (Jo 8.32).

1.3. Desafios do cristão contemporâneo.
Existem três grandes desafios que o jovem cristão deve aceitar para que possa glorificar a Cristo de maneira plena em sua vida. Primeiro, o desafio moral. Em um mundo de verdades relativas e valores invertidos, fazer a coisa certa, na hora certa e de maneira certa, conforme a Palavra de Deus, é um grande desafio. Segundo, o desafio intelectual. Ainda existe muita gente que pensa que o Evangelho é para gente ignorante, sem estudo e desprovida de informação. Essa nova geração de cristãos deve mostrar ao mundo que eles estão enganados. Deus precisa de jovens capacitados, qualificados e íntegros em todas as esferas da sociedade. Por último, o desafio espiritual. O jovem deve ter caráter, ser estudioso, “antenado”, mas não pode abdicar da sua comunhão com Deus. Jesus crescia em estatura, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens (Lc 2.52). Ele é nosso modelo de crescimento integral.
Cite para os alunos três exemplos bíblicos de jovens que se destacaram e fizeram a diferença em seu tempo, aceitando os três maiores desafios para os jovens cristãos no mundo atual. Primeiro, José, que resistiu às investidas da mulher de Potifar. Venceu o desafio moral, segundo Daniel e seus amigos. Jovens inteligentes e capazes para viverem na corte babilônica. Venceram o desafio intelectual. Por último, a jovem Ester, que não abriu mão da sua identidade mesmo com risco de morte. Venceu o desafio espiritual.

2. O papel do jovem cristão na família.
Enquanto não forma seu próprio lar, a grande maioria dos jovens mora com os pais e isso implica em assumir algumas responsabilidades dentro de casa.

2.1. Honrar aos pais.
Este princípio deve ser preservado do nascimento até o fim da vida. Honrar aos pais é o primeiro mandamento com promessa (Êx 20.12). O mandamento não foi “Honra a teu pai e tua mãe se eles forem legais com você”, ou ainda, “honra a teu pai e tua mãe quando eles estiverem com a razão”. O mandamento foi: “Honra a teu pai e tua mãe”. Honrar e muito mais do que obedecer. É apoiar, proteger cuidar, não criticar e nutrir um profundo respeito por aqueles a quem Deus conferiu a autoridade sagrada de pai e mãe. Se alguém não sabe como honrar seus pais, então deve colocar-se no lugar deles e pensar que deve trata-los da mesma forma que gostaria de ser tratado e cuidado quando tiver seus próprios filhos.

Faça com que os alunos reconheçam a bênção de possuir uma família, principalmente pai e mãe. Muitos tratam mal seus pais, são indiferentes, mas, na hora que eles faltam, são tomados por um profundo remorso por acharem que poderiam ter feito mais por eles e não fizeram. Os filhos sábios produzem alegria na família (Pv 10.1-5).

2.2. Contribuir para manutenção do lar.
Existem algumas contribuições que o jovem cristão pode praticar dentro de casa para que o lar seja o mais abençoado e agradável. São elas: contribuição espiritual através da oração, intercessão e compartilhamento das coisas espirituais com os membros da família; contribuição financeira, ajudando no orçamento familiar; contribuição emocional, mantendo abertos os canais de comunicação.

Ressalte para os alunos que isso não é fácil, mas contamos com o Espírito Santo como nosso ajudador. Enfatize para eles, principalmente para aqueles que planejam construir seus próprios lares, que a convivência familiar é um treinamento e um exercício constante que deverá ser praticado o resto da vida. Os membros da família são diferentes, assim como serão diferentes os futuros cônjuges e os futuros filhos. Essa é uma ótima oportunidade para observar como pode ou deve ser o ambiente familiar. Quem tem dificuldade de conviver em família, enquanto filho e irmão, pode levar essa deficiência para sua futura família.

2.3. Ganhar a família não crente.
Seria maravilhoso se todos pudessem dizer como Josué “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”; mas nem todos possuem essa felicidade. Muitos jovens fazem parte de uma família onde um ou mais membros não conhecem a Cristo; e quantos sofrem perseguição, afronta e escárnio por causa da sua fé! O que fazer quando a família não é crente? Primeiro, os pais devem ser honrados e amados mesmo que eles não compreendam seu estilo de vida. Além disso, toda família deve ser alvo de oração e intercessão (Tg 5.16). Por último, tenha um bom testemunho.

Mostre aos alunos que a família não cristã, ainda que seja contrária à fé, não deve ser vista como inimiga ou instrumento do diabo. Se alguém é perseguido dentro do seu lar, isso acontece por causa da ignorância espiritual que cegou entendimento dos incrédulos (2Co 4.4). Não há garantia bíblica de que toda uma família irá se converter a Cristo. A única certeza que um jovem cristão deve possuir é que a sua conduta cristã na família não será uma pedra de tropeço e escândalo a ser usada como desculpa por algum membro da família para não entregar ao Senhor. Afora isso, os pais não crentes devem ser obedecidos, desde que não firamos princípios estabelecidos na Palavra de Deus. Reforce para eles que, assim como a mulher cristã conquista o marido não crente com seu testemunho, o jovem crente poderá ganhar sua família com sua conduta cristã.

3. O preparo para construir uma família.
O casamento não é uma obrigação, é uma opção. Pode ser que alguém queira optar por viver solteiro, mas tanto os que desejam se casar quanto os que desejam permanecer solteiros precisam ter a motivação e a preparação adequada (1Co 7.7-40).

3.1. Motivações erradas para casar.
Para que seja bem-sucedido, o casamento necessita de motivações corretas. Citemos alguns motivos pelos quais as pessoas não devem se casar. 1) para sair da casa dos pais, pois querem liberdade. 2) para serem felizes. O casamento só acrescenta felicidade para quem já é feliz antes de se casar. 3) para poderem fazer sexo sem pecar. O casamento é muito mais que sexo. 4) por causa da pressão da sociedade e da família: por interesses materiais e egoístas. 5) por achar que está passando da idade e bate aquela aflição. 6) porque está todo mundo casando. 7) por causa de “visões, revelações e profecias”.

Existem algumas razões pelas quais as pessoas escolhem não casar. Primeiro, comodidade. Muitos não têm vontade de casar porque não querem deixar o conforto da casa dos pais. Segundo, medo. Há aqueles que não querem se casar por medo de não dar certo. Terceiro, dedicar-se a Deus. Os outros não querem se casar porque desejam se entregar totalmente a Deus sem as preocupações que o casamento exige. Por último, pecado. Há quem não queira se casar porque não quer compromisso e prefere viver uma vida de pecado. Essa não é uma postura cristã, pois Deus nos chamou para a santificação (1Ts 4.7).

3.2. Motivações corretas para casar.
Se há motivações erradas para casar, também existem as razões corretas para isso. Primeiro, quero casar, pois amo essa pessoa. Lembrando que amor é muito mais que sentimento. É comportamento, comprometimento, atitude e ação. A paixão passa; o amor fica. Segundo, quero casar para fazer o outro feliz. Ao contrário da motivação egoísta, deve-se pensar na pessoa amada em primeiro lugar. Por último, “quero casar com o(a) meu(minha) melhor amigo(a) para o resto da vida”.

Comente com os alunos que a amizade deve existir antes de tudo. Você já deve ter conhecido várias pessoas que casaram achando que a pessoa era de um jeito, mas ela era de outro, pois não existiu a amizade. Na amizade você conhece verdadeiramente o(a) outro(a)e qier ficar com  ele(a) assim mesmo. Lembre aos alunos que o casamento cristão é para o resto da vida (Mc 10.8-9).

3.3. Preparando-se para o casamento.
O que um jovem cristão deve fazer com sua vida enquanto se casa? Simples; viva sua vida na presença de Deus, seja feliz e se prepare. Quantos se ocupam em encontrar a pessoa certa ao invés de buscarem ser a pessoa certa. Procure conhecer a si mesmo. Existem bagagens que são levadas para o casamento, mas quanto menos melhor. Muitos traumas e complexos são adquiridos ao longo da nossa história, a maioria no seio familiar. Esses problemas, se não forem tratados, serão levados para o futuro casamento. Além disso, lembre-se: “Quem casa quer casa”. Então, estude, tenha uma profissão, busque uma boa colocação no mercado de trabalho, não se esqueça de servir a igreja e, o mais importante: priorize Jesus em sua vida (Mt 6.33).

Incentive os solteiros e os jovens casados a buscarem conselhos com os casais mais experientes, os anciãos. Quantas vezes estes são esquecidos e deixados de lado? Porém, seus cabelos brancos representam a experiência de vida que possuem. Diga-lhes como é interessante ouvir suas histórias e descobrir os segredos para encontrar um bom marido e uma boa esposa, e como  manter um casamento feliz e duradouro para o resto da vida.
Conclusão.
Apesar de todas as demandas que os jovens possuem, cremos que na Palavra de Deus encontramos orientação, resposta e direção para tudo o que precisam. Além disso, nosso Deus não está distante (Sl 37.17-18). Ele está bem perto para falar e revelar a Sua vontade (Sl 25.12).

Questionário.
1. Qual o personagem bíblico teve uma crise de identidade?
R: O filho pródigo (Lc 15.11-31).

2. Como posso ganhar minha família não crente?
R: Com testemunho cristão (Js 24.15).

3. O que é autoestima?
R: É o conceito que a pessoa tem de si mesma (Pv 23.7).

4. Qual o primeiro mandamento com promessa?
R:  Honrar pai e mãe (Ef 6.1-3).

5. Qual o nosso maior modelo de crescimento integral?
R: Jesus Cristo (Lc 2.52).


Fonte: Revista Jovens e Adultos, professor, 1º trimestre de 2016, ano 26, Nº 98, Casamento e Família.

domingo, 6 de março de 2016

Lição 11 A melhor idade na presença de Deus.



Lição 11 A melhor idade na presença de Deus.
13 de março de 2016.

Texto Áureo
Jó 15,10
Também entre nós encanecidos e idosos, muito mais idosos do que teu pai.”

Verdade Aplicada
A Palavra de Deus alimenta e estimula o respeito pelos mais velhos.

Objetivos da Lição
Apresentar exemplos bíblicos de homens usados por Deus em sua velhice:
Mostrar a importância do idoso para a família, a Igreja e a sociedade;
Destacar a necessidade de se compreender o idoso.

Glossário
Integral: Inteiro, total;
Lúdica: que se refere a jogos e brinquedos;
Transcorrer: Decorrer, perpassar; passar além de; transpor.

Leituras complementares
Segunda Lv 19.31
Terça Sl 71.18
Quarta Pv 20.29
Quinta Is 65.20-22
Sexta 1Tm 5.1
Sábado Tt 2.2-5

Textos de Referência.
Josué 14.9-11
9 Então Moisés naquele dia jurou, dizendo: Certamente a terra que pisou o teu pé será tua, e de teus filhos, em herança perpetuamente; pois perseveraste em seguir ao Senhor meu Deus.
10 E, agora, eis que o Senhor me conservou em vida, como disse; quarenta e cinco anos há agora, desde que o Senhor falou esta palavra a Moisés, andando Israel ainda no deserto; e, agora, eis que já hoje sou da idade de oitenta e cinco anos.
11 E, ainda hoje, estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual a minha força então era, tal é agora a minha força, para a guerra, e para sair, e para entrar.

Hinos sugeridos.
115, 225, 231.

Motivo de Oração
Ore para que os cristãos tenham sabedoria ao compartilhar da sua fé.

Esboço da Lição
Introdução
1. Os idosos são exemplos para os jovens.
2. A Bíblia, a igreja e o idoso.
3. Três níveis de compreensão.
Conclusão

Introdução
Calebe se destacou em todas as fases da sua vida. Quando jovem, superou o cativeiro do Egito; na meia idade, venceu as dificuldades do deserto e, na velhice, foi em busca dos seus sonhos (Js 14.10-11).

1. Os idosos são exemplos para os jovens.
A Palavra de Deus está repleta de exemplos que mostram o quanto os idosos são uma verdadeira bênção para os mais jovens.

1.1. Uma fé de longo alcance.
Noé tinha 600 anos quando o dilúvio veio sobre a Terra (Gn 7.6). Ele construiu a arca, ajuntou os animais e pregou para as pessoas na sua época (2Pe 2.5),. Por temer a Deus, Noé, junto com sua família, sobreviveu ao dilúvio. Ele tornou-se o pai de todas as pessoas que vivem na Terra atualmente. Mesmo bem idoso, Noé permaneceu fiel ao Senhor. Sua fé e determinação produziram benefícios que são vistos até o dia de hoje e merecem ser imitados por servos de Deus de todas as idades (Hb 11.7).

Mostre para os alunos que a Bíblia ensina que a velhice é bênção de Deus. O salmo 91, muito conhecido até daqueles que não são convertidos ao Senhor Jesus, nos diz que o Senhor fartará com “abundância de dias e nos mostrará a sua salvação” (Sl 91.16). Os versículos 14 a 16 deste salmo mostram que esta bênção da longevidade é para aqueles que vivem sua vida debaixo do “esconderijo do Altíssimo e à sombra do Onipotente”.

1.2. Influência na família.
O Eterno deus ordenou que Abrão saísse de sua terra aos 75 anos (Gn 12.1-2). Ele obedeceu e só depois de 25 anos viu a realização da promessa do Senhor (Gn 21.2),5). Ele morou em tendas e como estrangeiro durante o restante de sua vida (Gn 12.4: Hb 11.8-9). A perseverança do patriarca Abraão teve forte influência na vida do seu filho Isaque, que permaneceu toda a sua existência (180 anos), como estrangeiro em Canaã. A base da perseverança de Isaque era sua fé na promessa de Deus feita aos seus pais e que, mais tarde, o próprio Deus se encarregou de reforçar (Gn 26.2-5). Os idosos que servem lealmente ao Senhor podem ter uma influência saudável sobre os membros de sua família (Pv 22.6).

Esclareça para os alunos que a velhice traz muitos desafios e algumas perdas. Ocorrem alterações no sistema circulatório, sistema respiratório, sistema digestivo e sistema nervoso. A função renal diminui, os hormônios se alteram, diminui a tolerância a glicose, diminuem os anticorpos, a capacidade de coordenação e o controle muscular. Há retardo nas funções mentais com perda de memória recente e de curto prazo. Salomão se deparou com esta realidade e aconselhou aos jovens a lembrar sempre do Criador (Ec 12.1).

1.3. Influência sobre os irmãos na fé.
Com 110 anos, José deu uma ordem a respeito dos seus ossos (Gn 50.25; Hb 11.22). Sua atitude foi um raio de esperança para o povo de Israel durante os anos de escravidão que se seguiram após sua morte, dando-lhes a certeza de que a libertação viria. Baseado nesse ato de fé que Moisés, aos 80 anos, levou os ossos de José para fora do Egito (Êx 13.19).Vale ressaltar também que o próprio Moisés foi uma fonte de conselhos maduros e de sabedoria para o jovem Josué (Êx 24.12-18; 32.15-17; Nm 11.28). Com essa injeção de ânimo e influência poderosa, Josué e Calebe motivaram seus irmãos na fé durante a conquista da Terra Prometida (Js 14.6-13).

Comente com os alunos que Moisés tinha 80 anos quando começou o seu ministério de libertação do povo do Egito. Arão tinha 83 quando começou seu ministério com Moisés. Calebe, aos 85 anos, com ousadia conquistou seu espaço na Terra Prometida (Js 14.10-11). Ressalte para os alunos que os idosos em Israel eram considerados pela sua sabedoria (Dt 32.7).

2. A Bíblia, a Igreja e o idoso.
É importante compreender que as Sagradas Escrituras fazem questão de mencionar a idade daqueles que falecem em adiantada velhice, tamanha a sua relevância.

2.1. Sábios conselhos.
O Senhor ordenou ao povo de Israel, por intermédio de Moisés, que os anciãos fossem extremamente respeitados (Lv 19.32). Ao instruir o jovem Timóteo, o apóstolo Paulo certamente tinha essa ordenança guardada em seu coração (1Tm 5.1). Por outro lado, o imprudente rei Roboão não levou em consideração o sábio conselho dos anciãos para diminuir a carga tributária e, então, provocou a divisão do reino de Israel (1Rs 12.1-15). Os idosos devem ser apreciados por sua experiência (Pv 20.29). Sem dúvida alguma, os jovens podem aprender lições valiosas da vida dos idosos (Sl 71.18).

Comente com os alunos que os familiares têm a obrigação de proporcionar bem-estar para seus idosos (1Tm 5.8). Segundo o teólogo Alfons Auer, respeitar aos pais compreende quatro pontos: pôr em prática os modelos de vida tomados por eles e transmiti-los por sua vez a à geração seguinte: garantir-lhes a assistência material e um espaço social na enfermidade e na velhice; se, no processo de deterioração de suas forças morais, mentais e físicas, aparecerem o endurecimento egocêntrico, ou o espírito da tradição ou outras necessidades, é necessário aceita-las com paciência; uma comunidade assim corresponde com o projeto de vida de uma comunidade cujo centro se situa em Deus.

2.2. Conselhos para os idosos.
Preocupado com a boa reputação da Igreja e com o avanço do Evangelho, o apóstolo Paulo instrui a Tito quanto aos mais idosos na comunidade cristã (Tt 2.2-5). Ele encoraja os homens idosos a serem constantes e sadios na fé. Quanto às mulheres idosas, Paulo aconselha a serem sérias no seu viver e não caluniadoras. O apóstolo incentiva as irmãs idosas a serem mestras no bem e professoras das mais novas. Vale ressaltar que não se trata aqui da instrução formal, mas que o conselho e encorajamento das irmãs idosas às mais novas se dê pela palavra e pelo exemplo. É admirável quando os idosos realizam esse importante trabalho de aconselhamento, de ensino, de transição, para que os mais novos saibam como fazer e por que fazer.

Explique para os alunos que a Igreja tem responsabilidades especiais com os idosos (1Tm 5.16). Todos foram criados à imagem e semelhança de Deus. Ressalte para eles que o idoso não pode ser visto como fardo e sim como bênção. O idoso tem que ser visto como exemplo de vida sacrificial pelos seus. Reforce para os alunos que a sabedoria adquirida pelo idoso tem que ser valorizada. Comente com eles que é papel da Igreja cuidar de maneira integral dos seus idosos e olhar para o ser humano vendo sua integridade: corpo, alma e espírito. A igreja tem que ter um olhar para apoiar o idoso nas suas dimensões: biológica,, as condições funcionais de seus órgãos e sistemas vitais através da educação para o envelhecimento saudável; psicológica, para apoiá-los na sua capacidade de adaptação frente às mudanças e desafios que a nova fase oferece; social, conhecendo suas expectativas sociais a respeito de si mesmo ou do ambiente em que convive.

2.3. Um ministério específico para os idosos.
A Igreja possui um grande número de idosos acima de sessenta anos e, assim como possui ministério específico com crianças, jovens e adultos, precisa criar o ministério próprio para os idosos. Tem que ser um ministério que se preocupe e se comprometa com a atenção e cuidado, buscando formas e métodos que correspondam ás suas necessidades e expectativas espirituais, sociais, psicológicas e biológicas. Um ministério que promova a independência, participação, atenção, realização pessoal e dignidade. Sabendo que o idoso ainda pode contribuir com sua família, igreja e sociedade, porque a Bíblia valoriza o idoso (Sl 92.12-15).

Explique para os alunos que, graças ao avanço das ciências e da tecnologia, a expectativa de vida tem aumentado nas últimas décadas. O IBGE (Instituto de Geografia e Estatística) divulgou em 2013 que a expectativa de vida no Brasil passou para 74,9 anos para ambos os sexos. Comente com os alunos que, até o ano 2025, o Brasil será a sexta maior população idosa do mundo com 32 milhões de pessoas.

3. Três níveis de compreensão.
Diante de uma realidade cada vez mais frequente, o desafio do ministério com idosos é trabalhar com três níveis de compreensão. São eles:

3.1. Compreensão para o idoso.
Trata-se da educação para o envelhecimento, levando-os a refletir sobre algumas questões como: Qual a visão do seu auto envelhecimento? O que o envelhecimento significa para você? Com que idade alguém se torna “velho”? Como fazer para que os anos acrescentados de esperança de vida transcorram com uma qualidade de vida mais satisfatória? Como você pode ajudar os outros a envelhecerem com mais sucesso?

Saliente para os alunos que o talento do idoso tem que ser aproveitado. O idoso tem necessidade de se sentir útil. Davi, quando idoso, orava a Deus que não o desamparasse até que pudesse anunciar a força e o poder do Senhor à sua geração e às vindouras (Sl 71.18).

3.2. Compreensão do idoso.
Para isso, é necessário quebrar paradigmas da sociedade em geral quanto ao envelhecimento. Combater intensamente o preconceito contra os idosos, permitindo-lhes manter sua independência, reconhecer sua autonomia para tomar suas decisões e reafirmar a sua dignidade, respeito, valor e reconhecimento.

Mostre para os alunos que temos vários exemplos na Bíblia de envelhecimento ativo: a profetisa Ana, filha de Fanuel, uma viúva de quase 84 anos, que não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações de noite e de dia. Dava graças a Deus e falava dele aos que esperavam a redenção em Jerusalém (Lc 2.36-38). Simeão, homem justo e temente a Deus, que esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava sobre ele. Porque vivia em amor, esperança e fé, ele não desistiu do seu sonho, da revelação recebida e da promessa de ver o Salvador e contemplar a salvação antes de morrer (Lc 2.25-32).

3.3. Compreensão com o idoso.
Nesse estágio é necessário preparar e capacitar àqueles que desejam atuar no ministério com a melhor idade para que os reconheçam, honrem, integrem e os envolvam com as demais gerações (intergeracionalidade). É necessária a formação de um  grupo de convivência para a melhor idade, objetivando um envelhecimento saudável e de forma integral, isto é, bio-psico-social-espiritual para os idosos. Para isso, devemos ter em mente alguns objetivos específicos: proporcionar aos idosos a oportunidade de formação e fortalecimento de amizades e o desenvolvimento do companheirismo; criar oportunidades de compartilhar e valorizar experiências vividas; possibilitar o aprendizado de novas habilidades, ampliando o interesse pelo mundo à sua volta; proporcionar alternativas para utilização das novas e antigas habilidades (voluntariado e remunerado); oferecer atualização de conhecimentos; criar oportunidades para a realização de passeios, viagens e excursões; proporcionar momentos de reflexão a respeito do processo de envelhecimento; proporcionar capacitação física e recreativa através do lazer, atividades lúdicas, sociais e culturais; despertar e reforçar princípios cristãos que permitam uma vivência mais significativa e feliz.

Mostre aos alunos mais algumas propostas para que haja um envelhecimento saudável: desenvolver intercâmbio de gerações, favorecendo o convívio e troca de experiências com outras faixas etárias; desenvolver ações que possibilitem uma melhor convivência familiar; incentivar o exercício da cidadania e o acesso às políticas públicas, direitos e benefícios voltados para a melhor idade; informar sobre serviços destinados à melhor idade, com custos baixos e fácil acesso.

Conclusão.
É preciso entender que a contribuição do idoso pode ser valiosíssima no desenvolvimento da família, da Igreja e da sociedade. Seu envelhecimento pode ser caracterizado por atividades produtivas. O que você será quando envelhecer? O que fará quando envelhecer?

Questionário.
1. Quando o dilúvio veio sobre a Terra, quantos anos tinha Noé?
R: 600 anos (Gn 7.6).

2. Com que idade Abraão saiu de sua terra?
R: 75 anos (Gn 12.1-2).

3. O que os idosos leais ao Senhor podem ter?
R: Uma influência saudável sobre os membros de sua família (Pv 22.6).

4. Qual era a preocupação de Paulo ao instruir Tito acerca dos idosos?
R: A boa reputação da Igreja e o avanço do Evangelho (Tt 2.1-5).

5. Por que a Bíblia valoriza o idoso?
R: Porque sabe que o idoso ainda pode contribuir com sua família, Igreja e sociedade (Sl 92.12-15).

Fonte: Revista Jovens e Adultos, professor, 1º trimestre de 2016, ano 26, Nº 98, Casamento e Família.