segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Lição 7 ADÃO E O PECADO



Lição 7 ADÃO E O PECADO  
14 de fevereiro de 2016

Texto do dia.
Romanos 5.12
"Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram"

Síntese.
A ofensa do pecado de um ser humano trouxe o juízo de Deus sobre toda a humanidade e demandou uma solução universal para o pecado, Jesus Cristo. 

Agenda de leitura
SEGUNDA - Rm 5.12         O pecado de uma pessoa influenciou negativamente o destino de toda a raça humana
TERÇA - Rm 3.23               Todos os seres humanos são pecadores
QUARTA - Rm 5.12                        O pecado gera a morte
QUINTA - Rm 5.14              Adão é o primeiro e único tipo de Cristo
SEXTA - Rm 5.20                A lei veio para majorar o pecado
SÁBADO - Rm 5.21                        A graça de Cristo reina pela justiça

Objetivos
MOSTRAR que o pecado de Adão suscitou a morte;
SABER que a lei serve para evidenciar ainda mais o pecado;
ENTENDER como o pecado de uma pessoa resultou no juízo de Deus sobre toda a humanidade.

Interação
Nesta lição a ênfase será dada à relação de Adão com o pecado por meio de sua desobediência à vontade divina. Na próxima lição o enfoque será na justiça gratuita oferecida por Deus por meio do sacrifício de Cristo. Por isso, é importante tomar o cuidado para não antecipar o enfoque da próxima lição, mas fazer a transição entre as duas lições nas considerações finais (conclusão) para que o aluno possa diferenciar os enfoques dados, bem como se motivar a estudar antecipadamente a próxima lição.

Orientação Pedagógica
Professor, uma das questões a serem tratadas na lição é a proliferação do pecado a partir de Adão para toda a humanidade, isso mediante a influência cultural que herdamos e que moldam nossa cosmovisão de mundo (valores, crença, costumes, entre outros). Desse modo, sugerimos que após a conclusão do primeiro tópico da lição, promova um debate em grupo. Como sugestão, você poderá utilizar os seguintes questionamentos:
-Se você tivesse nascido em um país distante e com cultura diferente, como por exemplo, o Irã, qual seria a sua visão de mundo?
-No que, possivelmente, você acreditaria?
-Quais, provavelmente, seriam suas práticas rotineiras?

Após o debate em grupo, abra para um comentário geral entre os grupos. Se tiver dificuldade quanto ao tempo, o debate poderá ser aberto diretamente ao grupo como um todo.

Texto bíblico
Romanos 5.12-20
12. Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.
13. Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado não havendo lei.
14. No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.
15. Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.
16. E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou; porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação.
17. Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.
18. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.
19. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos.
20. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O pecado entrou no mundo por meio do primeiro ser humano e como consequência veio também à morte. O pecado se proliferou e gerou consequências para toda a raça humana. O exemplo de Adão demonstra a carência humana da graça de Deus.

I - O PECADO DE ADÃO SUSCITOU MORTE

1. O pecado entrou no mundo por meio de Adão (v. 12). Nos dois primeiros versículos, Paulo não menciona o nome de Adão e muito menos o de Eva, mas para ele, o culpado pela entrada do pecado no mundo foi Adão. Não adiantou Adão transferir a culpa para Eva, assim como tem sido uma prática comum aos seres humanos, transferir suas culpas para alguém ou algum acontecimento, em vez de assumir a responsabilidade pelos seus atos. Neste texto, Paulo não demonstra preocupação com a origem do mal, mas sim com a forma que o pecado entrou no mundo. A transgressão de Adão é explicitada no relato da Queda (Gn 3), quando ele rejeitou seguir o caminho traçado por Deus para seguir seu próprio caminho, o resultado foi a condenação. Adão tinha uma recomendação: não comer da árvore do conhecimento do Bem e do Mal. Uma oportunidade de desobedecer que desencadeou uma vontade de transgredir. O livre-arbítrio do ser humano, qualidade que o distingue dos demais seres viventes, pode ser exercido até mesmo na desobediência a Deus.

2. A morte entrou no mundo por meio do pecado (v. 12). Adão foi a porta de entrada do pecado no mundo e o pecado por sua vez, a porta de entrada para a morte. Neste texto, a interpretação para a morte se refere tanto a morte física como espiritual, como punição pela desobediência humana, uma referência a Gênesis 2.17 e 3.19. Toda causa tem sua consequência. As pessoas, às vezes, confundem o perdão com a repercussão da consequência dos atos falhos. Uma pessoa que se rende a Cristo e deixa a vida de pecado, como já vimos em lições anteriores, é imediatamente justificado diante de Deus (declarado justo), mas as consequências pelos erros já cometidos ele continua responsável. Por exemplo, vamos supor que esta pessoa tenha cometido um assassinato antes da conversão, com o arrependimento e abandono da prática Deus a perdoa, mas não assume a responsabilidade de livrá-lo de uma prisão. O que Deus garante é estar com ele na prisão. Em outras palavras, todo pecado tem sua consequência.

3. A morte sobreveio para toda a humanidade porque todos pecaram (v. 12). Paulo continua abordando a relação entre o pecado e a morte, agora com uma abrangência maior, referindo-se todos os seres humanos, uma vez que todos pecaram (Rm 3.23). Existe uma discussão teológica se todos pecaram em Adão, ou seja, o pecado de Adão foi transferido para toda a humanidade ou se o pecado é de responsabilidade individual de cada ser humano. Seguiremos a linha de que, contaminados pelo pecado de Adão, todos os demais seres humanos também pecaram, sendo cada um responsável pela sua própria desobediência. Em resumo, podemos dizer que o pecado original de Adão levou-nos ao pecado experimental, afastando-nos de Deus.
Pense
Jovem, você tem assumido suas responsabilidades? Tem reconhecido as consequências naturais de seus atos falhos ou tem questionado a Deus?

Ponto Importante
A vida, muitas  vezes,  acaba sendo uma relação de causa e efeito.

II - A LEI DESTACA O PECADO (vv. 13,14)

1. O pecado existia antes da lei (vv. 13,14). Paulo afirma que o pecado existia antes da lei. Todavia, será que existe na história do mundo, algum local onde não tenha havido nenhum tipo de lei? Certo que a lei mosaica realmente ainda não existia neste período, mas regras já existiam antes desta lei. Como já visto, o próprio Adão recebera recomendação (regra) de como proceder no jardim do Éden, a ordem de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Paulo já havia falado a respeito da ausência de lei no capítulo 2, quando falou sobre os gentios. Deus não deixa a conduta do ser humano sem uma régua de medir, independente da lei mosaica há a lei da própria consciência (Rm 2.14-16). Esta lei escrita no coração testifica "juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os". Portanto, não significa que as ações antes da lei não eram julgadas. Por isso, a afirmação "a morte reinou desde Adão até Moisés" (5.14).

2. A lei desponta o ser humano em sua fraqueza (v.14). Onde existe lei, existe transgressão. No relato da Queda, vemos a tendência do ser humano em buscar atender seus interesses. O exemplo de Adão demonstra certa inclinação do ser humano para a desobediência. Esta inclinação aumenta quando se impõe regras. Existe um ditado popular que diz: "Aquilo que é proibido acaba sendo mais desejado". O que é proibido chama a atenção das pessoas, por isso a dificuldade do ser humano em cumprir a lei. No entanto, como já visto em lições anteriores, a lei tem uma função, apontar o pecado do ser humano, a sua fraqueza. Quando se identifica o pecado e se reconhece a necessidade de correção, se faz necessário uma solução redentora. A solução no Antigo Testamento foram os sacrifícios, que eram soluções transitórias e paliativas. Mas, eles também tiveram sua função, apontar para o sacrifício perfeito de Cristo.

3. Adão, um tipo antagônico de Jesus (v.14). Pela primeira e única vez a Bíblia cita explicitamente um personagem como tipo de Cristo "o qual é a figura daquele que havia de vir" (v. 14). Adão como figura de Cristo com resultados contrários. Enquanto, Adão representa os efeitos negativos pela sua desobediência à vontade de Deus, Cristo representa os efeitos positivos pela sua obediência incondicional a Deus. Os efeitos positivos de Cristo serão abordados na próxima lição. O ato de Adão, representante da humanidade, exemplifica a aplicação da correção sobre o pecado, independente da lei, como citado por Paulo: "porque, para com Deus, não há acepção de pessoas. Porque todos os que sem lei pecaram sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados" (Rm 2.11,12). Todavia, como já citado, com o advento da Lei de Moisés o pecado foi ainda mais evidenciado. Isso não significa que ele já não existia, mas é como se o "holofote" estivesse direcionado para outro lugar.

Pense
Jovem, como está sua consciência?

Ponto Importante
Não existe na história, lugar ou data, um tempo em que não existisse regra, escrita ou não, para orientar o comportamento humano.

III - A OFENSA DE ADÃO ACARRETOU NO JUÍZO DE DEUS SOBRE TODA HUMANIDADE (vv. 15-21)

1. A sentença divina proferida sobre a ofensa do pecado (v. 15-19). A sentença dada por Deus a Adão é extensiva a todos os seres humanos que seguiram o seu exemplo, ou seja, cada pessoa se tornou pessoalmente pecadora e, portanto, destituída da glória de Deus (Rm 3.23). A transgressão de Adão foi sua desobediência a uma ordem divina expressamente revelada por Deus, o que diferencia o pecado de Adão dos demais. A ofensa foi majorada com a promulgação da Lei Mosaica, pois quanto mais evidente for a manifestação da lei, maiores serão as transgressões (Rm 5.20). Ultimamente, tem sido difundida na mídia condenações e aplicações da pena de morte em países que tem esta prática normatizada. Se a ampliação do rigor da lei realmente funcionasse, nestes países não haveria transgressão. Para a "pena de morte espiritual" existe uma saída, o renascimento proporcionado pela justificação por meio da fé em Cristo.

2. A morte reinou por causa da ofensa do pecado (v. 20). Existem três conceitos básicos sobre a morte: a) a morte física, a qual toda humanidade está sujeita; b) a morte espiritual, que ocorre quando o ser humano vive na prática do pecado; c) a morte eterna, a pior de todas, pois ocorre quando não há mais possibilidade de mudança de situação, trata-se da condenação da separação eterna de Deus. Estas mortes são consequências da transgressão humana, a relação de causa e efeito. De modo geral, as pessoas têm dificuldade para lidar com a morte devido à tendência natural pela vida. Os crentes geralmente afirmam que querem estar com Deus, mas se possível sem precisar passar pela morte. Ao longo da história da humanidade existem relatos da busca pela vida prolongada ou eterna. O Evangelho aponta o caminho para esta vida, com ou sem a presença da morte, Jesus.

Pense
Você também estava condenado a mesma sentença do injusto, a morte eterna, mas pela graça de Deus sua sentença foi revertida em bênção e vida eterna com Deus. Jovem, o quanto você tem sido grato a Deus por isso?

Ponto Importante
Para Paulo, a condição humana caracteriza-se pela rejeição a Deus e sua revelação, além de ser marcada pela hostilidade rotineira em relação a Ele" (Roy Zuck).

SUBSÍDIO
"Em Romanos 1- 3, Paulo argumentou que toda humanidade está perdida nas garras do pecado, tanto judeus como gentios. Em Romanos 4, ele mostrou que a justificação pela fé também está universalmente disponível a todos aqueles que creem que Deus manterá a promessa que fez no evangelho - tanto para os gentios como para os judeus.
Agora, Paulo dá um passo atrás, apenas por um momento, para perguntar como pode ser isso. Como todos os homens tornaram-se pecadores? E como a vida pode ser oferecida a todos?
Como contexto, precisamos entender uma coisa importante sobre o relacionamento entre 'pecado' e 'pecados'. Enquanto 'pecados' são atos de iniquidade ou transgressões à Lei de Deus, o 'pecado' é algo diferente. Ele se refere àquele defeito essencial da natureza humana que distorce o caráter moral do homem, obscurece sua inteligência e o incita em direção ao mal. De acordo com a terminologia bíblica, esta condição é frequentemente mencionada como 'morte', não no sentido biológico, mas espiritual" (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento.1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p. 300).

ESTANTE DO PROFESSOR
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.
ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

CONCLUSÃO
Nesta lição,  aprendemos que o pecado entrou no mundo por meio de um ser humano e como consequência veio a morte e a condenação.

Hora da revisão.
Qual a recomendação que Deus deu a Adão e ele desobedeceu?
A recomendação dada por Deus a Adão foi de não comer da árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.

Quando Deus perdoa o pecado de alguém Ele também retira as consequências naturais do pecado? Explique
Não. Quando uma pessoa se rende a Cristo e deixa a vida de pecado é imediatamente justificado diante de Deus (declarado justo), mas as consequências pelos erros já cometidos ele continua responsável.

Paulo diz no versículo 13 que o pecado não é imputado não havendo lei. Na sequência diz que o pecado surgiu antes da lei. Como explicar que a morte reinou de Adão até a Lei (v. 14)?
Paulo menciona a lei colocada na própria consciência do ser humano (Rm 2.14-16), e por essa lei as pessoas eram julgadas. Por isso, a afirmação "a morte reinou desde Adão até Moisés" (v. 14).

Paulo aponta Adão como um tipo de Cristo. Explique:
Adão é um tipo antagônico de Cristo. Enquanto, Adão representa os efeitos negativos pela sua desobediência à vontade de Deus, Cristo representa os efeitos positivos pela sua obediência incondicional a Deus.

Segundo a lição, qual a solução para a "pena de morte espiritual"?
A solução é o renascimento proporcionado por meio da justificação pela fé em Cristo.


Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Jovens, Justiça e Graça, professor, 1º trimestre 2016.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Lição 6 Vivendo a felicidade no lar.





Lição 6 Vivendo a felicidade no lar.
7 de fevereiro de 2016.

Texto Áureo
Salmos 128.3
“A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa”.

Verdade Aplicada
A felicidade é a busca de todo homem e é a sua maior motivação. Como Deus é a fonte da felicidade, podemos alcança-la praticando o temor a Ele e a obediência à Sua Palavra.

Objetivos da Lição
Mostrar que a família é o maior bem que a sociedade tem;
Destacar que o plano de Deus para a humanidade está centrado na família;
Ressaltar que aceitar Deus no casamento é receber a Sua graça e fazer com que a família seja estruturada e feliz.

Glossário
Arbusto: Árvore ainda pequena;
Videira: Arbusto originário do Oriente que dá uvas;
Oliveira: Árvore cujo fruto é a azeitona.

Leituras complementares
Segunda       Sl 1
Terça              Sl 127
Quarta           Is 26.3-4
Quinta                       2Co 9.8
Sexta             Fp 4.6-7
Sábado          1Tm 3.4-5

Textos de Referência.
Salmos 128.1-6
1 Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!
2 Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem.
3 A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa.
4 Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR!
5 O SENHOR te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida.
6 E verás os filhos de teus filhos e a paz sobre Israel.

Hinos sugeridos.
592, 618, 619.

Motivo de Oração
Ore para que a alegria de Deus reine em seu lar.

Esboço da Lição
Introdução
1. Mulher: videira frutífera.
2. Filhos: plantas de oliveira.
3. Netos: herança do Senhor.
Conclusão

Introdução
O projeto de Deus para o casamento é de uma família harmoniosa e feliz. A Bíblia descreve a forma maravilhosa a felicidade da família quando está concentra-se nos princípios e ensinamentos divinos.

1. Mulher: videira frutífera.
No salmo 128, a mulher é comparada à videira, que produz uva, origem da fabricação do vinho, símbolo da alegria, alegoria de uma mulher feliz no seu lar. Assim como uma vinha produz muitos frutos, a mulher que teme ao Senhor frutificará e dará muitos frutos.

1.1 . A polivalência da mulher.
A mulher é considerada polivalente, pois consegue realizar muitas tarefas ao mesmo tempo. É o exemplo de mulher guerreira que mesmo tendo filhos para cuidar e casa para zelar, não abre mão de ajudar no orçamento familiar. A mulher sábia olha pelo governo da sua casa e não come o pão da preguiça (Pv 31.27). Ela cuida dos filhos à roda da sua mesa (Sl 128.3). A mulher que teme ao Senhor administra muito bem a sua casa e educa os seus filhos com brilhantismo, ao ponto de ser chamada bem-aventurada.

Explique para os alunos que, no Salmo 128, a mulher é comparada à videira frutífera, um arbusto que é fonte de alimento, fonte de nutrientes e fonte de renda. Comente com eles que a videira simbolicamente era empregada como prosperidade e paz entre os antigos hebreus, mas simbolizavam particularmente o povo escolhido, um símbolo da frutificação. Ressalte para eles que o vinho era um importante item da dieta normal dos hebreus, suprindo-lhes o ferro e outros minerais essenciais à alimentação. Era também a alegria dos pobres que colhiam as respingas para o seu sustento.
 
1.2. Comer do trabalho das suas mãos.
O homem que teme ao Senhor não é preguiçoso. Não lhe falta serviço e come o pão do suor do seu rosto (Gn 3.19). Da mesma forma, a mulher que teme ao Senhor busca lã e linho e trabalha com mãos hábeis (Pv 31.13). Ela estende as mãos ao fuso e as palmas das sua mãos pegam na roca (Pv 31.19). Aquele (e aquela) que é justo e teme ao Senhor não precisa arriscar a sorte em jogos e loterias, porque sabe e crê que o Senhor cuida e supre as suas necessidades. O Eterno também cuida de sua descendência (Sl 37.25).

Destaque para os alunos que a vida piedosa é proveitosa também aqui na Terra (1Tm 4.8)), tanto no trabalho, como no lar, e na coletividade nacional. Reforce para eles que o trabalho, tanto do homem quanto da mulher, prospera quando feito no temos de Deus (Sl 127.1-2), pois o esforço humano dissipa-se sem a orientação divina. Comente também com eles que a mulher frutífera não entrega a sua casa a terceiros, ainda que tenha empregados. É ela que administra, juntamente com seu marido, e não deixa ninguém mandar na sua casa.

1.3. A felicidade de temer ao Senhor.
A felicidade do homem e da mulher que teme ao Senhor é incomparável. Eles irão bem porque têm promessa e também confiam no Deus Todo Poderoso. Eles sabem que as provas e tribulações são passageiras. A luta vem e passa e eles não desanimam. Felicidade não é ausência de conflitos, mas a habilidade em lidar com eles. Ao compreendermos o significado da vida em família e buscar os ensinamentos da Palavra de Deus para aplicação no nosso dia a dia, teremos a resolução dos nossos problemas, as dúvidas serão dirimidas e abriremos espaço para que possamos viver bem e começarmos a gozar da felicidade dessa promessa descrita no Salmo 128.

Comente com os alunos que o salmista chama de bem-aventurado, isto é, muito feliz, o homem que teme ao Senhor e anda nos Seus caminhos. Para esses, o Eterno Deus tem reservado bênçãos indescritíveis. Destaque para eles que o segredo das bênçãos na vida do cristão é justamente o resultado de se reconhecer que só o Senhor é Deus e que só Ele merece toda glória, toda exaltação e toda adoração. Diga para os alunos que possuem cônjuge descrente ou afastado que eles precisam de muita sabedoria para lidar com a situação. Fale mais do seu cônjuge a Deus do que Deus ao seu cônjuge (1Pe 3.1-2).

2. Filhos: plantas de oliveira.
A palavra de Deus é muito clara quanto a colocar os filhos á roda da tua mesa (Sl 128.3). Significa que os pais não podem abrir mão da educação e dos ensinamentos da Palavra de Deus. No Salmo 128, os filhos são comparados a oliveira, que produz azeite, o símbolo de fertilidade.

2.1. Os filhos são herança do Senhor.
Os filhos são presentes de Deus (Sl 127.3). São tesouros muito valiosos concedidos ao casal como fruto do seu amor. Os filhos são mais valiosos do que bens materiais e deixa-los em tempo integral nas creches não é o ideal. Infelizmente, nos dias de hoje, na fase em que a criança mais precisa dos pais só os veem e encontram nos finais de semana. É importante que cada casal faça uma reflexão e um estudo minucioso para tentar equacionar esta alarmante situação. Vale ressaltar que cada caso é um caso.

Reforce para os alunos que a família deve se reunir para tomar as refeições na mesa e não no sofá nem na frente da televisão. Comente com eles que, se possível, devem desligar os telefones e os computadores. As refeições em família são momentos sagrados, são como banquetes de alegria.

2.2. A educação cristã começa dentro de casa.
Os pais receberam a solene incumbência de repassar aos filhos os mandamentos e as leis do Senhor. É algo intransferível e pessoal dos pais, sempre com o apoio da igreja (Dt 6.6-7). Os pais devem ensinar os filhos a terem prazer na Lei do Senhor e a meditar nela continuamente (Sl 1.2); a sentir gosto pela Escola Bíblica Dominical e pelo ensino da Palavra de Deus e a sentir alegria em frequentar a casa de Deus, a igreja (Sl 122.1). Instruir o menino no caminho em que deve andar significa que os pais deverão estar juntos com os filhos e não apenas mostrar o caminho (Pv 22.6). Para que a Palavra de Deus esteja na lembrança de seus filhos amanhã, você tem que ensinar na vida deles hoje.

Comente com os alunos que a família feliz traz paz para a nação. Quando a família vai bem, a Igreja vai bem, a sociedade vai bem e a nação recebe benefícios desta família bem estruturada. Quando a família não tem problemas, os governos não precisam se preocupar, diminui consideravelmente as crianças jogadas na rua, a marginalidade e a bandidagem são reduzidas. Ressalte para os alunos que a educação desde o berço faz muito bem à nação.

2.3. O exemplo cristão dos pais faz a diferença.
Os filhos tendem a copiar os pais em quase todas as áreas da vida, porque estes são espelhos para os filhos. Eles tendem a copiá-los nas suas profissões, nas suas atitudes, nas suas vestimentas, no modo de referir à casa de Deus e aos ungidos do Senhor. É importante lembrar que também estão de olho no modo como os pais desempenham o ministério eclesiástico e como levam as sua vidas espirituais. Tome como exemplo a decisão de Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15). Os filhos podem até fechar os ouvidos para os conselhos, mas abrem os olhos para o exemplo. A maior educação que se pode dar a um filho é um exemplo digno de vida.

Esclareça para os alunos que os filhos são comparados como plantas de oliveira, uma das mais valiosas árvores dos hebreus antigos. Comente com eles que o povo oriental reputava a oliveira como símbolo de beleza, força, bênção  divina, prosperidade, virilidade e frutificação. Informe para eles que a oliveira chega a desenvolver até sete metros de altura com troncos contorcidos e numerosos galhos. Se for cortada, novos ramos e saem das raízes. A oliveira era fonte de alimento, azeitonas, azeite, fonte de renda, fonte de descanso pelas suas sombras, fonte de meditação, fonte de ajuda aos pobres, fonte de madeira, onde várias coisas eram esculpidas, principalmente para o templo de Salomão. Destaque para eles que a oliveira era realmente digna de ser chamada rainha das árvores.

3. Netos herança do Senhor.
O homem que teme ao Senhor tem a promessa de vida longa, isto é, a longevidade de dias e a recompensa de ver os frutos dos frutos, que representam mais uma corda do coração: os netos.

3.1. Ver os netos, não cria-los.
Os netos são bênçãos de Deus na nossa vida. É extremamente maravilhoso comtemplar a nossa posteridade com os nossos olhos. É uma alegria indescritível a chegada dos netos. A impressão que temos é que supera o amor que temos pelos filhos. No entanto, hoje estamos vivendo uma inversão de valores, pois avós estão criando os netos. A palavra de Deus é bem clara sobre o assunto. Devemos ver os netos com os próprios olhos, visita-los, brincar com eles, cuidar por um período, mas não tomar a responsabilidade de educa-los e cria-los, pois isso é tarefa dos pais. Sabemos que existem exceções, mas não vamos entrar neste mérito, porque cada caso é um caso.
Merece ser especialmente destacado para os alunos que alguns acontecimentos na vida do casal podem levar os avós a ter que criar os netos, mas estas exceções deverão estar concentradas na morte dos pais, na incapacidade psíquica ou mental dos pais, numa separação em que haja prejuízo para a criança ou quando a criança corre riscos na tutela de madrasta ou padrasto. Reforce para eles que não pode ser uma regra, mas algo pontual.

3.2. Viver para ver os filhos dos teus filhos.
Viver para ver os filhos de teus filhos quer dizer viver mais sobre a face da Terra (Sl 128.6). É notório que quando os netos chegam, a nossa idade está começando a ficar avançada (Gn 48.8-22; Jó 42.16-17). Significa que ver os filhos dos filhos é cumprimento da promessa de honrar aos pais (Ef 6.1-2). Assim como os pais têm a responsabilidade de guiar os filhos nos caminhos do Senhor, os filhos têm a obrigação de obedecer aos seus pais no Senhor.

Comente com os alunos que muitos homens e mulheres perdem o rumo procurando soluções em todas as partes, esquecendo-se da Palavra de Deus. Com essa atitude não enxergam a solução que está bem perto de todos nós. Ressalte para eles que, no entanto, basta recorrer à Palavra de Deus, a qual nos ensina como resolver os problemas e receber a benção de Deus e a á felicidade tanto para o nosso casamento quanto para a nossa vida em família.

3.3. A bondade de Deus e a distribuição de bênçãos.
Ao ver Manassés e Efraim, os filhos de José, o patriarca Jacó regozijou-se grandemente com a extrema bondade de Deus (Gn 48.11), pois é o Eterno Deus que nos proporciona a maravilhosa oportunidade de ver os filhos dos nossos filhos (Sl 128.6), Se observarmos atentamente o capítulo 48 de Gênesis, veremos Jacó mencionar que as bênçãos do Senhor tinham superado todas as suas expectativas (Gn 48.9, 11). Quão feliz é o homem cujo coração transborda de gratidão a Deus por Sua infinita bondade. É importante compreender que ver os filhos dos filhos também é uma oportunidade de abençoar a nossa descendência (Gn 48.16). A graça de Deus não segue a linha da natureza humana. Deus não age segundo as nossas expectativas. O Senhor é soberano e todas as Suas bênçãos são distribuídas conforme a Sua vontade. O patriarca Jacó entendeu muito bem estas coisas e tratou de abençoar a sua descendência.

Comente com os alunos que tudo começa com o temor ao Senhor, pois fora disso não há esperança. A Palavra de Deus nos afirma que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv 9.10). O homem e a mulher que desejam ver as bênçãos do Senhor sobre as suas vidas necessitam temer e honrar ao Deus Todo-Poderoso. Reforce para eles que nossos filhos e netos precisam ver em nós homens e mulheres que temem a Deus, Aquele que é fiel e poderoso para nos honrar e nos conceder Sua infinita misericórdia e maravilhosa bondade, que se estende de geração em geração (Sl 100.5).

Conclusão.
Enquanto não atentarmos para a Palavra de Deus concernente ao casamento e à família, não teremos a felicidade tão almejada. Não adianta pedir conselhos, participar de encontros de casais, simpósios, seminários, palestras, chás e outros, se não colocarmos em prática os Seus ensinamentos.

Questionário.
1. Qual a promessa para o homem que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos?
R: A felicidade no lar (Sl 128.1-6).

2. Onde começa a educação cristã dos filhos?
R: Dentro de casa (Dt 6.6-7).

3. O que os filhos representam?
R: A herança do Senhor (Sl 128.3).

4. Qual a árvore que a mulher é comparada?
R: A videira (Sl 128.3).

5. A que árvore os filhos são comparados?
R: São comparados à oliveira (Sl 128.3).

Fonte: Revista Jovens e Adultos, professor, 1º trimestre de 2016, ano 26, Nº 98, Casamento e Família.